Depois de pego na mentira o atual governador de Brasília José Roberto Arruda teria dito, "Eu errei. Errei por ter visto uma lista e por tentar dizer que não tinha visto."
Após renunciar ao mandado Arruda recomeçou a carreira pelo DEM e em 2002 elegeu-se governador do DF e ano que vem deverá disputar a reeleição, quebrando acordo que teria feito com o seu vice Paulo Octavio também do DEM. Ser igual aos outros políticos me fez mentir, disfarçou o DEMO.
Pelo que jeito continua porque conforme promessa de campanha não teria retirado os pardais eletrônicos das ruas da Brasília.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Demos são vaiados em evento com Lula e deixa local alegando ter outros compromissos
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), foi vaiado durante evento nesta quinta-feira (29) na capital paulista que reuniu catadores de lixo. A vaia começou já na hora que o prefeito foi chamado para subir ao palco e durou todo o tempo do seu discurso, de cerca de um minuto. Com ar constrangido, o prefeito deixou o local em seguida e sua assessoria alegou que ele tinha outros compromissos.
A reação do público mudou quando o Presidente Lula foi anunciado. Ele foi aplaudido e subiu ao palco aos gritos de “Lula, cadê você. Eu vim aqui só para te ver”.
No mesmo evento também estava o ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que também recebeu vaias, mas em proporções menores que as recebidas por Kassab.
Segundo a organização do evento, cerca de 1.500 catadores participaram da ExpoCatadores, evento do Movimento de Catadores de Materiais Recicláveis para divulgar a atividade e defender a sua profissionalização.R7
Por: Helena™
A reação do público mudou quando o Presidente Lula foi anunciado. Ele foi aplaudido e subiu ao palco aos gritos de “Lula, cadê você. Eu vim aqui só para te ver”.
No mesmo evento também estava o ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), que também recebeu vaias, mas em proporções menores que as recebidas por Kassab.
Segundo a organização do evento, cerca de 1.500 catadores participaram da ExpoCatadores, evento do Movimento de Catadores de Materiais Recicláveis para divulgar a atividade e defender a sua profissionalização.R7
Por: Helena™
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Coisas do Demo - Kassab dá dinheiro de programa social para rico fazer festa
O governador de S.Paulo, José Serra(PSDB), e o fiel escudeiro do Serra, o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab(DEM), podem ganhar troféus como os governantes que acabaram com as favelas em São Paulo.E não é por eles terem investidos em programas socias e muito menos por terem ajudado a população carente.E por descaso, por não gostar de pobre
Depois do tiroteio dentro da favela Heliópolis, depois do mandato de segurança para a desocupação da favela instalada no terreno da Viação Campo Limpo, que deixou duas mil pessoas na calçada,ontem mais uma favela foi destruida em S.Paulo.
Um incêndio destruiu, no início da noite deste domingo, a Favela Diogo Pires, no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, queimando mais de 300 barracos desabrigando 450 famílias. Serra e Kassab não compareceram ao local.Veja imagens
O dinheiro que seria para moradia, vai para a mão do rico
Gilberto Kassab (DEM) elevou em R$ 5,5 milhões o orçamento destinado a campanhas e eventos culturais e turísticos da cidade, organizados pela São Paulo Turismo. O decreto de remanejamento, publicado ontem no Diário Oficial, indica que, para a maior parte do “reforço”, o prefeito tirou dinheiro previsto para “projetos e ações de apoio habitacional” e “intervenção no sistema viário estratégico” - leia-se obras socias para o povo carente.
Por Helena
Depois do tiroteio dentro da favela Heliópolis, depois do mandato de segurança para a desocupação da favela instalada no terreno da Viação Campo Limpo, que deixou duas mil pessoas na calçada,ontem mais uma favela foi destruida em S.Paulo.
Um incêndio destruiu, no início da noite deste domingo, a Favela Diogo Pires, no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, queimando mais de 300 barracos desabrigando 450 famílias. Serra e Kassab não compareceram ao local.Veja imagens
O dinheiro que seria para moradia, vai para a mão do rico
Gilberto Kassab (DEM) elevou em R$ 5,5 milhões o orçamento destinado a campanhas e eventos culturais e turísticos da cidade, organizados pela São Paulo Turismo. O decreto de remanejamento, publicado ontem no Diário Oficial, indica que, para a maior parte do “reforço”, o prefeito tirou dinheiro previsto para “projetos e ações de apoio habitacional” e “intervenção no sistema viário estratégico” - leia-se obras socias para o povo carente.
Por Helena
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Se inveja matar vai ser agora - Lula recebe mais uma distinção internacional
Por sua contribuição "decisiva para acabar com o regime militar e abrir o caminho para a democracia" no Brasil, conforme justificativa do próprio Instituto Woodrow Wilson, o presidente Lula recebe hoje a noite, em Nova York, o Prêmio ao Serviço Público do Centro Internacional Woodrow Wilson - o nome homenageia um ex-presidente dos Estados Unidos - em mais um reconhecimento internacional do papel por ele desempenhado na história e política brasileiras. Dois outros brasileiros foram distinguidos antes com o Woodrow Wilson, a fundadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns, e o diretor do jornal O Estado de S.Paulo, Ruy Mesquita. Além do presidente Lula, um quarto brasileiro será distinguido hoje com o prêmio, o empresário Eike Batista, do grupo EBX.
O Centro Internacional Woodrow Wilson é considerado uma das instituições de pesquisas mais respeitadas dos Estados Unidos. Esse prêmio com o qual distingue personalidades mundiais contempla aquelas que "tiveram distinção na vida pública" de seus países, caso do chefe do Estado brasileiro, com uma história que vai da resistência à ditadura, a militância sindical ainda durante o regime militar, à atuação política até chegar à presidência da República.
C/Blogs
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Kátia Abreu e o jogo político dos que devem bilhões de reais para o governo federal
Maus pagadores dos bancos públicos querem retaliar movimento social.
A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), ambos representantes da bancada ruralista, protocolaram no Senado pedido de CPI mista (CPMI) para investigar denúncias de repasses de recursos públicos e do Exterior ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
...
Muito bem. Sugerimos, agora, que a bancada não-ruralista, que (penso eu) é majoritária no Congresso protocole um pedido de CPI com o seguinte objeto de investigação: examinar todos os passivos bancários, créditos em liquidação e empréstimos incobráveis dos proprietários de terras com áreas superiores a um mil hectares nos bancos da União federal.
Há suspeitas empíricas e evidências factuais que apontam para um patrimônio fabuloso apropriado por tais proprietários rurais, e que de alguma forma não querem ou não podem saldar as dívidas contratadas. Não se trata de denúncia vazia da revista Veja ou do Estadão, mas de fatos conhecidos pelos brasileiros, sabedores da histórica índole velhaca destes tomadores de recursos públicos sem o devido ressarcimento contratual.
Fac-símile: declaração de bens da senadora Abreu, do ano de 2006, onde ela declara um "terreno rural" de 1.268 hectares por 10 mil reais, e outro "terreno rural" de 1.205 hectares por 27 mil reais. Cara-de-pau.
A rigor, a senadora é proprietária de 4.500 hectares de terras, povoada com 3.500 cabeças de gado de corte, esparramados pelos seus eufemísticos "terrenos rurais".
Do Blog Diário Gauche
http://diariogauche.blogspot.com/2009/09/direita-protocola-pedido-de-cpi-para.html
Nota do Chicão:
A história desta senadora Kátia Abreu é significativa para você entender como os MUITO RICOS USAM O DINHEIRO PÚBLICO PARA FICAREM MAIS RICOS.
A gência Reporter Brasil fez uma reportagem sobre a origem de um destes "terrenos rurais" de senadora Kátia Abreu.
O título é: Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça ( http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/ )
Esta matéria está no Blog do Sakamoto. Uma das principais beneficiadas deste absurdo é a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).
A senadora é ardorosa defensora do que há de pior no Brasil. Por isto é poupada e até elevada ao nível dos defensores da moral e da ética.
O texto do Sakamoto é uma forma de você aprender o que é feito com o dinheiro público com o objetivo de LEVÁ-LO PARA O BOLSO DOS QUE SÃO MUITO RICOS.
São os mesmos que combatem o Bolsa Família. Combatem porque o gasto do Bolsa Família significa menos dinheiro para o "Bolsa Família Milionária".
O dinheiro é um só, ou vai para o bolso dos muito ricos ou vai para o bolso dos mais humildes.
Terceira CPI contra o MST em 5 anos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/terceira-cpi-contra-o-mst-em-5-anos.html
Kátia Abreu: mal preparada ou mau intencionada?
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/06/katia-abreu-mal-preparada-ou-mau.html
Por chicão dois passos

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) e o líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), ambos representantes da bancada ruralista, protocolaram no Senado pedido de CPI mista (CPMI) para investigar denúncias de repasses de recursos públicos e do Exterior ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
...
Muito bem. Sugerimos, agora, que a bancada não-ruralista, que (penso eu) é majoritária no Congresso protocole um pedido de CPI com o seguinte objeto de investigação: examinar todos os passivos bancários, créditos em liquidação e empréstimos incobráveis dos proprietários de terras com áreas superiores a um mil hectares nos bancos da União federal.
Há suspeitas empíricas e evidências factuais que apontam para um patrimônio fabuloso apropriado por tais proprietários rurais, e que de alguma forma não querem ou não podem saldar as dívidas contratadas. Não se trata de denúncia vazia da revista Veja ou do Estadão, mas de fatos conhecidos pelos brasileiros, sabedores da histórica índole velhaca destes tomadores de recursos públicos sem o devido ressarcimento contratual.
Fac-símile: declaração de bens da senadora Abreu, do ano de 2006, onde ela declara um "terreno rural" de 1.268 hectares por 10 mil reais, e outro "terreno rural" de 1.205 hectares por 27 mil reais. Cara-de-pau.
A rigor, a senadora é proprietária de 4.500 hectares de terras, povoada com 3.500 cabeças de gado de corte, esparramados pelos seus eufemísticos "terrenos rurais".
Do Blog Diário Gauche
http://diariogauche.blogspot.com/2009/09/direita-protocola-pedido-de-cpi-para.html
Nota do Chicão:
A história desta senadora Kátia Abreu é significativa para você entender como os MUITO RICOS USAM O DINHEIRO PÚBLICO PARA FICAREM MAIS RICOS.
A gência Reporter Brasil fez uma reportagem sobre a origem de um destes "terrenos rurais" de senadora Kátia Abreu.
O título é: Tocantins: políticos se esbaldam com terra quase de graça ( http://colunistas.ig.com.br/sakamoto/2009/07/23/tocantins-politicos-se-esbaldam-com-terra-quase-de-graca/ )
Esta matéria está no Blog do Sakamoto. Uma das principais beneficiadas deste absurdo é a senadora Kátia Abreu (DEM-TO).
A senadora é ardorosa defensora do que há de pior no Brasil. Por isto é poupada e até elevada ao nível dos defensores da moral e da ética.
O texto do Sakamoto é uma forma de você aprender o que é feito com o dinheiro público com o objetivo de LEVÁ-LO PARA O BOLSO DOS QUE SÃO MUITO RICOS.
São os mesmos que combatem o Bolsa Família. Combatem porque o gasto do Bolsa Família significa menos dinheiro para o "Bolsa Família Milionária".
O dinheiro é um só, ou vai para o bolso dos muito ricos ou vai para o bolso dos mais humildes.
Terceira CPI contra o MST em 5 anos
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/09/terceira-cpi-contra-o-mst-em-5-anos.html
Kátia Abreu: mal preparada ou mau intencionada?
http://chicaodoispassos.blogspot.com/2009/06/katia-abreu-mal-preparada-ou-mau.html
Por chicão dois passos
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Serra e Kassab jogam fora dinheiro da educação
De vez em quando, num cantinho da Folha de José Serra (Folha de São Paulo), sai alguma crítica, para disfarçar um pouco.
O que a Folha publicou escondidinho, a gente precisa espalhar:
"O governo federal reservou dinheiro para 107 escolas estaduais e 135 municipais, localizadas nas regiões mais pobres da cidade e do Estado de São Paulo --e, por isso, com mais dificuldades de ensino. Cada escola teria direito a uma verba de R$ 68 mil anuais, destinada a promover programas de esportes, cultura e comunicação que aumentem a jornada escolar. Vemos aqui mais um daqueles exemplos de desperdício de recursos públicos.
Os governos Serra e Kassab não pegaram o recurso, apesar do interesse de muitos diretores. Mas o recurso só vai para a escola mediante autorização das secretarias da educação, que preferiram ficar distantes.
As cúpulas das duas secretarias tinham a informação de que se não credenciassem as escolas, o dinheiro não viria e seria perdido --o que ocorreu nesta semana. Mas, até ontem, o Ministério da Educação afirmava que se pedissem o recurso, haveria, excepcionalmente, a reabertura das inscrições.
A única explicação que consigo imaginar para esse desperdício são as eleições --ou seja, a suspeita de que o ministro Fernando Haddad, paulista, seja candidato para algum cargo eletivo.
Como diz o ditado, quando os elefantes brigam quem sofre são as formigas --no caso, os meninos e meninas de escolas públicas."
Por: Zé Augusto
O que a Folha publicou escondidinho, a gente precisa espalhar:
"O governo federal reservou dinheiro para 107 escolas estaduais e 135 municipais, localizadas nas regiões mais pobres da cidade e do Estado de São Paulo --e, por isso, com mais dificuldades de ensino. Cada escola teria direito a uma verba de R$ 68 mil anuais, destinada a promover programas de esportes, cultura e comunicação que aumentem a jornada escolar. Vemos aqui mais um daqueles exemplos de desperdício de recursos públicos.
Os governos Serra e Kassab não pegaram o recurso, apesar do interesse de muitos diretores. Mas o recurso só vai para a escola mediante autorização das secretarias da educação, que preferiram ficar distantes.
As cúpulas das duas secretarias tinham a informação de que se não credenciassem as escolas, o dinheiro não viria e seria perdido --o que ocorreu nesta semana. Mas, até ontem, o Ministério da Educação afirmava que se pedissem o recurso, haveria, excepcionalmente, a reabertura das inscrições.
A única explicação que consigo imaginar para esse desperdício são as eleições --ou seja, a suspeita de que o ministro Fernando Haddad, paulista, seja candidato para algum cargo eletivo.
Como diz o ditado, quando os elefantes brigam quem sofre são as formigas --no caso, os meninos e meninas de escolas públicas."
Por: Zé Augusto
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Apartheid - DEM quer negros fora da universidade, acusa professor da UnB
Para o professor José Jorge de Carvalho, que junto com a professora Rita Lauro Segatto, ambos do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB) elaborou a proposta de política afirmativa, a ação do DEM - que pede a suspensão do sistema de cotas na Universidade - é uma repetição do Manifesto dos 113 enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), em 30 de abril do ano passado, e assinado por um grupo pequeno que tem acesso mídia.
A ação, segundo ele, apresenta argumentos frágeis.
“Eles estão querendo jogar na rua um contingente de mais de 20 mil estudantes, critica Carvalho”, afirmando que a ação no STF é uma tentativa de ganhar no “tapetão”.
“Eles estão dizendo que 90 universidades vão ter que jogar para fora todos os estudantes que entraram e não deixarão entrar nunca mais nenhum deles?” pergunta.
“O universo acadêmico brasileiro está em uma luta para incluir os negros e os indígenas que estiveram excluídos sempre. Como eles não conseguem mais influenciar na decisão sobre o processo de inclusão, eles entraram com uma ação no judiciário. No fundo eles não querem negros na universidade”, acusa o professor.
Racismo Institucional
O antropólogo afirma que o processo de cotas é um dos mais revolucionários na universidade brasileira. "As universidades funcionaram durante 70 anos, de 1930 ao ano 2000, totalmente segregadas. Há poucos países no mundo que tem um universo tão racista quanto o nosso, avalia. Não que exista lei para que os negros estejam fora, mas eles estão fora (da universidade). O racismo estrutural e o racismo institucional fazem que eles estejam fora.
Para o antropólogo, a crítica socioeconômica contra as cotas é falha, assim como o argumento de que a análise dos pedidos é subjetivo. Se nós fizermos um recorte de renda as pessoas podem falsificar o comprovante de renda. Se fizermos um recorte por origem na escola pública as pessoas também podemos falsificar, aponta.
Toda política pública tem uma margem de erro. A comissão que analisa os cotistas é uma comissão formada por pessoas da sociedade, do movimento negro, por professores e estudantes. Ela é tão idônea como qualquer outra comissão jamais feita no Brasil, defende José Jorge de Carvalho, acrescentando que se for para discutir a idoneidade dessa comissão, tem que discutir a idoneidade de todas as comissões. Tem então que parar com o Bolsa Família para que não haja fraude no programa, argumenta.
A ação, segundo ele, apresenta argumentos frágeis.
“Eles estão querendo jogar na rua um contingente de mais de 20 mil estudantes, critica Carvalho”, afirmando que a ação no STF é uma tentativa de ganhar no “tapetão”.
“Eles estão dizendo que 90 universidades vão ter que jogar para fora todos os estudantes que entraram e não deixarão entrar nunca mais nenhum deles?” pergunta.
“O universo acadêmico brasileiro está em uma luta para incluir os negros e os indígenas que estiveram excluídos sempre. Como eles não conseguem mais influenciar na decisão sobre o processo de inclusão, eles entraram com uma ação no judiciário. No fundo eles não querem negros na universidade”, acusa o professor.
Racismo Institucional
O antropólogo afirma que o processo de cotas é um dos mais revolucionários na universidade brasileira. "As universidades funcionaram durante 70 anos, de 1930 ao ano 2000, totalmente segregadas. Há poucos países no mundo que tem um universo tão racista quanto o nosso, avalia. Não que exista lei para que os negros estejam fora, mas eles estão fora (da universidade). O racismo estrutural e o racismo institucional fazem que eles estejam fora.
Para o antropólogo, a crítica socioeconômica contra as cotas é falha, assim como o argumento de que a análise dos pedidos é subjetivo. Se nós fizermos um recorte de renda as pessoas podem falsificar o comprovante de renda. Se fizermos um recorte por origem na escola pública as pessoas também podemos falsificar, aponta.
Toda política pública tem uma margem de erro. A comissão que analisa os cotistas é uma comissão formada por pessoas da sociedade, do movimento negro, por professores e estudantes. Ela é tão idônea como qualquer outra comissão jamais feita no Brasil, defende José Jorge de Carvalho, acrescentando que se for para discutir a idoneidade dessa comissão, tem que discutir a idoneidade de todas as comissões. Tem então que parar com o Bolsa Família para que não haja fraude no programa, argumenta.
terça-feira, 14 de julho de 2009
Democrápulas - Agripino critica início da CPI da Petrobras só em agosto
O senador oposicionista José Agripino Maia (DEM-RN) criticou a decisão do presidente da CPI da Petrobras, senador João Pedro (PT-AM), de marcar para 6 de agosto a primeira reunião de trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito.
- Acho que o presidente não começa bem. Acho que ele pode receber admoestações da opinião pública durante o recesso - afirmou Maia.
Na opinião dele, a primeira reunião da CPI "ficou muito longe." O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), autor do requerimento de criação da comissão, disse que poderá ser investigado pela CPI o convênio da Petrobras com a Fundação José Sarney, no valor de R$ 1,3 bilhão.
O jornal O Estado de S. Paulo revelou que, desse total - destinado a um projeto cultural da fundação -, pelo menos R$ 500 mil foram desviados para empresas fantasmas e da família Sarney.
Dias afirmou que, entre os documentos que já apresentou à CPI endereçados à Fundação José Sarney e ao Ministério da Cultura, há solicitações das prestações de contas e notas fiscais dos patrocínios firmados entre a empresa estatal e a fundação.
Sobre se o iFHC também será investigado por ter utilizado 10 vezes mais recursos da Petrobrás que a Fundação de Sarney não falou nada.
C/A
- Acho que o presidente não começa bem. Acho que ele pode receber admoestações da opinião pública durante o recesso - afirmou Maia.
Na opinião dele, a primeira reunião da CPI "ficou muito longe." O senador Alvaro Dias (PSDB-PR), autor do requerimento de criação da comissão, disse que poderá ser investigado pela CPI o convênio da Petrobras com a Fundação José Sarney, no valor de R$ 1,3 bilhão.
O jornal O Estado de S. Paulo revelou que, desse total - destinado a um projeto cultural da fundação -, pelo menos R$ 500 mil foram desviados para empresas fantasmas e da família Sarney.
Dias afirmou que, entre os documentos que já apresentou à CPI endereçados à Fundação José Sarney e ao Ministério da Cultura, há solicitações das prestações de contas e notas fiscais dos patrocínios firmados entre a empresa estatal e a fundação.
Sobre se o iFHC também será investigado por ter utilizado 10 vezes mais recursos da Petrobrás que a Fundação de Sarney não falou nada.
C/A
sábado, 4 de julho de 2009
O DIA DELES CHEGOU - BRASIL PRONTO PARA ENTRAR NA ERA DO DIVINO 13/20
Nos estudos das ciências, da astronômia, da astrologia, dos mandamentos, das profecias, das experiências terrestre e até extra-terrestes dos seres humanos – inexplicáveis inscrições nas montanhas dos Andes por exemplo, não se deve deixar de considerar os registros do que já escreveram as civilizações passadas sobre estes diversos assuntos.Tantas profecias já nos relataram e estas provaram-se sem credibilidade, e felizmente, poucas ou nenhuma, se realizou. Porém, em especial, uma profecia da avançada civilização Maia chama a atenção. Uma profecia dos Maias que na sua milenar experiência de observação do Cosmos registraria que, em nosso calendário gregoriano, no dia 21/12/2012 se dará uma rara e importantíssima mudança no firmamento cosmico, que influenciaria o comportamento dos seres vivos e atingiria todo o planeta Terra. Uma profecia que trata de um tema quase que transcendental, deste, talvez até de outros mundos, por isso merece registro e uma reflexão.
Conforme o calendário Maia de nome e pronúncia esquisita, algo como: tisouqui, o nosso tempo cósmico real atualmente está na Freqüência 12/60, uma freqüência ligada ao materialismo, estariamos no auge do dito popular: Tempo é dinheiro. E seria esta freqüência uma frequência E-R-R-A-D-A (considerando também os 12 meses irregulares do calendário gregoriano). No ano de 2012 o cosmos completará um ciclo importantíssimo para o planeta Terra, assim dizem os Maias acontecerá um raríssimo e duradouro evento cósmico nesta data.
Segundo os chamados engenheiros sincronizadores do tempo Maias apartir do dia 21/12/2012 entraremos na Freqüência do Divino 13/20, uma freqüência cósmica que representaria a mudança dos estados da espiritualidade, dos paradigmas, da harmônia coletiva e principalmente da V-E-R-D-A-D-E.
Em pesquisa pouco encontrei quanto a manifestações escritas dos pensadores sobre o que pensavam desta profecia dos Maias, talvez porque não tivessem interesse, conhecimento ou porque 2012 ainda estaria muito longe dos seus tempos. Segundo relatos a história registra que os povos Maias já teriam acertado algumas de suas previsões dentre elas a que previu o fim de sua própria civilização. Que se deu através de uma brusca e duradoura mudança climática, qual fez com que, antes desta tomassem a decisão de mudarem de dimensão, culminando com o desaparecimento de toda e qualquer ser vivos de suas cidades ou da fase da terra como escrevem alguns.
Felizmente esta Nova Era sintonizada na Frequência do Divino 13/20 diferentemente do que pregam e ou gostariam alguns, não é o apocalipse, a profecia dos Maias não se refere ao Fim do Mundo, refere-se ao Fim dos Tempos. No caso, fim do mundinho de alguns e dos maus tempos para todos, espera-se também fim dos maus carateres. Portanto, que ninguém se aproveite desta profecia para tentar acabar com o Brasil e encher seus bolsos, antes que o mundo acabe.
Desde 2002 nós no Brasil já experimentamos os bons fluídos positivos, humanos e prósperos da influência da Freqüência do Divino 13/20, em 2002 elegemos Luis Inácio Lula da Silva, entraremos em 2012 e continuaremos na freqüência do DIVINO com uma Dilvina 13. Assim estamos sintonizados e prontos para receber os Novos Tempos, só faltando para complementar a sintonia dos cosmos Lula como Conselheiro Presidente do grupo dos 20, o G-20.
De nossa parte vamos ajudar para que esta boa profecia, esta nova frequência prevista pelos Maias seja verdade, vamos entrar neste portal do tempo, da justiça, da vergonha e da verdade.
Blog Soldadonofront
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Para Paulo Bornhausen e Semeghini, caos das múltis na telefonia é um sucesso
Os deputados Paulo Bornhausen (DEM-SC) e Julio Semeghini (PSDB-SP) deram declarações pró-multinacionais e pró-privatização das telecomunicações após a audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI), realizada na terça-feira (23), convocada para discutir o retorno da Telebrás.
Bornhausen criticou a ausência de representantes do governo federal na audiência e disse que o executivo prepara um “ataque” - com o retorno da Telebrás - contra o sistema de telecomunicações privatizado, que ele considerou como “o maior programa social do país”. Em entrevista para a Agência Câmara, ele jogou sobre o governo a culpa pelo caos que está se proliferando debaixo da telefonia privatizada.
O tucano Julio Semeghini também elogiou a entrega da telefonia para as teles, principalmente estrangeiras, executada por Fernando Henrique Cardoso, e disse que é preciso ver uma “forma de fazer a banda larga realmente chegar à população, sem hipocrisia de achar que o Estado terá condições de fazer isso sozinho”.
A verdade é que hoje os consumidores estão às voltas com os apagões da Telefónica em São Paulo, tanto na telefonia fixa, quanto na internet banda larga (o Speedy apresentou panes 3 vezes só este ano, um deles durou 6 dias), também da empresa que açambarcou a Telesp. Isso sem falar na cobrança absurda da assinatura básica e nas elevadas tarifas cobradas pelas teles em todo o país. A Telefonica é líder no ranking de reclamações do Procon.
Segundo a Associação dos Engenheiros de Telecomunicações (AET), em documento ao Conselho Consultivo da Anatel divulgado na quarta-feira (24), a rede de banda larga da Telefónica não atende à demanda crescente de dados por falta de investimentos (ver matéria na página 4).
As declarações de Bornhausen e Semeghini refletem o lobby das múltis da telefonia. Os dois parlamentares estão sempre defendendo na CCTCI os interesses das teles estrangeiras, a exemplo do PL 29 (autoria de Paulo Bornhausen), que permite as múltis entrarem no setor de TV paga. Tanto Bornhausen como Semeghini admitem que a telefonia vai de mal a pior após a privatização mas, para advogar em favor das teles, dissimulam o problema jogando a culpa sobre o governo pelo que as teles não fazem, e dizendo que o setor público não é capaz de “fazer isso sozinho”, como se a proposta fosse essa.
Em bom momento o governo anunciou no ano passado estudos para reativar a Telebrás para universalizar as telecomunicações, levar a banda larga para o interior do país e para as escolas públicas, que também sofrem com a privatização de FHC. Mas as múltis não querem abrir mão do seu monopólio e não admitem a mínima providência pública para reparar os problemas no setor instaurados por elas.
Bornhausen criticou a ausência de representantes do governo federal na audiência e disse que o executivo prepara um “ataque” - com o retorno da Telebrás - contra o sistema de telecomunicações privatizado, que ele considerou como “o maior programa social do país”. Em entrevista para a Agência Câmara, ele jogou sobre o governo a culpa pelo caos que está se proliferando debaixo da telefonia privatizada.
O tucano Julio Semeghini também elogiou a entrega da telefonia para as teles, principalmente estrangeiras, executada por Fernando Henrique Cardoso, e disse que é preciso ver uma “forma de fazer a banda larga realmente chegar à população, sem hipocrisia de achar que o Estado terá condições de fazer isso sozinho”.
A verdade é que hoje os consumidores estão às voltas com os apagões da Telefónica em São Paulo, tanto na telefonia fixa, quanto na internet banda larga (o Speedy apresentou panes 3 vezes só este ano, um deles durou 6 dias), também da empresa que açambarcou a Telesp. Isso sem falar na cobrança absurda da assinatura básica e nas elevadas tarifas cobradas pelas teles em todo o país. A Telefonica é líder no ranking de reclamações do Procon.
Segundo a Associação dos Engenheiros de Telecomunicações (AET), em documento ao Conselho Consultivo da Anatel divulgado na quarta-feira (24), a rede de banda larga da Telefónica não atende à demanda crescente de dados por falta de investimentos (ver matéria na página 4).
As declarações de Bornhausen e Semeghini refletem o lobby das múltis da telefonia. Os dois parlamentares estão sempre defendendo na CCTCI os interesses das teles estrangeiras, a exemplo do PL 29 (autoria de Paulo Bornhausen), que permite as múltis entrarem no setor de TV paga. Tanto Bornhausen como Semeghini admitem que a telefonia vai de mal a pior após a privatização mas, para advogar em favor das teles, dissimulam o problema jogando a culpa sobre o governo pelo que as teles não fazem, e dizendo que o setor público não é capaz de “fazer isso sozinho”, como se a proposta fosse essa.
Em bom momento o governo anunciou no ano passado estudos para reativar a Telebrás para universalizar as telecomunicações, levar a banda larga para o interior do país e para as escolas públicas, que também sofrem com a privatização de FHC. Mas as múltis não querem abrir mão do seu monopólio e não admitem a mínima providência pública para reparar os problemas no setor instaurados por elas.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
THEÓFILO SILVA - O AVARENTO
Para Franz Kafka, “a avareza é a pior forma de solidão”. Shakespeare concordava com ele, tanto que, três séculos antes, criou Shylock, em O Mercador de Veneza, um velho vingativo e avarento. A avareza de Shylock só é superada pelo seu ódio. A questão que nos interessa aqui é a cansativa e autodestrutiva jornada percorrida por Shylock para mutilar ou mesmo matar Antônio, um comerciante veneziano que lhe pedira emprestado três mil ducados. Na sua ânsia por destruir Antônio, legalmente, pois encontra inicialmente respaldo na justiça, Shylock acabará se transformando em réu e aniquilando com sua fortuna, seu poder e sua fé!
O que faz um homem riquíssimo, bilionário, dono de uma das quinhentas maiores fortunas do planeta, mandar matar pessoas, segundo a polícia, por causa de uma questão que, em termos relativos à sua fortuna, representa não mais que um real?
O que faz com que esse homem já septuagenário e “podre de rico” apareça em páginas policiais jogando pedras em repórteres feito um moleque? Que, ainda segundo a polícia, tira a vida de dois coitados que não tinham onde morar! E um dos assassinatos foi cometido na frente da filha de quatro anos da vítima? Que homem é esse? Que figura monstruosa é essa?
O avarento é um homem pobre com muito dinheiro. O prazer do avarento consiste não no uso do dinheiro, mas na sua acumulação e contemplação. É como se o dinheiro não tivesse serventia. Pelo que se sabe, Nenê Constantino – que se encontra no momento em prisão domiciliar – vive como pobre. Sabe-se que um de seus hábitos ao receber visitas é servir-lhes mingau de aveia no jantar. Para alguns esse comportamento denota modéstia e simplicidade. Mas não é modéstia, é avareza. E uma avareza que, infelizmente, encontrou seu parceiro habitual: a crueldade.É que, para o doente da avareza, qualquer um que mexa em seu dinheiro o apunhala, pois toca naquilo que para ele é seu próprio ser, seu corpo e sua alma.
Nenê Constantino mandou as leis pro inferno - a questão que provocou os assassinatos era uma mera ação de despejo –, ele pode ter feito “justiça” com as próprias mãos. Agora está prestando contas a ela! Sabemos que seu processo jamais terminará, mas o fato de estar preso em casa já é muito, num país onde os ricos não são condenados.
Shylock, comparado a Nenê - nenê, que ironia - Constantino é uma freira. Shylock não matou ninguém. Nenê Constantino está mesmo é para Macbeth, o perverso rei da Escócia, que se tornou um assassino por sua obsessão pelo poder. Nenê tornou-se o que é por ser obcecado por dinheiro. Ele é a prova de que a riqueza não torna o homem um ser humano melhor, mesmo que ofereça as condições para que isso ocorra.
Shylock terminou seus dias alquebrado, arrasado, isolado e sem metade da sua fortuna, fruto da sua avareza. É apenas isso que Nenê Constantino tem em comum com Shylock, a avareza. Sua avareza também o impediu de se proteger, com bons advogados, bloqueios na Imprensa, coisa que a maioria dos ricos e poderosos costuma fazer. Ela o cegou e o destruiu. E ainda, cobriu toda a sua família de vergonha, ignomínia e opróbrio. O avarento encontrou o seu destino.
Theófilo Silva é presidente da Sociedade Shakespeare de Brasília e colaborador da Rádio do Moreno.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Kassab: MPE rejeita contas de campanha
As contas da campanha do prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP) foram rejeitadas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que impetrou representação na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo. O MPE considerou irregulares as doações das empreiteiras Camargo Corrêa, Serveng Civilisan, CR Almeida e OAS.
Estas empresas são concessionárias de serviços públicos da prefeitura paulistana e, de acordo com a legislação eleitoral, não poderiam destinar recursos à campanhas políticas ou a candidatos. Do total de R$ 29,7 milhões arrecadados para a campanha do então candidato Kassab à reeleição, R$ 9,2 mi estão sob suspeita de financiamento ilegal.
As contribuições da Associação Imobiliária Brasileira (AIB), apontada como “entidade de fachada” ligada ao Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário), e do Banco Itaú, que tem a folha de pagamento do funcionalismo municipal, também são questionadas pela justiça eleitoral. A AIB já é alvo de outra investigação por conta de doações feitas a 29 dos 55 vereadores da capital, consideradas irregulares.
Procuradas pela imprensa, Camargo Correa e CR Almeida informaram que as doações foram consideradas legais. O Banco Itaú explicou que "para assegurar a conduta ética desse processo" tem um Comitê de Contribuição Política. A OAS não se manifestou e a Serveng Civilisan afirmou que não vai se pronunciar enquanto não for notificada oficialmente.
No final do processo, caso a ilegalidade das contas de campanha seja comprovada, Kassab e sua vice, Alda Marco Antonio, podem perder o cargo e ficar inelegíveis por quatro anos.
Por ZD
Estas empresas são concessionárias de serviços públicos da prefeitura paulistana e, de acordo com a legislação eleitoral, não poderiam destinar recursos à campanhas políticas ou a candidatos. Do total de R$ 29,7 milhões arrecadados para a campanha do então candidato Kassab à reeleição, R$ 9,2 mi estão sob suspeita de financiamento ilegal.
As contribuições da Associação Imobiliária Brasileira (AIB), apontada como “entidade de fachada” ligada ao Secovi-SP (sindicato do setor imobiliário), e do Banco Itaú, que tem a folha de pagamento do funcionalismo municipal, também são questionadas pela justiça eleitoral. A AIB já é alvo de outra investigação por conta de doações feitas a 29 dos 55 vereadores da capital, consideradas irregulares.
Procuradas pela imprensa, Camargo Correa e CR Almeida informaram que as doações foram consideradas legais. O Banco Itaú explicou que "para assegurar a conduta ética desse processo" tem um Comitê de Contribuição Política. A OAS não se manifestou e a Serveng Civilisan afirmou que não vai se pronunciar enquanto não for notificada oficialmente.
No final do processo, caso a ilegalidade das contas de campanha seja comprovada, Kassab e sua vice, Alda Marco Antonio, podem perder o cargo e ficar inelegíveis por quatro anos.
Por ZD
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Denúncia - Entrega da TV a cabo a cartel tramita no Senado
A Subcomissão Temporária de Regulamentação dos Marcos Regulatórios, criada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado em abril de 2007, encerrou seus trabalhos no último dia 28 de abril não sem antes de formular um projeto de lei (PLS 182/2009) para acabar com a lei do cabo e liberar o capital estrangeiro a controlar qualquer operadora de TV por assinatura (seja TV a Cabo, MMDS ou DTH).
O novo projeto foi aprovado pela CAE e encaminhado à Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), que indicou como relator do projeto o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).
Segundo a justificação do projeto, a atual oferta da TV a Cabo “sujeita-se a uma série de restrições” como abertura de processo licitatório por parte da Anatel para a entrada de novos prestadores. “Ademais, não são aceitas empresas controladas por investidores estrangeiros”, diz a justificativa.
Questões como conteúdo nacional e espaço para a produção nacional independente não estão previstas no PLS 182/2009.
O projeto cai como uma luva aos interesses de empresas estrangeiras como Telefónica e Telmex, que burlaram a Lei do Cabo para controlar a TVA e a NET, respectivamente.
C/A
O novo projeto foi aprovado pela CAE e encaminhado à Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), que indicou como relator do projeto o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE).
Segundo a justificação do projeto, a atual oferta da TV a Cabo “sujeita-se a uma série de restrições” como abertura de processo licitatório por parte da Anatel para a entrada de novos prestadores. “Ademais, não são aceitas empresas controladas por investidores estrangeiros”, diz a justificativa.
Questões como conteúdo nacional e espaço para a produção nacional independente não estão previstas no PLS 182/2009.
O projeto cai como uma luva aos interesses de empresas estrangeiras como Telefónica e Telmex, que burlaram a Lei do Cabo para controlar a TVA e a NET, respectivamente.
C/A
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Vergonha no DF - 200 anos da PMDF: aniversário com queda de comando
Ontem, conversando por telefone com um amigo da PMDF, aproveitei para parabenizar pelos 200 anos da Corporação, ao que o colega me perguntou se eu não escreveria nada no blog em alusão à data.
Minha resposta foi irônica, dizendo que, se a PM não está fazendo nada para comemorar, apenas repetindo os mesmos eventos de todos os anos, por que deveria eu faze-lo? É claro que isso foi uma brincadeira. Eu já tinha começado a escrever um post especial, mostrando avanços já alcançados e pontos a melhorar na PMDF, corporação ainda adolescente e com problemas pueris, como a falta de seriedade na administração e a corrupção difundida amplamente no alto comando.
O post sobre o aniversário não vai sair. Não deu tempo de escrever tudo o que eu queria, revisar e publicar antes do aniversário. Posteriormente farei uma adaptação e publicarei em outro contexto.
Vergonha homérica é saber que mais um comando cairá, hoje mesmo, ou nos próximos dias, por conta de denúncias de corrupção. Segundo a matéria do Correio Braziliense de hoje, o promotor do Ministério Público Militar não ofereceu a denúncia ontem para não atrapalhar os festejos dos 200 anos. O governador fez o mesmo, não demitindo o comandante-geral no dia do aniversário da PM.
Na minha opinião ele já está indo tarde. Ainda segundo a matéria jornalística, o motivo da demissão é o escândalo de superfaturamento de serviços envolvendo o Centro de Suprimento e Manutenção da PM - CSM, conhecida e histórica central de corrupção na corporação. O comando deveria ter sido mudado imediatamente após as denúncias. Desde então, perdeu completamente a credibilidade perante os oficias e tropa.
Coincidência ou não, o suposto beneficiário dos valores desviados, proprietário da Nara Veículos, foi candidato a senador adivinhem por qual partido. Pelo mesmo do governador, claro, o DEM.
É o segundo comando seguido que cai por denúncias de corrupção.
E sobre o novo comando? Não se pode esperar nada muito bom. A PM não tem NENHUM coronel com plenas condições morais e profissionais de tirar a PM da crise. Os que são moralmente aptos, são incompetentes do ponto de vista administrativo. Não porque querem, mas porque não têm formação suficiente. Os que aparentam competência são… são isso mesmo que o leitor imagina.
Ademais, o comandante-geral não administra sozinho. De nada adiantaria ter um excelente comandante geral com muitos diretores, chefes e comandantes ineptos. Os poucos que se salvam continuam sendo casos isolados.
O negócio é esperar os oficiais de Academia chegarem no topo para ver se a coisa melhora, sendo que, nem isso é garantido, já que, até a 5ª turma da APMB, quando não havia ainda o vestibular do CESPE e os próprios cadetes corrigiam as provas dos candidatos, muita gente entrou pela janela. Para termos certeza não precisaremos esperar mais um bicentenário, mas somente uns 8 a 10 anos.
Mas e sobre o aniversário, não vai dizer nada?
Apesar de estar muito triste com os destinos de uma instituição tão importante para a sociedade e que tanto amo, para não passar em branco, ainda que com um dia de atraso, registro os meus parabéns pelo aniversário da PMDF aos policiais que honram a farda que vestem. Mas somente aos que a honram.
Do segurancapublica.net
Minha resposta foi irônica, dizendo que, se a PM não está fazendo nada para comemorar, apenas repetindo os mesmos eventos de todos os anos, por que deveria eu faze-lo? É claro que isso foi uma brincadeira. Eu já tinha começado a escrever um post especial, mostrando avanços já alcançados e pontos a melhorar na PMDF, corporação ainda adolescente e com problemas pueris, como a falta de seriedade na administração e a corrupção difundida amplamente no alto comando.
O post sobre o aniversário não vai sair. Não deu tempo de escrever tudo o que eu queria, revisar e publicar antes do aniversário. Posteriormente farei uma adaptação e publicarei em outro contexto.
Vergonha homérica é saber que mais um comando cairá, hoje mesmo, ou nos próximos dias, por conta de denúncias de corrupção. Segundo a matéria do Correio Braziliense de hoje, o promotor do Ministério Público Militar não ofereceu a denúncia ontem para não atrapalhar os festejos dos 200 anos. O governador fez o mesmo, não demitindo o comandante-geral no dia do aniversário da PM.
Na minha opinião ele já está indo tarde. Ainda segundo a matéria jornalística, o motivo da demissão é o escândalo de superfaturamento de serviços envolvendo o Centro de Suprimento e Manutenção da PM - CSM, conhecida e histórica central de corrupção na corporação. O comando deveria ter sido mudado imediatamente após as denúncias. Desde então, perdeu completamente a credibilidade perante os oficias e tropa.
Coincidência ou não, o suposto beneficiário dos valores desviados, proprietário da Nara Veículos, foi candidato a senador adivinhem por qual partido. Pelo mesmo do governador, claro, o DEM.
É o segundo comando seguido que cai por denúncias de corrupção.
E sobre o novo comando? Não se pode esperar nada muito bom. A PM não tem NENHUM coronel com plenas condições morais e profissionais de tirar a PM da crise. Os que são moralmente aptos, são incompetentes do ponto de vista administrativo. Não porque querem, mas porque não têm formação suficiente. Os que aparentam competência são… são isso mesmo que o leitor imagina.
Ademais, o comandante-geral não administra sozinho. De nada adiantaria ter um excelente comandante geral com muitos diretores, chefes e comandantes ineptos. Os poucos que se salvam continuam sendo casos isolados.
O negócio é esperar os oficiais de Academia chegarem no topo para ver se a coisa melhora, sendo que, nem isso é garantido, já que, até a 5ª turma da APMB, quando não havia ainda o vestibular do CESPE e os próprios cadetes corrigiam as provas dos candidatos, muita gente entrou pela janela. Para termos certeza não precisaremos esperar mais um bicentenário, mas somente uns 8 a 10 anos.
Mas e sobre o aniversário, não vai dizer nada?
Apesar de estar muito triste com os destinos de uma instituição tão importante para a sociedade e que tanto amo, para não passar em branco, ainda que com um dia de atraso, registro os meus parabéns pelo aniversário da PMDF aos policiais que honram a farda que vestem. Mas somente aos que a honram.
Do segurancapublica.net
domingo, 10 de maio de 2009
Kassab Perderá Mandato - MPE vê doações suspeitas à campanha de Kassab
Está cada vez mais difícil para o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, apontado a partir de sua reeleição no ano passado como a maior estrela do futuro do DEM, explicar as doações recebidas por sua campanha eleitoral.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) reafirma essa semana a determinação de pedir a impugnação das suas (e demais 46 vereadores eleitos no ano passado) contas de campanha, o que, no limite e ao fim de todo o processo, pode levar à decretação da perda de seu mandato.
O MPE justifica sua ação com o argumento de que houve doações proibidas por lei e uso de notas fiscais frias. "Temos provas documentais de irregularidades nas prestações de contas", afirma à Folha de S.Paulo de hoje o promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes, da 1ª Zona Eleitoral da Capital. "Estou tranquilo é à disposição da Justiça", defende-se Kassab.
Entre as doações ilegais estariam as feitas pela Associação Imobiliária Brasileira (AIB), apontada como uma "entidade de fachada" para o SECOVI-SP fazer doações a campanhas eleitorais, e que repassou ao comitê financeiro do DEM R$ 2,54 milhões dos R$ 32,2 milhões que o partido arrecadou na disputa eleitoral do ano passado.
As investigações do MPE revelam, também, que dos R$ 6,5 milhões que a AIB doou diretamente a candidatos, o maior recebedor, com R$ 270 mil, foi o vereador José Police Neto, hoje líder do prefeito Kassab na Câmara Municipal e relator do projeto de revisão do Plano Diretor da capital paulista.
Vamos ver como termina esse imbróglio e as explicações finais do prefeito Gilberto Kassab.
Por ZD
O Ministério Público Eleitoral (MPE) reafirma essa semana a determinação de pedir a impugnação das suas (e demais 46 vereadores eleitos no ano passado) contas de campanha, o que, no limite e ao fim de todo o processo, pode levar à decretação da perda de seu mandato.
O MPE justifica sua ação com o argumento de que houve doações proibidas por lei e uso de notas fiscais frias. "Temos provas documentais de irregularidades nas prestações de contas", afirma à Folha de S.Paulo de hoje o promotor Maurício Antônio Ribeiro Lopes, da 1ª Zona Eleitoral da Capital. "Estou tranquilo é à disposição da Justiça", defende-se Kassab.
Entre as doações ilegais estariam as feitas pela Associação Imobiliária Brasileira (AIB), apontada como uma "entidade de fachada" para o SECOVI-SP fazer doações a campanhas eleitorais, e que repassou ao comitê financeiro do DEM R$ 2,54 milhões dos R$ 32,2 milhões que o partido arrecadou na disputa eleitoral do ano passado.
As investigações do MPE revelam, também, que dos R$ 6,5 milhões que a AIB doou diretamente a candidatos, o maior recebedor, com R$ 270 mil, foi o vereador José Police Neto, hoje líder do prefeito Kassab na Câmara Municipal e relator do projeto de revisão do Plano Diretor da capital paulista.
Vamos ver como termina esse imbróglio e as explicações finais do prefeito Gilberto Kassab.
Por ZD
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Vergonha Nacional - Decisões judiciais, ameaça crescente à liberdade online
Quando o assunto é liberdade na internet, o Brasil é considerado um país livre, de acordo com um relatório especial divulgado pela Freedom House. O país alcançou um total de 26 pontos dentro de um universo de 100 (quanto menor a pontuação, maior a liberdade), mostrando que, em geral, tem um ambiente aberto, com poucos obstáculos ao acesso impostos pelo governo (5 pontos de 25), um baixo nível de controle de conteúdo (8 pontos de 35), e poucas violações individuais de direitos dos utilizadores (13 pontos de 40).
O principal problema no Brasil e, de acordo com os resultados, uma ameaça crescente, são decisões judiciais acarretando à censura de conteúdo. Ao lado de países como o Reino Unido e a Turquia, o Brasil enfrenta um elevado número de violações dos direitos do usuário que começam com a ameaça de instauração de processo penal por calúnia e difamação. Segundo o relatório Freedom on the Net: A Global Assessment of Internet and Digital Media (Liberdade na Rede: Uma Avaliação Global da Internet e Mídia Digital, em inglês): “A liberdade na internet está cada vez mais fragilizada pelo assédio jurídico, processos de filtragem opacos e vigilância cada vez maior”. O mesmo relatório apresenta as seguintes estatísticas do Brasil digital:
Brasil em números
População: 194 milhões
Usuários de internet/Penetração em 2006: 32 milhões/17%
Usuários de internet/Penetração em 2008: 68 milhões/35%
Usuários de celular/Penetração em 2006: 100 milhões
Usuários de celular/Penetração em 2008: 151 milhões
Pontuação/status da liberdade de imprensa (2008): 42/Parcialmente livre
Índice de Oportunidade Digital (2006): 65 de 181
RNB per capita (PPP): US$ 9.400,00
Bloqueio de aplicativos de Web 2.0: Sim
Conteúdos político sistematicamente filtrados: Não
Prisão de blogueiros/jornalistas online: Não
O relatório liberdade na rede investigou 15 países com o objetivo de analisar as novas táticas adotadas pelos governos para controlar a utilização da internet e celulares, incluindo tentativas de controlar, regular e censurar o conteúdo dos blogs, websites e mensagens de texto.
Uma ameaça crescente
Embora a liberdade de expressão seja um direito constitucional, observa-se um grande número de processos civis e administrativos contra blogueiros, dos quais se destacam processos abertos por políticos. O último blogueiro a se tornar vítima de um desses processos foi Juvêncio de Arruda, que mantem o popular blogue Quinta Emenda. Ele recentemente teve de excluir algumas postages a pedido do ex-deputado pelo Pará, Luiz Afonso Sefer, que está sendo investigado pelca Comissão Parlamentar Inquérito da Pedofilia no estado.
Segundo a decisão da juíza Teresinha Nunes Moura, o blogueiro deve abster-se de divulgar qualquer expressão que possa ser ligada ao político em questão, quer seja no seu blog ou em qualquer outro veículo. Se Arruda não tivesse obedecido, ele teria de pagar uma multa diária de R$ 1.000,00. Os outros blogueiros dizem que os blogs tiveram, de fato, um papel importante em trazer à luz as acusações que levaram a uma investigação sobre pedofilia no estado, e vêm essa decisão como a última mostra de censura no Brasil.
Hiroshi Bogéa assinala que o blogueiro só havia comentado informações que já eram públicas, e que o blog trazia notícias sobre a investigação diariamente. Ele diz que isso mostra que as autoridades não estão satisfeitas que as pessoas tenham liberdade de informação:
Mais uma razão pra se aceitar a máxima que circula em Belém dando conta de que a força da família Seffer é capaz de tudo.
Franssinete Florenzano, que tem acompanhado de perto a investigação, não acredita o quão rapidamente o blogueiro foi julgado, considerando que a justiça brasileira é famosa por sua lentidão para agir. Foi dada entrada no processo na véspera de um feriado bancário e a convocação estava pronta no dia útil seguinte. Ela destaca que a justiça foi muito rápida para punir o blogueiro que trouxe as informação a público, mas o cidadão acusado na investigação ainda está em liberdade:
Tal celeridade seria louvável se tratasse, por exemplo, de proteger uma criancinha estuprada anos a fio, explorada como mão-de-obra escrava, privada de viver em família, excluída do convívio saudável com outras de sua idade, aniquilada em seus sonhos infantis, destruída em sua integridade física, psicológica e moral.
Lafayette deseja que a justiça brasileira seja sempre rápida assim:
REZO, TODOS OS DIAS, SANTOS OU NÃO, PARA QUE A JUSTIÇA FUNCIONE ASSIM PARA TODOS, POBRES OU RICOS !!!
Seguindo a mesma linha de raciocínio, o blogueiro do CJK diz que não ficará surpreso se a investigação sobre pedofilia não der em nada:
Não se duvide, ao final de todo este processo, o único condenado pela Justiça pode ser o blogueiro.
José Carlos Lima destaca o importante papel que os blogueiros do Estado do Pará desempenham:
Muita coisa que hoje virou notícia no Pará, incluindo a CPI da Pedofilia, rodou primeiro no mundo dos blogueiros, cujo símbolo de todos nós é o Quinta e seu condutor Juvêncio Arruda. Nosso desagravo e solidariedade.
Alan Souza confirma este tipo de silenciamento de blogueiros é uma tendência crescente:
A moda infelizmente se alastra. O objetivo dos políticos é impedir que todos conheçam seus malfeitos. Por isso tentam censurar a livre opinião dos blogueiros…
Uma tendência crescente
Notícias de blogs sendo apagados, de blogueiros obrigados a eliminar postagens ou recebendo ameaças se multiplicam, aparecendo aproximadamente a cada mês. Em outubro do ano passado, um blog policial e grande fonte de notícias policiais, o Flit Paralisante, teve de ser apagado por decisão judicial, sem nenhuma razão aparente. De acordo com Rodrigo Viana, acredita-se que o Governador de São Paulo, José Serra, tenha tido algo a ver com a decisão:
Mas, qual a justificativa para tirar o “blog” do ar?
Cometeu crime? É proibido delegado escrever na internet?
O mais estranho é que na sexta-feira ainda, poucas horas depois do despacho do juiz, gente da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ligou para as redações “avisando”: olha o blog do delegado saiu do ar.
Por que tanta diligência, tanta pressa em dar a notícia? Esse é papel de Secretaria de Segurança?
A decisão do juiz foi dada sob encomenda para o governo Serra? Por isso, a secretaria estava comemorando?
O delegado Roberto Conde Guerra não desistiu e começou a atualizar um novo blogue, hospedado em outra plataforma, que é uma maneira fácil de enganar o sistema de repressão. Contudo, na maioria dos casos, os blogueiros que não têm recursos financeiros para pagar as despesas judiciais e acabam decidindo parar de blogar. Meme de Carbono analisa o caso de alguns blogueiros que pagaram o preço de reclamar online sobre os serviços com os quais não estavam satisfeitos: aparentemente, de acordo com as leis brasileiras, os clientes que se queixam online e dão nomes aos bois, mesmo se as reclamações forem baseadas em fatos reais, podem ser processados por danos morais, calúnia e difamação. Ele diz que isso apenas contribui para a impunidade:
A justiça está sendo usada como um manto de invisibilidade que protege maus profissionais assim como o Um Anel de Tolkien protegia e corrompia quem o usasse: a invisibilidade corrompe mais do que o poder.
Todo ser humano deve ter direito de reclamar quando se sentir mal atendido, deve ter o direito de alertar os outros (e não só os amigos) de riscos que eles correm. (…)
A mídia tradicional tem recursos e advogados para defender seus direitos, mas os cidadãos ficam acuados sem possibilidade de defesa caso não disponham de recursos o que, infelizmente, é comum. O caso do post reproduzido a seguir é justamente esse: a blogueira perdeu pois não podia pagar os custos para recorrer contra a decisão em primeira instância.
Alternativamente, eles podem enfrentar os tribunais e provar que não fizeram nada de errado. No Rio Grande do Sul, A Nova Corja já teve de eliminar partes de suas postagens e agora os blogueiros enfrentam seu segundo processo em um ano por causa de um artigo que escreveram em junho de 2008. Da primeira vez, eles ganharam o caso, tendo a ação sido rejeitada por inépcia: eles estão agora à espera do desenrolar de outros processos, baseados no mesmo artigo:
As pessoas precisam aprender, de uma vez por todas, que entrar na Justiça não é forma de ganhar a vida. Hoje em dia, qualquer coisa é “dano moral, calúnia, difamação”. Parem com isso. Considerem trabalhar.
Por Paula Góes
O principal problema no Brasil e, de acordo com os resultados, uma ameaça crescente, são decisões judiciais acarretando à censura de conteúdo. Ao lado de países como o Reino Unido e a Turquia, o Brasil enfrenta um elevado número de violações dos direitos do usuário que começam com a ameaça de instauração de processo penal por calúnia e difamação. Segundo o relatório Freedom on the Net: A Global Assessment of Internet and Digital Media (Liberdade na Rede: Uma Avaliação Global da Internet e Mídia Digital, em inglês): “A liberdade na internet está cada vez mais fragilizada pelo assédio jurídico, processos de filtragem opacos e vigilância cada vez maior”. O mesmo relatório apresenta as seguintes estatísticas do Brasil digital:
Brasil em números
População: 194 milhões
Usuários de internet/Penetração em 2006: 32 milhões/17%
Usuários de internet/Penetração em 2008: 68 milhões/35%
Usuários de celular/Penetração em 2006: 100 milhões
Usuários de celular/Penetração em 2008: 151 milhões
Pontuação/status da liberdade de imprensa (2008): 42/Parcialmente livre
Índice de Oportunidade Digital (2006): 65 de 181
RNB per capita (PPP): US$ 9.400,00
Bloqueio de aplicativos de Web 2.0: Sim
Conteúdos político sistematicamente filtrados: Não
Prisão de blogueiros/jornalistas online: Não
O relatório liberdade na rede investigou 15 países com o objetivo de analisar as novas táticas adotadas pelos governos para controlar a utilização da internet e celulares, incluindo tentativas de controlar, regular e censurar o conteúdo dos blogs, websites e mensagens de texto.
Uma ameaça crescente
Embora a liberdade de expressão seja um direito constitucional, observa-se um grande número de processos civis e administrativos contra blogueiros, dos quais se destacam processos abertos por políticos. O último blogueiro a se tornar vítima de um desses processos foi Juvêncio de Arruda, que mantem o popular blogue Quinta Emenda. Ele recentemente teve de excluir algumas postages a pedido do ex-deputado pelo Pará, Luiz Afonso Sefer, que está sendo investigado pelca Comissão Parlamentar Inquérito da Pedofilia no estado.
Segundo a decisão da juíza Teresinha Nunes Moura, o blogueiro deve abster-se de divulgar qualquer expressão que possa ser ligada ao político em questão, quer seja no seu blog ou em qualquer outro veículo. Se Arruda não tivesse obedecido, ele teria de pagar uma multa diária de R$ 1.000,00. Os outros blogueiros dizem que os blogs tiveram, de fato, um papel importante em trazer à luz as acusações que levaram a uma investigação sobre pedofilia no estado, e vêm essa decisão como a última mostra de censura no Brasil.
Hiroshi Bogéa assinala que o blogueiro só havia comentado informações que já eram públicas, e que o blog trazia notícias sobre a investigação diariamente. Ele diz que isso mostra que as autoridades não estão satisfeitas que as pessoas tenham liberdade de informação:
Mais uma razão pra se aceitar a máxima que circula em Belém dando conta de que a força da família Seffer é capaz de tudo.
Franssinete Florenzano, que tem acompanhado de perto a investigação, não acredita o quão rapidamente o blogueiro foi julgado, considerando que a justiça brasileira é famosa por sua lentidão para agir. Foi dada entrada no processo na véspera de um feriado bancário e a convocação estava pronta no dia útil seguinte. Ela destaca que a justiça foi muito rápida para punir o blogueiro que trouxe as informação a público, mas o cidadão acusado na investigação ainda está em liberdade:
Tal celeridade seria louvável se tratasse, por exemplo, de proteger uma criancinha estuprada anos a fio, explorada como mão-de-obra escrava, privada de viver em família, excluída do convívio saudável com outras de sua idade, aniquilada em seus sonhos infantis, destruída em sua integridade física, psicológica e moral.
Lafayette deseja que a justiça brasileira seja sempre rápida assim:
REZO, TODOS OS DIAS, SANTOS OU NÃO, PARA QUE A JUSTIÇA FUNCIONE ASSIM PARA TODOS, POBRES OU RICOS !!!
Seguindo a mesma linha de raciocínio, o blogueiro do CJK diz que não ficará surpreso se a investigação sobre pedofilia não der em nada:
Não se duvide, ao final de todo este processo, o único condenado pela Justiça pode ser o blogueiro.
José Carlos Lima destaca o importante papel que os blogueiros do Estado do Pará desempenham:
Muita coisa que hoje virou notícia no Pará, incluindo a CPI da Pedofilia, rodou primeiro no mundo dos blogueiros, cujo símbolo de todos nós é o Quinta e seu condutor Juvêncio Arruda. Nosso desagravo e solidariedade.
Alan Souza confirma este tipo de silenciamento de blogueiros é uma tendência crescente:
A moda infelizmente se alastra. O objetivo dos políticos é impedir que todos conheçam seus malfeitos. Por isso tentam censurar a livre opinião dos blogueiros…
Uma tendência crescente
Notícias de blogs sendo apagados, de blogueiros obrigados a eliminar postagens ou recebendo ameaças se multiplicam, aparecendo aproximadamente a cada mês. Em outubro do ano passado, um blog policial e grande fonte de notícias policiais, o Flit Paralisante, teve de ser apagado por decisão judicial, sem nenhuma razão aparente. De acordo com Rodrigo Viana, acredita-se que o Governador de São Paulo, José Serra, tenha tido algo a ver com a decisão:
Mas, qual a justificativa para tirar o “blog” do ar?
Cometeu crime? É proibido delegado escrever na internet?
O mais estranho é que na sexta-feira ainda, poucas horas depois do despacho do juiz, gente da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ligou para as redações “avisando”: olha o blog do delegado saiu do ar.
Por que tanta diligência, tanta pressa em dar a notícia? Esse é papel de Secretaria de Segurança?
A decisão do juiz foi dada sob encomenda para o governo Serra? Por isso, a secretaria estava comemorando?
O delegado Roberto Conde Guerra não desistiu e começou a atualizar um novo blogue, hospedado em outra plataforma, que é uma maneira fácil de enganar o sistema de repressão. Contudo, na maioria dos casos, os blogueiros que não têm recursos financeiros para pagar as despesas judiciais e acabam decidindo parar de blogar. Meme de Carbono analisa o caso de alguns blogueiros que pagaram o preço de reclamar online sobre os serviços com os quais não estavam satisfeitos: aparentemente, de acordo com as leis brasileiras, os clientes que se queixam online e dão nomes aos bois, mesmo se as reclamações forem baseadas em fatos reais, podem ser processados por danos morais, calúnia e difamação. Ele diz que isso apenas contribui para a impunidade:
A justiça está sendo usada como um manto de invisibilidade que protege maus profissionais assim como o Um Anel de Tolkien protegia e corrompia quem o usasse: a invisibilidade corrompe mais do que o poder.
Todo ser humano deve ter direito de reclamar quando se sentir mal atendido, deve ter o direito de alertar os outros (e não só os amigos) de riscos que eles correm. (…)
A mídia tradicional tem recursos e advogados para defender seus direitos, mas os cidadãos ficam acuados sem possibilidade de defesa caso não disponham de recursos o que, infelizmente, é comum. O caso do post reproduzido a seguir é justamente esse: a blogueira perdeu pois não podia pagar os custos para recorrer contra a decisão em primeira instância.
Alternativamente, eles podem enfrentar os tribunais e provar que não fizeram nada de errado. No Rio Grande do Sul, A Nova Corja já teve de eliminar partes de suas postagens e agora os blogueiros enfrentam seu segundo processo em um ano por causa de um artigo que escreveram em junho de 2008. Da primeira vez, eles ganharam o caso, tendo a ação sido rejeitada por inépcia: eles estão agora à espera do desenrolar de outros processos, baseados no mesmo artigo:
As pessoas precisam aprender, de uma vez por todas, que entrar na Justiça não é forma de ganhar a vida. Hoje em dia, qualquer coisa é “dano moral, calúnia, difamação”. Parem com isso. Considerem trabalhar.
Por Paula Góes
domingo, 12 de abril de 2009
BORNHAUSEN É APONTADO COMO SÓCIO DA BRASIF - PORQUE PRIVATIZAR?!
O modelo de privatização dos lucros e socialização dos prejuízos vem mostrando os seus resultados ao longo da última década, através da crescente concentração de renda e todas as mazelas consequentes. Mesmo assim a sanha privatista, que julgávamos um capítulo encerrado na nossa história, arma novo bote.
De acordo com Fernando Rizzolo, da OAB de São Paulo, quem iniciou a defesa da privatização dos aeroportos brasileiros foi o ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC), em um seminário realizado em São Paulo em 2007, em que reivindicou que a administração dos aeroportos, subordinados à Infraero, fosse concedida a grupos privados. Bornhausen, segundo Rizzolo, é apontado como sócio de uma empresa que explora os free shops de alguns dos principais aeroportos internacionais do País, a Brasif, da qual foi vice-presidente.
Foram interesses como este, que nada têm a ver com ganhos para a população ou qualidade para os usuários, que impulsionaram as privatizações no Brasil. Naquelas “tenebrosas transações“, como diz a música de Chico Buarque, o povo brasileiro arcou com o ônus de entregar seu dinheiro e seu patrimônio para empresas privadas, a maioria delas estrangeiras, que, além de pagar valor “suborçado”, ainda foram financiadas pelos impostos pagos pelo povo; ganharam isenção fiscal e remeteram os lucros para suas sedes localizadas no exterior. O que, na explicação do jornalista Aloysio Biondi, equivale a um cliente chegar numa lanchonete, comer o lanche de graça e ainda receber um pagamento do dono da lanchonete, por ter comido o tal lanche.
Um modelo tão absurdo que não tem nada a ver nem com o adotado no país berço das privatizações. Como explica Biondi, a privatização inglesa não representou a doação de empresas estatais, a preços baixos, a poucos grupos empresariais (como aconteceu no Brasil). Ao contrário: seu objetivo foi exatamente a “pulverização” das ações, isto é, transformar o maior número possível de cidadãos ingleses em “donos” de ações, acionistas das empresas privatizadas.
Nos EUA, centro do capitalismo mundial, a prática é protecionista. O país que concentra 50% da aviação mundial tem todos os milhares de aeroportos com linhas comerciais sob o controle dos governos locais ou regionais.
Giovanni Bisignani, diretor internacional da Associação Internacional de Transporte Aéreo, afirmou que a privatização dos aeroportos na América Latina foi um fracasso, porque só tem gerado benefícios aos seus proprietários e não novos investimentos em infraestrutura.
Diante do exposto, pergunto: o que está acontecendo com o Brasil, onde a privatização dos aeroportos ainda está em debate, quando já deveria ter sido descartada?
A Infraero, segunda maior empresa aeroportuária do mundo, dá lucro! No ano passado, fechou o balanço com 400 milhões de reais em caixa, apesar de administrar 56 aeroportos deficitários, de um total de 68, que compõem o sistema aeroportuário. Somente uma empresa estatal tem a responsabilidade social e política de administrar e manter uma rede na qual um pequeno número de aeroportos superavitários garante o equilíbrio do conjunto do sistema, formado por uma maioria deficitária.
Por que o Estado e o povo brasileiro não podem continuar controlando uma empresa lucrativa? Por que, quando uma empresa dá lucro, começa-se a discutir a possibilidade de transferi-la à iniciativa privada? Os problemas da aviação civil brasileira não serão resolvidos com a privatização dos aeroportos. O que precisamos é aperfeiçoar os serviços.
O Brasil precisa de uma Política Nacional de Aviação Civil e de um Plano Aeroviário Nacional, que possam estabelecer os eixos de desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária nacional, a evolução de novas tecnologias de transporte aéreo e o controle do espaço aéreo nacional.
Reestruturar a Infraero como empresa pública, a serviço do povo brasileiro, é um desafio que se impõe às autoridades deste país.
Por Perpétua Almeida, deputada federal (PCdoB-AC)
De acordo com Fernando Rizzolo, da OAB de São Paulo, quem iniciou a defesa da privatização dos aeroportos brasileiros foi o ex-senador Jorge Bornhausen (DEM-SC), em um seminário realizado em São Paulo em 2007, em que reivindicou que a administração dos aeroportos, subordinados à Infraero, fosse concedida a grupos privados. Bornhausen, segundo Rizzolo, é apontado como sócio de uma empresa que explora os free shops de alguns dos principais aeroportos internacionais do País, a Brasif, da qual foi vice-presidente.
Foram interesses como este, que nada têm a ver com ganhos para a população ou qualidade para os usuários, que impulsionaram as privatizações no Brasil. Naquelas “tenebrosas transações“, como diz a música de Chico Buarque, o povo brasileiro arcou com o ônus de entregar seu dinheiro e seu patrimônio para empresas privadas, a maioria delas estrangeiras, que, além de pagar valor “suborçado”, ainda foram financiadas pelos impostos pagos pelo povo; ganharam isenção fiscal e remeteram os lucros para suas sedes localizadas no exterior. O que, na explicação do jornalista Aloysio Biondi, equivale a um cliente chegar numa lanchonete, comer o lanche de graça e ainda receber um pagamento do dono da lanchonete, por ter comido o tal lanche.
Um modelo tão absurdo que não tem nada a ver nem com o adotado no país berço das privatizações. Como explica Biondi, a privatização inglesa não representou a doação de empresas estatais, a preços baixos, a poucos grupos empresariais (como aconteceu no Brasil). Ao contrário: seu objetivo foi exatamente a “pulverização” das ações, isto é, transformar o maior número possível de cidadãos ingleses em “donos” de ações, acionistas das empresas privatizadas.
Nos EUA, centro do capitalismo mundial, a prática é protecionista. O país que concentra 50% da aviação mundial tem todos os milhares de aeroportos com linhas comerciais sob o controle dos governos locais ou regionais.
Giovanni Bisignani, diretor internacional da Associação Internacional de Transporte Aéreo, afirmou que a privatização dos aeroportos na América Latina foi um fracasso, porque só tem gerado benefícios aos seus proprietários e não novos investimentos em infraestrutura.
Diante do exposto, pergunto: o que está acontecendo com o Brasil, onde a privatização dos aeroportos ainda está em debate, quando já deveria ter sido descartada?
A Infraero, segunda maior empresa aeroportuária do mundo, dá lucro! No ano passado, fechou o balanço com 400 milhões de reais em caixa, apesar de administrar 56 aeroportos deficitários, de um total de 68, que compõem o sistema aeroportuário. Somente uma empresa estatal tem a responsabilidade social e política de administrar e manter uma rede na qual um pequeno número de aeroportos superavitários garante o equilíbrio do conjunto do sistema, formado por uma maioria deficitária.
Por que o Estado e o povo brasileiro não podem continuar controlando uma empresa lucrativa? Por que, quando uma empresa dá lucro, começa-se a discutir a possibilidade de transferi-la à iniciativa privada? Os problemas da aviação civil brasileira não serão resolvidos com a privatização dos aeroportos. O que precisamos é aperfeiçoar os serviços.
O Brasil precisa de uma Política Nacional de Aviação Civil e de um Plano Aeroviário Nacional, que possam estabelecer os eixos de desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária nacional, a evolução de novas tecnologias de transporte aéreo e o controle do espaço aéreo nacional.
Reestruturar a Infraero como empresa pública, a serviço do povo brasileiro, é um desafio que se impõe às autoridades deste país.
Por Perpétua Almeida, deputada federal (PCdoB-AC)
segunda-feira, 30 de março de 2009
|REDE|BLOGO| - BLOGUEIRO É PERSEGUIDO POR CONTRARIAR INTERESSES DO ESTADO

O blogueiro jordano Rami Abdelrahman [en] blogou sobre um segredo bem guardado a respeito do envolvimento de seu governo na guerra do Afeganistão - e está recebendo a atenção mal-vista dos serviços de inteligência.
Tudo começou há alguns dias, quando o jornalista global e pesquisador da mídia, que vive na Suécia, publicou [en] e comentou em um resumo de The Atlantic [en], no qual se refere a documentos recentemente abertos da OTAN, que revelam a extensão do envolvimento da Jordânia na guerra contra o terrorismo.
O documento, segundo The Atlantic:
…inclui a Jordânia como estando entre os países que fazem parte das forças internacionais no Afeganistão, mas também inclui a nota que a Jordânia não quer seu nome no domínio público, temendo repercussões internas
O outro país árabe citado no documento são os Emirados Árabes Unidos.
Abdelrahman ressalta:
O tipo de cooperação foi por muito tempo considerada um “segredo” nacional, por ordem do governo jordano, mas é bem conhecida para outros parceiros envolvidos. Sobre o “segredo” não tão secreto, ele indaga:
A OTAN e seus aliados no Oriente Média não fariam algo mais certo se tivessem mais transparência com seus cidadãos a respeito de assuntos que poderiam eventualmente ser expostos? Por que há tanta necessidade em escondê-los, dando tanto espaço para a oposição confeccionar estórias e teorias conspiratórias para vendê-las barato às massas? Por que deixar a todos nós, cidadãos globais, à deriva de interpretações arbitrárias, justo quando a necessidade de apoio público é vital? Alguém se habilita?
No dia seguinte, Abdelrahman continuou com outra publicação, que inclui um link para o arquivo PDF do documento aberto que a “Jordânia não quer que se torne público”.
O arquivo está hospedado em Wikileaks, um site que publica documentos de conteúdo sensível, enviados por anônimos.
O documento da OTAN
Ele destaca:
Estou publicando isto apenas para estar do lado legal, e para manter a credibilidade do meu blog e minha reputação como jornalista, depois de publicar, há dois dias, uma postagem sobre a Jordânia manter segredo dos seus próprios cidadãos sobre sua participação nas forças internacionais no Afeganistão.
Abdelrahman também nos fala sobre visitantes indesejados que foram vistos rondando seu blog depois desta primeira postagem:
Interessantemente, analisando as estatísticas de leitores e endereços de domínios para aqueles que monitoram o blog, encontrei leitores interessantes:
--> Comando de Engenharia em Sistemas de Informação do Exército dos EUA, (quartéis generais ), visitado 3 vezes no dia 24 de março de 2009, às 13:50:24, 13:50:38 e 13:51:22.
--> Real Tribunal Jordano Hashemí (Rhc) visitado uma vez no dia 24 de março de 2009, 15:37:29
--> Departamento de Inteligência Jordano (gid.gov.jo) visitado 12 vezes (até agora) no dia 24 de março de 2009, entre 17:42:27 e 18:37:32
Entre muitos outros visitantes únicos entre ontem e hoje. Acho perplexante ninguém deixar um comentário oficial para explicar por quê a Jordânia quer manter isto um segredo, quando os jordanos entendem e aceitam seus aliados
Por Amira Al Hussaini via |REDE|BLOGO|
quinta-feira, 26 de março de 2009
Blogueiro iraniano Omid Reza Mir Sayafi morre na prisão
Omid Reza Mir Sayafi, jornalista e blogueiro iraniano, morreu aos 29 anos na prisão de Evin em Teerã ontem, 18 de março. Ele tinha sido sentenciado [en] em dezembro passado a dois anos e meio de prisão por supostamente insultar líderes religiosos, e promover propaganda contra a República Islâmica do Irã. Mir Sayafi aguardava ainda mais um julgamento, onde era acusado de insultar o Islã.
De acordo com o site dos defensores de Direitos Humanos no Irã, Omid Reza sofria de depressão na prisão e obteve receita para tomar medidamentos controlados, mas aparentemente ingeriu mais do que devia. Dr. Hesam Firouzi, um médico e defensor dos direitos humanos que já foi preso, disse que implorou [fa] às autoridades carcerárias a enviarem Omid Reza a um hospital fora da prisão, mas isso foi negado pelos médicos do presidiário, que não executaram nem os testes mais básicos.
Uma campanha foi lançada no Facebook para responsabilizar o Irã pela morte do blogueiro Mirsayafi na prisão.
O blogueiro Mojtaba Saminejad diz [fa] que Omid Reza tinha entrado em contato com ele dois dias antes de sua morte dizendo que haveria a possibilidade dele deixar a prisão nos próximos dias para ir a um hospital. O blogueiro disse que esperava notícias melhores do que essas.
Em uma entrevista [fa] feita por defensores de Direitos Humanos no Irã, Omid Reza diz, poucos dias antes de ser preso, que seu blogue era um blogue de cultura e não tinha interesse insultar ninguém.
C/A
De acordo com o site dos defensores de Direitos Humanos no Irã, Omid Reza sofria de depressão na prisão e obteve receita para tomar medidamentos controlados, mas aparentemente ingeriu mais do que devia. Dr. Hesam Firouzi, um médico e defensor dos direitos humanos que já foi preso, disse que implorou [fa] às autoridades carcerárias a enviarem Omid Reza a um hospital fora da prisão, mas isso foi negado pelos médicos do presidiário, que não executaram nem os testes mais básicos.
Uma campanha foi lançada no Facebook para responsabilizar o Irã pela morte do blogueiro Mirsayafi na prisão.
O blogueiro Mojtaba Saminejad diz [fa] que Omid Reza tinha entrado em contato com ele dois dias antes de sua morte dizendo que haveria a possibilidade dele deixar a prisão nos próximos dias para ir a um hospital. O blogueiro disse que esperava notícias melhores do que essas.
Em uma entrevista [fa] feita por defensores de Direitos Humanos no Irã, Omid Reza diz, poucos dias antes de ser preso, que seu blogue era um blogue de cultura e não tinha interesse insultar ninguém.
C/A
domingo, 22 de março de 2009
TUDO A VER - GILMAR MENDES E A SERPENTE
Quando o ministro Gilmar Mendes se apresenta, sem que ninguém tenha lhe delegado tal função, como artífice de "um novo pacto republicano", estamos diante do quê? De um magistrado para quem o texto normativo é apenas uma moldura suscetível a várias interpretações ou de um ativista que põe em risco a própria noção de Estado Democrático de Direito?
Quando, com total apoio da grande imprensa, Mendes ignora a individualidade harmônica dos Poderes e constrange o Legislativo, mandando tirar da página da TV Câmara um programa que contraria seus interesses, qual a hierarquia de princípios que ilumina suas disposições pessoais? A ideia de uma justiça que se exerce em nome de toda a nação ou o arcabouço legal que privilegia grupos e estamentos particulares? Ao atacar frontalmente movimentos sociais como o MST, o presidente do Supremo Tribunal Federal age como magistrado ou preposto de velhas pretensões oligárquicas?
Sabemos que as classes dominantes brasileiras gostam de falar uma linguagem liberal enquanto exercem formas autoritárias de governo. Se há de fato uma ação orquestrada desestabilizadora, sua novidade estaria no novo arranjo do poder, com a crescente primazia do judiciário tentando anular o poder Legislativo e Executivo. Repete-se a história de sempre: os ideais liberais de alguns setores sucumbem aos velhos artifícios dos segmentos reacionários.
A “intempestividade” do ministro tem raízes em antagonismos que nascem do jogo das forças sociais que repõem o jogo dialético da história. É preciso calar os novos personagens oriundos do movimento popular. Negar reivindicações e lutas de sujeitos até então destituídos de direitos: camponeses, índios e trabalhadores que protestam contra as suas condições de trabalho e vida no âmbito de uma sociedade desde sempre patrimonialista.
Nessa dinâmica o STF, com indiscutível caráter classista, age como importante ator político para a manutenção do status quo, em aliança com forças políticas que se movem com vistas a 2010. Não se trata apenas de atingir o presidente Lula, mas resgatar a agenda que realiza o desenvolvimento capitalista sem realizar a democracia.
Ainda em fase de articulação, o movimento conta com uma base militante: a parcela da classe média que, na perfeita definição do saudoso Milton Santos," é mais apegada ao consumo que à cidadania, sócia despreocupada do antigo poder com o qual se confundia".
Assim, o que mobiliza a oposição ao atual governo pode ser descrito de forma simples: não deixar que se conclua a implantação de uma democracia que não seja apenas eleitoral, mas também econômica, política e social. O ativismo exacerbado guarda sintonia com o senso de urgência.
Ao cobrar agilidade do Ministério Público na investigação de repasses de recursos públicos para o MST, Gilmar Mendes não poderia ser mais explícito: “É bom que haja então uma atuação do Ministério Público, fazendo essa distinção, dizendo quando o repasse é legítimo. Ele vai nos ensinar em relação a isso. Mas é preciso haver decisão. Porque do contrário, por exemplo, nós estamos já há dois anos do final do governo Lula, essas investigações vão ser feitas para o próximo governo?
Uma faxina prévia para um eventual governo Serra ou aflição da serpente com a resistência da casca do ovo? É preciso responder à pergunta que se insinua como retrocesso possível.
Por Gilson Caroni Filho, professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa
Quando, com total apoio da grande imprensa, Mendes ignora a individualidade harmônica dos Poderes e constrange o Legislativo, mandando tirar da página da TV Câmara um programa que contraria seus interesses, qual a hierarquia de princípios que ilumina suas disposições pessoais? A ideia de uma justiça que se exerce em nome de toda a nação ou o arcabouço legal que privilegia grupos e estamentos particulares? Ao atacar frontalmente movimentos sociais como o MST, o presidente do Supremo Tribunal Federal age como magistrado ou preposto de velhas pretensões oligárquicas?
Sabemos que as classes dominantes brasileiras gostam de falar uma linguagem liberal enquanto exercem formas autoritárias de governo. Se há de fato uma ação orquestrada desestabilizadora, sua novidade estaria no novo arranjo do poder, com a crescente primazia do judiciário tentando anular o poder Legislativo e Executivo. Repete-se a história de sempre: os ideais liberais de alguns setores sucumbem aos velhos artifícios dos segmentos reacionários.
A “intempestividade” do ministro tem raízes em antagonismos que nascem do jogo das forças sociais que repõem o jogo dialético da história. É preciso calar os novos personagens oriundos do movimento popular. Negar reivindicações e lutas de sujeitos até então destituídos de direitos: camponeses, índios e trabalhadores que protestam contra as suas condições de trabalho e vida no âmbito de uma sociedade desde sempre patrimonialista.
Nessa dinâmica o STF, com indiscutível caráter classista, age como importante ator político para a manutenção do status quo, em aliança com forças políticas que se movem com vistas a 2010. Não se trata apenas de atingir o presidente Lula, mas resgatar a agenda que realiza o desenvolvimento capitalista sem realizar a democracia.
Ainda em fase de articulação, o movimento conta com uma base militante: a parcela da classe média que, na perfeita definição do saudoso Milton Santos," é mais apegada ao consumo que à cidadania, sócia despreocupada do antigo poder com o qual se confundia".
Assim, o que mobiliza a oposição ao atual governo pode ser descrito de forma simples: não deixar que se conclua a implantação de uma democracia que não seja apenas eleitoral, mas também econômica, política e social. O ativismo exacerbado guarda sintonia com o senso de urgência.
Ao cobrar agilidade do Ministério Público na investigação de repasses de recursos públicos para o MST, Gilmar Mendes não poderia ser mais explícito: “É bom que haja então uma atuação do Ministério Público, fazendo essa distinção, dizendo quando o repasse é legítimo. Ele vai nos ensinar em relação a isso. Mas é preciso haver decisão. Porque do contrário, por exemplo, nós estamos já há dois anos do final do governo Lula, essas investigações vão ser feitas para o próximo governo?
Uma faxina prévia para um eventual governo Serra ou aflição da serpente com a resistência da casca do ovo? É preciso responder à pergunta que se insinua como retrocesso possível.
Por Gilson Caroni Filho, professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Observatório da Imprensa
segunda-feira, 9 de março de 2009
Deixa para o PMDB embalar a criança - NOTA OFICIAL DOS DEMOS
"NOTA OFICIAL"O DEMOCRATAS vem por meio desta, esclarecer a população gaúcha o que segue:
1. O DEMOCRATAS foi leal durante o processo político de 2006 e, mesmo fora da composição do atual Governo, tem mantido coerência e lealdade ao projeto apresentado à sociedade gaúcha;
2. A ruptura política da Governadora Yeda Crusius com o Democratas deveu-se ao fato do DEMOCRATAS se negar a enganar os eleitores gaúchos no episódio da proposta de aumento de ICMS em dezembro de 2006;
3. A então candidata ao Governo do Estado do Rio Grande do Sul, três dias após a vitória no primeiro turno, afastou da coordenação de campanha o então candidato a Vice-Governador, Paulo Afonso Feijó, bem como os Deputados Federais, Júlio Redecker e Onyx Lorenzoni;
4. Uma semana após o resultado das eleições do primeiro turno, Yeda solicitou que Paulo Afonso Feijó renunciasse sua participação como Vice-Governador em sua chapa;
5. O DEMOCRATAS não foi ouvido pela Governadora Yeda Crusius na formação de seu governo;
6. No começo do Governo, o DEMOCRATAS alertou sobre dois fatos que considerava de risco para o Governo Yeda:
1º - aumento de impostos;
2º - manutenção do comando do Banrisul;
7. O DEMOCRATAS reafirma sua crença no estado democrático de direito, nas instituições e no combate à corrupção;
8. O DEMOCRATAS repudia qualquer ilação feita no sentido de associar o partido ou o Vice-Governador Paulo Afonso Feijó às declarações feitas pelo PSOL a respeito do governo Yeda, em coletiva de imprensa, no último dia 19 de fevereiro.
Acreditamos que a democracia requer um compromisso com a verdade e exigimos respeito com os nossos filiados e com a nossa Instituição;
Porto Alegre, 03 de março de 2009.
Dep. Fed. Onyx Lorenzoni
Pres. Regional DEM / RS”
Do Novacorja
quinta-feira, 5 de março de 2009
Líder do governo rebate critica do líder do Democratas
O líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), rebateu hoje (5) as críticas do líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO), sobre possíveis repasses irregulares de dinheiro público para entidades, que estariam destinando recursos para o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).
“Essa é uma postura de luta política do líder do Democratas tradicional dentro da nossa democracia e do cotidiano que o nosso governo enfrenta. Aliás, o Democratas, quando eu ouço seus líderes falarem, dá a sensação de que 99 % das coisas que o nosso governo faz são coisas erradas”, disse Henrique Fontana.
Segundo o líder governista, essas colocações dos líderes do Democratas “têm pouco respaldo na opinião pública, porque nós percebemos uma avaliação efetiva da população brasileira sobre os atos do governo Lula. Nós percebemos o apoio bastante representativo e majoritário da sociedade”. De acordo com Fontana, o governo não vai se pautar por uma “provocação do líder do DEM”.
“Temos absoluta tranqüilidade e convicção para afirmar que todos os repasses de recursos e convênios feitos com todas as entidades empresarias, sindicais e de trabalhadores, entidades estudantis, movimentos sociais, como o MST, e tantos outros, são convênios de interesse público e que atendem a demandas efetivas e ao interesse da população e são feitos dentro da lei”, afirmou o líder governista.
Ao ser questionado sobre a atuação do governo em relação ao MST, o líder Fontana afirmou que quem governa o país tem que ter capacidade de mediar conflitos e que os movimentos sociais revindicam mudanças nas políticas públicas e sociais do Brasil.
“Nós temos que garantir duas coisas ao mesmo tempo: o respeito à lei e as reivindicações. Temos que resolver isto com diálogo e negociação. Nesse sentido, o nosso governo tem ido muito bem, porque tem diminuído os conflitos, que ocorriam antes desse governo no país”, afirmou o líder governista.
Por Iolando Lourenço
“Essa é uma postura de luta política do líder do Democratas tradicional dentro da nossa democracia e do cotidiano que o nosso governo enfrenta. Aliás, o Democratas, quando eu ouço seus líderes falarem, dá a sensação de que 99 % das coisas que o nosso governo faz são coisas erradas”, disse Henrique Fontana.
Segundo o líder governista, essas colocações dos líderes do Democratas “têm pouco respaldo na opinião pública, porque nós percebemos uma avaliação efetiva da população brasileira sobre os atos do governo Lula. Nós percebemos o apoio bastante representativo e majoritário da sociedade”. De acordo com Fontana, o governo não vai se pautar por uma “provocação do líder do DEM”.
“Temos absoluta tranqüilidade e convicção para afirmar que todos os repasses de recursos e convênios feitos com todas as entidades empresarias, sindicais e de trabalhadores, entidades estudantis, movimentos sociais, como o MST, e tantos outros, são convênios de interesse público e que atendem a demandas efetivas e ao interesse da população e são feitos dentro da lei”, afirmou o líder governista.
Ao ser questionado sobre a atuação do governo em relação ao MST, o líder Fontana afirmou que quem governa o país tem que ter capacidade de mediar conflitos e que os movimentos sociais revindicam mudanças nas políticas públicas e sociais do Brasil.
“Nós temos que garantir duas coisas ao mesmo tempo: o respeito à lei e as reivindicações. Temos que resolver isto com diálogo e negociação. Nesse sentido, o nosso governo tem ido muito bem, porque tem diminuído os conflitos, que ocorriam antes desse governo no país”, afirmou o líder governista.
Por Iolando Lourenço
sábado, 21 de fevereiro de 2009
OS DEMOS E A MENTIRA !!
Sei de uma história de um pastor americano ou escocês (já não me lembro o hemisfério desse conto), o qual, uma vez, ao atento auditório que costumava ouvi-lo, fez saber que no dia seguinte iria falar sobre o pecado da mentira.
- Vou pregar amanhã sobre a mentira, advertiu o bom pastor. Peço, porém, a todos os meus queridos ouvintes que, para melhor preparação do que irei dizer, leiam todo o capítulo 17 do Evangelho de Marcos. Considero indispensável essa leitura prévia.
No dia seguinte, compareceram todos. Logo, o pastor inquiriu previamente.
- Aqueles que leram o capítulo 17 de Marcos, conforme a minha recomendação, queiram levantar-se.
Levantaram-se quase todos como um só homem. E o pastor prosseguiu:
- Sois vós realmente os verdadeiros ouvintes do meu sermão de hoje sobre a mentira. Porque, em verdade, não existe o capítulo 17. O Evangelho de Marcos tem apenas 16 capítulos.
Por João Ribeiro
- Vou pregar amanhã sobre a mentira, advertiu o bom pastor. Peço, porém, a todos os meus queridos ouvintes que, para melhor preparação do que irei dizer, leiam todo o capítulo 17 do Evangelho de Marcos. Considero indispensável essa leitura prévia.
No dia seguinte, compareceram todos. Logo, o pastor inquiriu previamente.
- Aqueles que leram o capítulo 17 de Marcos, conforme a minha recomendação, queiram levantar-se.
Levantaram-se quase todos como um só homem. E o pastor prosseguiu:
- Sois vós realmente os verdadeiros ouvintes do meu sermão de hoje sobre a mentira. Porque, em verdade, não existe o capítulo 17. O Evangelho de Marcos tem apenas 16 capítulos.
Por João Ribeiro
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
DEMOCRATAS, ENGANAÇÃO E FALTA DE ÉTICA
Manchete de jornal:
"DEM prepara expulsão de deputado dono de castelo. Para dirigentes, situação se tornou insustentável politicamente dentro da legenda após descoberta de castelo".
Descoberta do castelo?
O castelo existe e foi visitado por inúmeros políticos do DEM durante anos.
A revista Veja fez uma reportagem sobre ele em 1999.
Vários jornais de Minas Gerais já fizeram reportagem sobre o castelo.
É só perguntar para o senador Eliseu Rezende (DEM), de Minas Gerais. Perguntem para ele se ele conhece o castelo, se já ficou hospedado lá.
Perguntem ao senador Eduardo Azeredo (PSDB) ou ao governador de Minas, Aécio Neves.
O jornal não faz nenhum questionamento. E porque faria? Não estão em busca de informação isenta.
A prioridade não é um bom jornalismo.
A prioridade e dar um jeito de colocar o nome do PT em jogo. Veja o que diz a reportagem: "O partido tinha um candidato oficial, o deputado paraense Vic Pires Franco, mas Moreira decidiu se manter na disputa e teve apoio forte em outras legendas (especialmente na bancada do PT), conquistando a vaga".
O jornal quer passar para seus leitores: o DEM é um partido surpreendido pelas porcarias de seu deputado, que é apoiado pelo PT.
Nada de falar da força dele no DEM, nada de falar de suas relações íntimas com o governador Aécio. Nada de revelar que ele é de oposição ao governo federal.
Não fala nada sobre a campanha conjunta com o Serra (em 2002), com o Alckmin (em 2006), com o Aécio (em 2002 e 2006).
Nada de falar que a maior parte dos deputados do DEM e PSDB votaram e apoiaram ele.
Misturar o nome do PT em qualquer escândalo é a ordem. Mesmo que seja forçado, mentira, enganação.
Mas como mentira tem perna curta é possível ler no mesmo jornal, bem no finzinho da notícia:
"Para tentar salvar pelo menos a segunda vice-presidência, Edmar Moreira aceitou abrir mão da corregedoria da Câmara".
Observe bem: o cara é corregedor da Câmara dos deputados E SEGUNDO VICE-PRESIDENTE.
Ele não é deputado qualquer. Decisão dos deputados do DEM , sem o aval dele não tem validade.
Ele é uma das principais lideranças do DEM na Câmara dos deputados.
Esta é a verdade.
Os apedeutas, que pagam para serem manipulados pelos jornais, acreditam piamente no que o jornal destaca e repete insessantemente.
Um deles até diz algo do gênero: "ele devias er expulso do DEM e entrar para o PT". Olha a "intiligência" do cara. Um cabeça de minhoca que faz a felicidade dos donos de jornais.
Para quem pensa um pouco é fácil saber qual é a verdade.
PS: para quem duvida da afinidade entre o deputado Edmar Moreira (DEM) e o governador Aécio Neves (PSDB) vai uma dica: qual é o partido da prefeita da cidade onde fica o castelo? A irmã do deputado, prefeita da cidade, é do PSDB.
Quem o deputado e sua trupe de vereadores amigos apoiaram para presidente e governador em 2002? Aécio e Serra.
Quem o deputado e sua trupe de vereadores amigos apoiaram para presidente e governador em 2006? Alckmin e Aécio
Quem o deputado e sua trupe de vereadores amigos apoiaram para senador em 2002?
Eduardo Azeredo (PSDB)
Quem o deputado e sua trupe de vereadores amigos apoiaram para senador em 2006?
Eliseu Rezende (DEM)
O deputado sempre foi fiel ao Democratas. Tanto que foi indicado pelo partido para ser segundo vice-presidente da câmara dos deputados.
Mesmo aqueles que são contra o PT deveriam me ajudar a divulgar esta mensagem. Assim poderão ajudar a inibir as enganações dos jornais, recebendo mensagens mais isentas.
Por Chicão Dois Passos
"DEM prepara expulsão de deputado dono de castelo. Para dirigentes, situação se tornou insustentável politicamente dentro da legenda após descoberta de castelo".
Descoberta do castelo?
O castelo existe e foi visitado por inúmeros políticos do DEM durante anos.
A revista Veja fez uma reportagem sobre ele em 1999.
Vários jornais de Minas Gerais já fizeram reportagem sobre o castelo.
É só perguntar para o senador Eliseu Rezende (DEM), de Minas Gerais. Perguntem para ele se ele conhece o castelo, se já ficou hospedado lá.
Perguntem ao senador Eduardo Azeredo (PSDB) ou ao governador de Minas, Aécio Neves.
O jornal não faz nenhum questionamento. E porque faria? Não estão em busca de informação isenta.
A prioridade não é um bom jornalismo.
A prioridade e dar um jeito de colocar o nome do PT em jogo. Veja o que diz a reportagem: "O partido tinha um candidato oficial, o deputado paraense Vic Pires Franco, mas Moreira decidiu se manter na disputa e teve apoio forte em outras legendas (especialmente na bancada do PT), conquistando a vaga".
O jornal quer passar para seus leitores: o DEM é um partido surpreendido pelas porcarias de seu deputado, que é apoiado pelo PT.
Nada de falar da força dele no DEM, nada de falar de suas relações íntimas com o governador Aécio. Nada de revelar que ele é de oposição ao governo federal.
Não fala nada sobre a campanha conjunta com o Serra (em 2002), com o Alckmin (em 2006), com o Aécio (em 2002 e 2006).
Nada de falar que a maior parte dos deputados do DEM e PSDB votaram e apoiaram ele.
Misturar o nome do PT em qualquer escândalo é a ordem. Mesmo que seja forçado, mentira, enganação.
Mas como mentira tem perna curta é possível ler no mesmo jornal, bem no finzinho da notícia:
"Para tentar salvar pelo menos a segunda vice-presidência, Edmar Moreira aceitou abrir mão da corregedoria da Câmara".
Observe bem: o cara é corregedor da Câmara dos deputados E SEGUNDO VICE-PRESIDENTE.
Ele não é deputado qualquer. Decisão dos deputados do DEM , sem o aval dele não tem validade.
Ele é uma das principais lideranças do DEM na Câmara dos deputados.
Esta é a verdade.
Os apedeutas, que pagam para serem manipulados pelos jornais, acreditam piamente no que o jornal destaca e repete insessantemente.
Um deles até diz algo do gênero: "ele devias er expulso do DEM e entrar para o PT". Olha a "intiligência" do cara. Um cabeça de minhoca que faz a felicidade dos donos de jornais.
Para quem pensa um pouco é fácil saber qual é a verdade.
PS: para quem duvida da afinidade entre o deputado Edmar Moreira (DEM) e o governador Aécio Neves (PSDB) vai uma dica: qual é o partido da prefeita da cidade onde fica o castelo? A irmã do deputado, prefeita da cidade, é do PSDB.
Quem o deputado e sua trupe de vereadores amigos apoiaram para presidente e governador em 2002? Aécio e Serra.
Quem o deputado e sua trupe de vereadores amigos apoiaram para presidente e governador em 2006? Alckmin e Aécio
Quem o deputado e sua trupe de vereadores amigos apoiaram para senador em 2002?
Eduardo Azeredo (PSDB)
Quem o deputado e sua trupe de vereadores amigos apoiaram para senador em 2006?
Eliseu Rezende (DEM)
O deputado sempre foi fiel ao Democratas. Tanto que foi indicado pelo partido para ser segundo vice-presidente da câmara dos deputados.
Mesmo aqueles que são contra o PT deveriam me ajudar a divulgar esta mensagem. Assim poderão ajudar a inibir as enganações dos jornais, recebendo mensagens mais isentas.
Por Chicão Dois Passos
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Coisas do Demo - Como ficar rico roubando os empregados
O novo corregedor da Câmara, Edmar Moreira (DEM-MG), foi denunciado à Justiça em dezembro de 2007 pelo procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, acusado de se apropriar ilegalmente de contribuições ao INSS feitas por seus empregados em uma empresa de vigilância.
Na denúncia, o procurador diz que os impostos foram descontados dos funcionários da F.Moreira Empresa de Segurança e Vigilância Ltda., sediada em São Paulo, mas não repassados ao governo. Esta dívida, segundo a Previdência, é de R$ 1 milhão (valor de 2005, incluindo o imposto não pago, juros e multas).
Moreira é investigado em inquérito aberto em 2007 no Supremo Tribunal Federal. Se o relator do caso, Eros Grau, aceitar a denúncia, o deputado passará a ser réu e responderá a processo criminal por apropriação indébita. Grau ainda não se pronunciou.
No inquérito, o advogado do congressista, Alberto Felício Júnior, reconhece a dívida e justifica o não-pagamento informando que "a empresa vem passando por dificuldades decorrentes de constantes atrasos em seus recebimentos". Com capital social de R$ 2,7 milhões, segundo a Junta Comercial de São Paulo, a F.Moreira foi a principal doadora das últimas campanhas do deputado. Conforme declarações entregues ao Tribunal Superior Eleitoral, em 2002, a empresa bancou 61% dos gastos da campanha dele (R$ 168 mil), e, em 2006, 39% (R$ 79 mil).
Na investigação, também há a informação de que são cobrados da F. Moreira R$ 8,2 milhões em outros processos por não recolhimento de impostos. A defesa nega essas dívidas. A história iniciou em 2000, quando a empresa de Moreira foi multada por não recolher os tributos descontados de março de 1997 a dezembro de 1998. Em 2003, foi aberta a primeira investigação, que tramitava na Justiça Federal de São Paulo. Mas, como Moreira tem foro privilegiado, o inquérito teve de ser enviado ao STF, o que só ocorreu em 2007.
Para tentar encerrar o caso, Moreira disse ao STF ter aderido a programas de parcelamento de débitos, o Refis (Programa de Recuperação Fiscal) e o Paes (Parcelamento Especial). Mas a Receita disse que a F. Moreira foi excluída do Refis em 2003 por falta de pagamento e que o débito negociado no Paes nada tem a ver com o que resultou na abertura do inquérito. O fato levou o procurador a pedir abertura de processo.
Na denúncia, o procurador diz que os impostos foram descontados dos funcionários da F.Moreira Empresa de Segurança e Vigilância Ltda., sediada em São Paulo, mas não repassados ao governo. Esta dívida, segundo a Previdência, é de R$ 1 milhão (valor de 2005, incluindo o imposto não pago, juros e multas).
Moreira é investigado em inquérito aberto em 2007 no Supremo Tribunal Federal. Se o relator do caso, Eros Grau, aceitar a denúncia, o deputado passará a ser réu e responderá a processo criminal por apropriação indébita. Grau ainda não se pronunciou.
No inquérito, o advogado do congressista, Alberto Felício Júnior, reconhece a dívida e justifica o não-pagamento informando que "a empresa vem passando por dificuldades decorrentes de constantes atrasos em seus recebimentos". Com capital social de R$ 2,7 milhões, segundo a Junta Comercial de São Paulo, a F.Moreira foi a principal doadora das últimas campanhas do deputado. Conforme declarações entregues ao Tribunal Superior Eleitoral, em 2002, a empresa bancou 61% dos gastos da campanha dele (R$ 168 mil), e, em 2006, 39% (R$ 79 mil).
Na investigação, também há a informação de que são cobrados da F. Moreira R$ 8,2 milhões em outros processos por não recolhimento de impostos. A defesa nega essas dívidas. A história iniciou em 2000, quando a empresa de Moreira foi multada por não recolher os tributos descontados de março de 1997 a dezembro de 1998. Em 2003, foi aberta a primeira investigação, que tramitava na Justiça Federal de São Paulo. Mas, como Moreira tem foro privilegiado, o inquérito teve de ser enviado ao STF, o que só ocorreu em 2007.
Para tentar encerrar o caso, Moreira disse ao STF ter aderido a programas de parcelamento de débitos, o Refis (Programa de Recuperação Fiscal) e o Paes (Parcelamento Especial). Mas a Receita disse que a F. Moreira foi excluída do Refis em 2003 por falta de pagamento e que o débito negociado no Paes nada tem a ver com o que resultou na abertura do inquérito. O fato levou o procurador a pedir abertura de processo.
domingo, 18 de janeiro de 2009
DA SÉRIE LIXO POLÍTICO E HUMANO JUNTOS
O líder do DEM no Senado José Agripino (DEM-RN) afirmou que Lula é contraditório ao se apresentar como democrata e defender o continuísmo de Hugo Chávez.
"Ele foi oportunista. Esse tipo de declaração mostra bem qual é a qualidade de democracia que o presidente Lula tem convicção", disse. "A democracia dele tem duas faces", completou Agripino.
Agripino e deputados do seu partido foram denunciados por terem recebido R$ 200 mil cada um do caixa de campanha de Fernando Henrique, entre eles, Ronivon Santiago do PFL, hoje DEM – todos renunciaram aos seus mandatos para fugir da iminente cassação dos seus mandatos pela venda dos seus votos no golpe da reeleição de FHC.
Segundo contou o deputado Ronivon, houve compra de votos no Congresso, e justamente para dar um golpe na Constituição e no povo, ou seja, para aprovar a reeleição para Fernando Henrique. De acordo com os detalhes contados por Ronivon, em troca do voto a favor da emenda da reeleição, cada deputado recebeu a quantia em cheque pré-datado que só deveria ser convertido em dinheiro depois da votação ser concluída favoravelmente ao governo. Os cheques, segundo ele, eram do Banco do Amazonas. Depois da reeleição aprovada, todos os cheques foram substituídos por dinheiro em espécie.
Democracia sr. Agripino é deixar que as democraticas urnas decidam.
"Ele foi oportunista. Esse tipo de declaração mostra bem qual é a qualidade de democracia que o presidente Lula tem convicção", disse. "A democracia dele tem duas faces", completou Agripino.
Agripino e deputados do seu partido foram denunciados por terem recebido R$ 200 mil cada um do caixa de campanha de Fernando Henrique, entre eles, Ronivon Santiago do PFL, hoje DEM – todos renunciaram aos seus mandatos para fugir da iminente cassação dos seus mandatos pela venda dos seus votos no golpe da reeleição de FHC.
Segundo contou o deputado Ronivon, houve compra de votos no Congresso, e justamente para dar um golpe na Constituição e no povo, ou seja, para aprovar a reeleição para Fernando Henrique. De acordo com os detalhes contados por Ronivon, em troca do voto a favor da emenda da reeleição, cada deputado recebeu a quantia em cheque pré-datado que só deveria ser convertido em dinheiro depois da votação ser concluída favoravelmente ao governo. Os cheques, segundo ele, eram do Banco do Amazonas. Depois da reeleição aprovada, todos os cheques foram substituídos por dinheiro em espécie.
Democracia sr. Agripino é deixar que as democraticas urnas decidam.
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Paulo Bernardo: Bancos mostram que não estão à altura do país
O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) é direto quando indagado se os bancos privados estão escondendo dinheiro por causa da crise: "Claro que estão! O que eles fizeram? Fogueira com o dinheiro? Isso deve estar todo entesourado".
Destoando de sua tendência "monetarista" com a qual compactuava quando Palocci foi ministro da Fazenda, Bernardo diz agora que o Banco Central "vai ter de fazer inflexões" e pode baixar os juros porque a pressão inflacionária "se diluiu". Segundo o ministro, os bancos não são "um bom parceiro" do sistema produtivo nacional, e o sistema financeiro "não está à altura" das demandas do país .
Admitiu que o superávit primário (economia para pagar juros da dívida) deste ano poderá ficar abaixo de 4,3% do PIB (Produto Interno Bruto) por causa da execução do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Sobre reforma tributária, bate pesado nos governadores. Sobre 2010, diz que se a tendência do PT for indicar Dilma Roussef para disputar a sucessão de Lula, ele pode ser considerado um "dilmista".
Na entrevista, Paulo Bernardo mostrou que está afinado com o discurso do governo e escapou das armadilhas montadas pelo entrevsitador da Folha que tentou arrancar do ministro declarações pessimistas em relação à crise. Para Paulo Bernardo, a crise financeira chegou ao pico e tende a diminuir. "O problema é que a crise financeira, não no Brasil, mas na América do Norte, virou sistêmica", afirmou. Sobre a repercussão da crise no Brasil, ele não arriscou palpites. "Não sei. É tudo profecia", disse.
Do Vermelho
Destoando de sua tendência "monetarista" com a qual compactuava quando Palocci foi ministro da Fazenda, Bernardo diz agora que o Banco Central "vai ter de fazer inflexões" e pode baixar os juros porque a pressão inflacionária "se diluiu". Segundo o ministro, os bancos não são "um bom parceiro" do sistema produtivo nacional, e o sistema financeiro "não está à altura" das demandas do país .
Admitiu que o superávit primário (economia para pagar juros da dívida) deste ano poderá ficar abaixo de 4,3% do PIB (Produto Interno Bruto) por causa da execução do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
Sobre reforma tributária, bate pesado nos governadores. Sobre 2010, diz que se a tendência do PT for indicar Dilma Roussef para disputar a sucessão de Lula, ele pode ser considerado um "dilmista".
Na entrevista, Paulo Bernardo mostrou que está afinado com o discurso do governo e escapou das armadilhas montadas pelo entrevsitador da Folha que tentou arrancar do ministro declarações pessimistas em relação à crise. Para Paulo Bernardo, a crise financeira chegou ao pico e tende a diminuir. "O problema é que a crise financeira, não no Brasil, mas na América do Norte, virou sistêmica", afirmou. Sobre a repercussão da crise no Brasil, ele não arriscou palpites. "Não sei. É tudo profecia", disse.
Do Vermelho
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Senhores de Engenho - Juiz e proprietários em dez estados entram na "lista suja"

Governo divulga atualização semestral do cadastro de empregadores que utilizaram mão-de-obra escrava. Ao todo, 19 nomes entraram - entre eles o de um juiz do Maranhão. Outros 19 saíram após cumprimento de exigências
O que a fazenda de pecuária de um juiz do Maranhão, uma área de cultivo de abacaxi no Tocantins e outra de melão no Ceará, uma plantação de soja no Piauí, uma carvoaria no Mato Grosso do Sul, uma propriedade com gados de raça nobre no Paraná, um novo empreendimento sucroalcooleiro e uma localidade remanescente de quilombo, ambos em Goiás, podem ter em comum? Propriedades como essas foram incluídas na atualização semestral da "lista suja" do trabalho escravo - cadastro de infratores mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que agrega empregadores que foram flagrados cometendo esse tipo de crime.
Os empregadores da "lista suja" não têm acesso a financiamentos públicos e são submetidos a restrições comerciais por parte das empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo. O nome de uma pessoa física ou jurídica só é incluído na relação depois de concluído o processo administrativo referente à fiscalização dos auditores do governo federal.
O juiz Marcelo Testa Baldochi, integrante do Poder Judiciário do Estado do Maranhão, aparece entre os 19 novos componentes da "lista suja". Envolvido em diversos casos polêmicos, Marcelo é dono da Fazenda Pôr do Sol, no município de Bom Jardim (MA). O grupo móvel do MTE fiscalizou a área isolada - que fica a cerca de 170 km do centro de Açailândia (MA) - em setembro de 2007 e encontrou 25 pessoas - um deles adolescente, com apenas 15 anos, que nunca freqüentara a escola - de condições análogas à escravidão.
Ninguém tinha carteira assinada, alguns tinham recebido apenas R$ 10,00 depois de três meses no chamado "roço de juquira" (limpeza do terreno para a formação do pasto); o grupo era mantido no local por meio de dívidas ilegais e normas trabalhistas básicas eram descumpridas. O juiz, que atuava na ocasião como titular da 2a Vara Criminal de Imperatriz (MA), cumpriu o pagamento de R$ 32 mil aos trabalhadores originários dos municípios de Alto Alegre do Maranhão (MA), Codó (MA) e Buriticupu (MA). Ele assinou também um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público do Trabalho (MPT) para a melhoria das condições na Fazenda Pôr do Sol.
Entradas e Saídas da "Lista Suja" do Trabalho Escravo
::::::::: Entraram em 29/12/2008 :::::::
Antônio José Assis Braide - Faz. Santa Rosa, Santa Luzia (MA)
Arilson Alves da Silva - Faz. Boa Esperança (Sto. Antônio), Arapoema (TO)
Benedito Neto de Faria - Faz. Sta. Teresa, São Félix do Xingu (PA)
Daniel de Paiva Abreu - Faz. Sta. Terezinha, Santa Terezinha (MT)
Ecofértil Agropecuária Ltda. - Faz. Ecofértil, Aracati (CE)
Eduardo Dall Magro- Faz. Cosmos, Ribeiro Gonçalves (PI)
Energética do Cerrado Açúcar e Álc. Ltda- Usina Itarumã, Itarumã (GO)
Fatisul Ind. e Com. de Óleos Vegetais Ltda- Faz. Fatisul - Dourados (MS)
Gilson Rocha de M. de Barreiras- Faz. Reunidas, Sta. R. de Cássia (BA)
Isaac Aguiar- Faz. Colônia, Ulianópolis (PA)
José Rodrigues dos Santos - Faz. Ilha/Veneza, Capinzal do Norte (MA)
Marcelo Testa Baldochi - Faz. Pôr do Sol, Bom Jardim (MA)
Marco Antônio Andrade Barbosa - Faz. Guanabara – Ananás (TO)
Odier Alves de Freitas - Faz. Caiçara III - Selvíria (MS)
Raimundo Nonato de Pinho Fº - Faz. São Carlos (Caçula) - Xambioá (TO)
Reflorestar Com. Atac. Prod. Flor. Ltda- Faz.Ouro Verde,Dois Irmãos(TO)
Romildo Contarini - Faz. Santa Luzia - Ipixuna do Pará (PA)
Sebastião C. Moreira Guimarães- Faz Sto Ant.da Laguna, Barro Alto (GO)
Valdir Bueno de Faria - Faz. Grandes Rios, Tijucas do Sul (PR)
:::::::: Saíram em 29/12/2008 ::::::::::
Alcides Rebeschini
Dione Pinho Mourão
Fazendas Reunidas Júlio Avelino S/A
Flávio Pinho de Almeida
Francisco Wagno de Souza
Geraldo Bernardino de Souza
Guilherme Palácio Bezerra
Jairo Carlos Borges
João José de Oliveira
Jorge Mutran Exportação e Importação Ltda.
Luiz Roberto da Silva
Márcio Peixoto Valadão
Maria dos Anjos Alchaar Costa
Modesto Pereira Prates
Oilon Jorge da Costa
Roberto do Carmo Trevisani (Bonifácio Francisco Ramão)
Roberto Gonçalves da Silva
Valdete Soares Castro de Oliveira
Wilson Duarte de Oliveira
O flagrante de escravidão nas terras de Marcelo Testa Baldochi gerou uma sindicância no Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ-MA) e uma denúncia ajuizada em março de 2008 pelo Ministério Público do Estado do Maranhão. Apesar de já ter sido colocado em pauta por diversas vezes, o plenário do Tribunal de Justiça ainda não se pronunciou sobre o processo envolvendo Marcelo. Ele está na berlinda, entre o afastamento ou vitaliciamento no cargo público. Durante as oitivas do processo, ele contestou o relatório do grupo móvel sobre a fiscalização na sua propriedade e chegou até a questionar a legitimidade de desembargadores que estão julgando o seu caso e mantêm filhos na magistratura. O corregedor-geral do TJ-MA, desembargador Jamil Gedeon, é o relator do caso de Marcelo.
Paralelamente, o Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do Maranhão (Sindjus-MA) apresentou um pedido de providências ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em que solicita o posicionamento da instância acerca das denúncias sobre a ligação do juiz Marcelo Testa Baldochi com a exploração de trabalho escravo. O pedido do Sindjus foi distribuído ao conselheiro Técio Lins e Silva. Primeiramente, Técio indeferiu o pedido alegando que não cabia ao CNJ tratar de atos praticados por magistrados na vida privada. O Sindjus recorreu da decisão e houve um acerto para que a questão fosse levada à sessão colegiada do CNJ em 13 de maio de 2008, data que marcou os 120 anos da abolição da escravatura no Brasil. O próprio Técio, contudo, pronunciou novamente contra e a análise do caso não se concretizou.
Diante disso, o Sindjus protocolou um mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o CNJ, órgão máximo de controle externo do Judiciário brasileiro, avalie o caso de Marcelo. "Esperamos que essa questão seja julgada em 2009", Aníbal Lins, presidente do Sindjus-MA. Segundo o dirigente, a entidade continuará se dedicando ao caso, especialmente em solidariedade aos movimentos sociais do campo que denunciam a exploração do trabalho escravo contemporâneo.
A conduta do juiz deve entrar na pauta do CNJ por um outro motivo. O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o conselho, o Ministério Público e a Corregedoria Eleitoral investiguem a postura de Marcelo Testa Baldochi à frente da comarca de Pastos Bons (MA), com jurisdição sobre Benedito Leite (MA). Marcelo cancelou 400 títulos eleitorais e impugnou três registros de candidaturas a vereador que concorriam nas últimas eleições municipais em Benedito Leite (MA), descumprindo decisão do TSE. Acabou afastado do cargo e substituído pelo juiz Silvio Suzart dos Santos.
Para completar, o juiz Marcelo ainda emitiu outra decisão polêmica como substituto na Comarca de Senador La Rocque (MA). Ele determinou a mudança de instância de trâmite do processo em que o fazendeiro Miguel de Souza Rezende, um dos campeões na reincidência, é réu em mais um crime de escravidão. A promotora de Justiça Raquel Chaves Duarte Sales teme que a decisão do substituto cause "tumulto e prejuízo processual porque Miguel de Souza Rezende tem 76 anos de idade e há risco de que o crime prescreva" (nas próximas semanas, a Repórter Brasil publicará matéria sobre mais este caso envolvendo o juiz Marcelo Testa Baldochi). Um "detalhe" curioso: o advogado que defende Miguel é o mesmo que Marcelo escolheu para auxiliá-lo da acusação de trabalho escravo.
Divisão por atividade dos 19 infratores incluídos na "lista suja"
1. Gado bovino.................11 (57,9%)
2. Carvão vegetal...............3 (15,7%)
3. Soja..............................2 (10,5%)
Frutas...........................2 (10,5%)
4. Cana-de-açúcar..............1(5,2%)
Etanol e pecuária
A Energética do Cerrado Açúcar e Álcool Ltda., principal responsável pela Usina Itarumã, em Itarumã (GO), foi o agente empregador incluído na "lista suja" do trabalho escravo com o maior número de libertados: 77 pessoas, vindas do Maranhão. Em abril de 2007, fiscais do MTE identificaram o problema no novo empreendimento sucroalcooleiro, a 56 km do centro de Itarumã e aproximadamente a 360 km da capital Goiânia.
A Usina Itarumã, que conta com incentivos fiscais do governo estadual, ainda está em fase de instalação e deve operar a todo vapor na produção de etanol a partir do início de 2010. A Petrobras e a japonesa Mitsui se associaram à majoritária Itarumã Participações, formada por produtores canavieiros de Ribeirão Preto (SP), para viabilizar o negócio de mais de US$ 220 milhões. De acordo com as projeções para 2014, as plantações de cana-de-açúcar da usina devem se estender por 32 mil hectares e a produção anual de etanol pode chegar até a 200 milhões de litros anuais. Recém-criada, a Petrobras Biocombustíveis manifestou a intenção de pretende participar de dezenas de outros Complexos Bioenergéticos (CBios), como o de Itarumã, na condição de "sócio minoritário relevante".
Se o único caso do setor sucrolacooleiro concentrou o maior número de libertados, a maioria absoluta (11 das 19 propriedades, ou seja, 57,9%) dos infratores incluídos na atualização da "lista suja" mantém atividade pecuária, principalmente nas bordas da Floresta Amazônica. Em janeiro de 2005, o grupo móvel de fiscalização libertou 64 trabalhadores da Fazenda Colônia, em Ulianópolis (PA), no sudeste do estado. O dono Isaac Aguiar fazia parte de um esquema montado com o "Hotel Peoneiro do Milton" (de Milton Maciel da Costa, também denunciado pelo Ministério Público Federal), em Paragominas (PA), que intermediava o comércio de escravos com fazendeiros da região, por meio da ação dos "gatos" (aliciadores).
O nome de Daniel de Paiva Abreu, dono da Fazenda Santa Terezinha - nas bordas Rodovia MT-431, no município de Santa Terezinha (MT), na região do Baixo Araguaia - também entrou para a "lista suja". O pecuarista foi flagrado por fiscais em fevereiro de 2006 explorando nove trabalhadores. Daniel assinou um TAC se comprometendo a pagar uma indenização de R$ 150 mil (convertidos na doação de uma ambulância e na construção de novas salas de aula para a escola do entorno da fazenda).
Entre os 46 trabalhadores submetidos à condição análoga à escravidão na Fazenda Santa Rosa, em Santa Luzia (MA), quatro eram adolescentes. Por causa da ação do grupo móvel em outubro de 2007, o fazendeiro Antônio José Assis Braide também entrou para o cadastro federal. Ao todo, o MTE lavrou 27 autos de infração na fazenda de Antônio. No local, não havia nenhuma condição de higiene e os empregados eram mantidos por meio de dívidas anotadas pelos "gatos". Por danos morais, o grupo recebeu R$ 120 mil e voltou para as suas cidades de origem.
Em dezembro de 2007, fiscais encontraram 48 trabalhadores dormindo no curral e escravizados nas Fazendas Ilha e Veneza, de José Rodrigues dos Santos, em Capinzal do Norte (MA). Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), materiais de higiene e gêneros alimentícios eram descontados dos "salários". Todos os dias, um dos empregados caminhava 12 km na ida e na volta até a sede da fazenda para pegar a comida dos outros.
Os pecuaristas Romildo Contarini, da Fazenda Santa Luzia, em Ipixuna do Pará (PA), e Benedito Neto Faria, da Fazenda Santa Teresa, em São Félix do Xingu, também entraram para "lista suja".
Divisão por UF dos 19 infratores incluídos na "lista suja"
1. Tocantins (TO)................4(21,0%)
2. Maranhão (MA)...............3(15,7%)
Pará (PA).......................3(15,7%)
3. Goiás (GO).....................2(10,5%)
Mato Grosso do Sul (MS)..2(10,5%)
4. Bahia (BA)......................1(5,2%)
Ceará (CE).....................1(5,2%)
Mato Grosso (MT)............1(5,2%)
Paraná (PR)....................1(5,2%)
Piauí (PI)........................1(5,2%)
Tocantins, carvão e soja
O estado com maior número de inclusões na atualização semestral da "lista suja" foi o Tocantins, com quatro fazendas. Em março de 2007, a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de Tocantins (SRTE-TO) fez uma grande operação em três áreas: da Fazenda Guanabara, em Ananás (TO), pertencente a Marco Antônio Barbosa, foram libertados oito trabalhadores; da Fazenda São Carlos (ou Caçula), em Xambioá (TO), de Raimundo Nonato de Pinho Filho, foram libertados sete trabalhadores; e da Fazenda Santo Antônio (ou Boa Esperança), em Arapoema (TO), de Arilson Alves da Silva, foram libertados cinco trabalhadores.
As duas primeiras são áreas de pecuária, mas na última os escravizados cultivavam abacaxi. Um outro caso de cultivo de frutas, no Ceará, também foi incluído na "lista suja". Nas plantações de melão da Ecofértil Agropecuária Ltda., em Aracati (CE), em setembro de 2007, quatro trabalhadores foram resgatados de alojamentos degradantes. O responsável pela empresa negou as acusações e alegou que pagava os funcionários em dia. O melão produzido pela Ecofértil é repassado para empresas maiores que exportam a fruta.
O quarto empregador do Tocantins incluído na "lista suja" foi a empresa Reflorestar Comércio Atacadista de Produtos Florestais Ltda., de Dois Irmãos (TO). Um conjunto de 21 pessoas foi libertado de condições análogas à de escravos da produção de carvão vegetal na Fazenda Ouro Verde. Outros dois produtores de carvão vegetal também entraram para o cadastro do MTE: Gilson Rocha de Mello de Barreiras, das Fazendas Reunidas Lagoa da Betania (Carvoaria), em Santa Rita de Cássia (BA); e Odier de Alves de Freitas, da Fazenda Caiçara III, em Selvíria (MS).
Dois produtores de soja também entraram para a "lista suja". Da Fazenda Fatisul, em Dourados (MS), da Fatisul Indústria e Comércio de Óleos Vegetais Ltda. - ligada a outras grandes empresas do setor como Unilever e Bunge -, foram libertadas nove pessoas. Depois do flagrante, a Fatisul e os donos da Fazenda Cedro - onde brasileiros e paraguaios eram explorados no cultivo de eucalipto - assinaram um TAC com o compromisso de melhorar as condições trabalhistas e de providenciar a instalação de placas de trânsito de alerta sobre os riscos do aliciamento para o tráfico de pessoas, contra o trabalho forçado e contra o trabalho infantil. As placas foram instaladas na Rodovia BR-463, que liga Dourados (MS) a Ponta Porã (MS).
A outra área de soja em que a exploração de mão-de-obra escrava foi constatada fica no Piauí. Um grupo de 21 trabalhadores foi libertado da Fazenda Cosmos, em Ribeiro Gonçalves (PI), em julho de 2004. A área pertence a Eduardo Dall Magro. Submetidos à servidão por dívida, os escravizados arrancavam raízes e catavam troncos do solo. O "gato" da fazenda aliciara pessoas nos municípios de São Gonçalo do Gurguéia (PI), Santa Filomena (PI) e Monte Alegre (PI). Dos R$ 60 que o "gato" recebia por cada hectare limpo, apenas R$ 17 chegava aos trabalhadores, que ainda tinham produtos básicos (como ferramentas de trabalho e alimentos) descontados pelos empregadores.
Curiosidades e exclusões
Sebastião Cabral Moreira Guimarães, dono da Fazenda Santo Antônio da Laguna, em Barro Alto (GO), também entrou para a "lista suja" em função de uma operação ocorrida em março de 2007, quando 18 trabalhadores foram libertados de sua fazenda. Ocorre que a mesma área, com mais de 2 mil hectares, foi desapropriada por decreto presidencial de 6 de setembro de 2004 por ser um território tradicional remanescente de quilombo.
De todos os novos relacionados, Valdir Bueno de Faria se destaca por criar gados da raça charolês (que chegam a custar até R$ 50 mil a cabeça) na Fazenda Grandes Rios, em Tijucas do Sul (PR). Flagrado por fiscalização em meados de 2007, Valdir foi um dos três maiores contribuintes do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) em 1998, segundo levantamento publicado pela Época. Ele ficou atrás apenas do empresário e dono de emissora de televisão, Silvio Santos, e de Aloysio de Andrade Faria, antigo dono do Banco Real.
Outros 19 produtores deixaram a "lista suja" depois de cumprir dois anos na relação e honrar todas as multas e indenizações relativas aos flagrantes de escravidão: Alcides Rebeschini, Dione Pinho Mourão, Fazendas Reunidas Júlio Avelino S/A, Flávio Pinho de Almeida, Francisco Wagno de Souza, Geraldo Bernardino de Souza, Guilherme Palácio Bezerra, Jairo Carlos Borges, João José de Oliveira, Jorge Mutran Exportação e Importação Ltda. (da Fazenda Cabaceiras), Luiz Roberto da Silva, Márcio Peixoto Valadão, Maria dos Anjos Alchaar Costa, Modesto Pereira Prates, Oilon Jorge da Costa, Roberto do Carmo Trevisani (Bonifácio Francisco Ramão), Roberto Gonçalves da Silva, Valdete Soares Castro de Oliveira e Wilson Duarte de Oliveira.
Por Maurício Hashizume
sábado, 20 de dezembro de 2008
Deputado pedófilo do DEM é suplente da CPI de pedofilia em Belém
O senador Magno Malta (PR-ES), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, vai ao Pará ouvir o depoimento de uma menina de 13 anos que acusa o deputado estadual Luiz Afonso Sefer (DEM) de abuso sexual durante o período em que viveu e trabalhou na casa dele, de 9 aos 12 anos. "Irei a Belém porque um dos promotores que trabalha conosco na CPI fez alguns contatos, mas as autoridades paraenses foram muito resistentes em fornecer informações sobre o caso", disse Malta.
Além da criança, que foi retirada da casa de Luiz Afonso Sefer deputado do (DEM) por ordem do juiz da Infância e Juventude, José Maria Teixeira do Rosário, o senador também pretende ouvir o deputado. A delegada que investiga o caso será intimada por ofício da CPI a remeter para Brasília tudo que já foi apurado. As notícias que chegam a Brasília sobre o caso do Pará, segundo o senador, são preocupantes e exigem providências. Malta nomeou dois procuradores, que atuam na assessoria da Comissão, para acompanhar a investigação feita em Belém.
Luiz Afonso Sefer (DEM) disse em pronunciamento na segunda-feira estar sendo vítima de "linchamento" por setores da imprensa paraense. Ele negou também que estivesse sendo investigado por abuso sexual, mas, na terça-feira, o Ministério Público divulgou nota confirmando a acusação feita pela criança.
O deputado é medico e dono de uma clínica em Belém, além de recentemente ter sido contratado pelo governo paraense para administrar o hospital público de Redenção, no sudeste do Estado.
Deputado pedófilo na CPI
O deputado Luiz Afonso Sefer (DEM)também integra, como suplente, uma CPI instalada pela Assembléia Legislativa de Belém para apurar casos de pedofilia na região do Marajó.
Sefer tem a solidariedade do deputado José Megale, que diz falar em nome da bancada do PSDB. 'Estou convencido da sua inocência, porque o conheço e a sua família'. João Salame (PPS), disse que não acredita que o deputado seja pedófilo, isso é coisa de jornalismo abjeto, disse Salame.
Por: Helena™
Além da criança, que foi retirada da casa de Luiz Afonso Sefer deputado do (DEM) por ordem do juiz da Infância e Juventude, José Maria Teixeira do Rosário, o senador também pretende ouvir o deputado. A delegada que investiga o caso será intimada por ofício da CPI a remeter para Brasília tudo que já foi apurado. As notícias que chegam a Brasília sobre o caso do Pará, segundo o senador, são preocupantes e exigem providências. Malta nomeou dois procuradores, que atuam na assessoria da Comissão, para acompanhar a investigação feita em Belém.
Luiz Afonso Sefer (DEM) disse em pronunciamento na segunda-feira estar sendo vítima de "linchamento" por setores da imprensa paraense. Ele negou também que estivesse sendo investigado por abuso sexual, mas, na terça-feira, o Ministério Público divulgou nota confirmando a acusação feita pela criança.
O deputado é medico e dono de uma clínica em Belém, além de recentemente ter sido contratado pelo governo paraense para administrar o hospital público de Redenção, no sudeste do Estado.
Deputado pedófilo na CPI
O deputado Luiz Afonso Sefer (DEM)também integra, como suplente, uma CPI instalada pela Assembléia Legislativa de Belém para apurar casos de pedofilia na região do Marajó.
Sefer tem a solidariedade do deputado José Megale, que diz falar em nome da bancada do PSDB. 'Estou convencido da sua inocência, porque o conheço e a sua família'. João Salame (PPS), disse que não acredita que o deputado seja pedófilo, isso é coisa de jornalismo abjeto, disse Salame.
Por: Helena™
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Garibaldi quer reeleição e rebate decisão do PT
O presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), confirmou neste domingo que está decidido a apresentar seu nome à bancada para disputar a reeleição ao cargo, no biênio 2009-2010. A reunião do PMDB está marcada para quarta-feira (17). Ele está lastreado por um parecer do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Francisco Rezek, pelo qual a reeleição não significaria nesse caso recondução, uma vez que o atual presidente assumiu um mandato tampão, sem ter passado pelas sessões preparatórias da disputa.
Quanto à decisão do PT de questionar a legalidade da candidatura, como informou a líder Ideli Salvatti (SC), o presidente do Senado disse que tal medida só poderia ser tomada após a eleição em fevereiro, caso seja eleito. "A legalidade, segundo estou informado, só pode ser questionada depois da eleição", disse Garibaldi. Ele acrescentou que, nesse caso, o questionamento seria remetido à Mesa Diretora após homologada a decisão tomada pelo plenário. "Não pode haver impugnação de candidatura antes da eleição", afirmou Garibaldi.
O senador considerou a polêmica política sobre a sua atitude um fato normal. "Quanto a isso não tem problema, vamos discutir depois e, mesmo assim, se eu for eleito".
Garibaldi Alves Filho disse que ainda não conversou sobre sua pretensão com os senadores do Democratas (DEM) e do PSDB, que aguardam apenas uma definição por parte do PMDB para posicionar-se sobre a sucessão no Senado. O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), já disse que o partido vai acompanhar "a tradição da Casa" e apoiar o candidato apresentado pela maior bancada, no caso, o PMDB.
Críticas - A líder do PT, a senadora Ideli Salvatti (SC), não poupou críticas à forma como o atual presidente se conduziu no comando do Senado. "Ele já criou uma crise institucional, já afrontou a legalidade e não vamos admitir mais uma". Para ela, se os peemedebistas insistirem numa eventual recondução de Garibaldi Alves a situação será decidida no voto o que, pessoalmente, ela não acredita que ocorra.
Segundo a senadora, a intenção manifestada por Garibaldi Alves Filho de concorrer a um novo mandato já teria sido questionada internamente no PMDB, pelo senador Jarbas Vasconcelos (PE). Para Ideli, "esse novo movimento" dos peemedebistas é um sinal claro de que o partido não tem candidato para concorrer à presidência do Senado.
Já o líder do PMDB Valdir Raupp (RO) confirmou a intenção do presidente do Senado de pôr seu nome à disposição da bancada para concorrer a um novo mandato. "Esse é um fato novo, que não vai trazer problemas para a bancada", ressaltou. Raupp disse que o nome de Garibaldi "passa tranqüilo" entre os 19 senadores peemedebistas.
De acordo com o líder, Garibaldi relatou que teria conversado com o senador José Sarney (PMDB-AP) sobre o assunto. Sarney, por sua vez, teria falado ao presidente do Senado que estava "recebendo pressões" para se candidatar, mas que ainda não havia decidido se apresentaria ou não seu nome como alternativa para a presidência do Senado no biênio 2009-2010.
Por Carlos Honorato
Quanto à decisão do PT de questionar a legalidade da candidatura, como informou a líder Ideli Salvatti (SC), o presidente do Senado disse que tal medida só poderia ser tomada após a eleição em fevereiro, caso seja eleito. "A legalidade, segundo estou informado, só pode ser questionada depois da eleição", disse Garibaldi. Ele acrescentou que, nesse caso, o questionamento seria remetido à Mesa Diretora após homologada a decisão tomada pelo plenário. "Não pode haver impugnação de candidatura antes da eleição", afirmou Garibaldi.
O senador considerou a polêmica política sobre a sua atitude um fato normal. "Quanto a isso não tem problema, vamos discutir depois e, mesmo assim, se eu for eleito".
Garibaldi Alves Filho disse que ainda não conversou sobre sua pretensão com os senadores do Democratas (DEM) e do PSDB, que aguardam apenas uma definição por parte do PMDB para posicionar-se sobre a sucessão no Senado. O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), já disse que o partido vai acompanhar "a tradição da Casa" e apoiar o candidato apresentado pela maior bancada, no caso, o PMDB.
Críticas - A líder do PT, a senadora Ideli Salvatti (SC), não poupou críticas à forma como o atual presidente se conduziu no comando do Senado. "Ele já criou uma crise institucional, já afrontou a legalidade e não vamos admitir mais uma". Para ela, se os peemedebistas insistirem numa eventual recondução de Garibaldi Alves a situação será decidida no voto o que, pessoalmente, ela não acredita que ocorra.
Segundo a senadora, a intenção manifestada por Garibaldi Alves Filho de concorrer a um novo mandato já teria sido questionada internamente no PMDB, pelo senador Jarbas Vasconcelos (PE). Para Ideli, "esse novo movimento" dos peemedebistas é um sinal claro de que o partido não tem candidato para concorrer à presidência do Senado.
Já o líder do PMDB Valdir Raupp (RO) confirmou a intenção do presidente do Senado de pôr seu nome à disposição da bancada para concorrer a um novo mandato. "Esse é um fato novo, que não vai trazer problemas para a bancada", ressaltou. Raupp disse que o nome de Garibaldi "passa tranqüilo" entre os 19 senadores peemedebistas.
De acordo com o líder, Garibaldi relatou que teria conversado com o senador José Sarney (PMDB-AP) sobre o assunto. Sarney, por sua vez, teria falado ao presidente do Senado que estava "recebendo pressões" para se candidatar, mas que ainda não havia decidido se apresentaria ou não seu nome como alternativa para a presidência do Senado no biênio 2009-2010.
Por Carlos Honorato
domingo, 7 de dezembro de 2008
Funcionário de Gilmar Mendes era chegado da trupe de Dantas

Eu sei que você já sabe, mas nunca é demais lembrar.No meio da sentença do juiz Fausto de Sanctis consta uma informação inusitada e bastante incômoda para o presidente do STF, Gilmar Mendes. O funcionário de confiança do STF, nomeado pelo próprio Gilmar Mendes, Sérgio de Souza Cirillo, foi flagrado pelas escutas legais da PF em intensa troca de telefonemas com Hugo Chicaroni, entre os dias 4 de junho e 7 de julho, véspera da deflagração da Satiagraha.
Curiosamente, a função de Cirillo, lotado na Secretaria de Segurança do STF, era justamente evitar escutas nos telefones usados pelo presidente do STF. E foi uma suposta e misteriosa escuta telefônica no gabinete de Mendes que quase inviabilizou as investigações da PF contra a quadrilha de Dantas. Pego de calça curta, Gilmar Mendes tentou disfarçar e enviou uma representação à Procuradoria-Geral da República solicitando que sejam apuradas as ligações de seu ex-funcionário, exonerado no último dia 6 de outubro, com o grupo de Dantas.
Bem...Depois de tudo isso, Gilmar Mendes saiu com a conversa fiada, de que o juiz De Sanctis estaria colocando o STF sob suspeita.Quem põe o STF sob suspeita é o senhor Gilmar Mendes.Com sua obsessiva defesa da quadrilha de Dantas.Parece que esse senhor continua a ser o Advogado Geral da União do Governo FHC O que está nitidamente parecendo é que Gilmar Mendes esta ficando acuado, Acho que se forem a fundo nestas investigações, se é que a abin já não tem tudo registrado, vão descobrir a ligação de Gilmar com Daniel Dantas.
Por: Helena™
sábado, 22 de novembro de 2008
Coisa do Demo - Entulho autoritário é usado em ataque virtual a Dilma

A internet foi infestada nesta semana por e-mails trazendo a reprodução de uma ficha policial dos tempos já longínquos em que a atual chefe da Casa Civil da Presidência da República militava na resistência à ditadura militar; Dilma Rousseff era apontada como ''terrorista/assaltante de bancos''.
Trata-se de um verdadeiro samba do crioulo doido. A repressão política conseguia ignorar até o nome do marido de Dilma, pois, no item estado civil, colocou ''casada (Lobato?)''.
Davam-na como responsável por seis assaltos e o planejamento de um assassinato.
Imediatamente coloquei em circulação uma mensagem de repúdio ao uso de difamação e calúnia para prejudicar a provável candidatura de Dilma à Presidência da República (a qual, ressaltei, não tem minha simpatia nem terá meu voto, havendo, no entanto, ''princípios a defendermos, mais importantes do que as pessoas'').
Esclareci que, das sete ações armadas imputadas a Dilma na tal ficha, eu não tinha elementos suficientes para me pronunciar sobre três, mas as outras quatro, seguramente, nada tinham a ver com ela, pois foram executadas pela Vanguarda Popular Revolucionária, então atuante apenas em São Paulo, ao longo de 1968 e em janeiro/1969.
A mineira Dilma, por sua vez, militava na Política Operária (Polop) do seu estado, só se transferindo para o Rio de Janeiro após a promulgação do AI-5, em dezembro/1968. Foi quando aderiu à luta armada, nas fileiras do Comando de Libertação Nacional (Colina).
A VPR e o Colina eram, então, duas organizações totalmente distintas e que não mantinham nenhuma forma de parceria ou colaboração.
A aproximação entre ambas só se deu a partir de uma decisão que a VPR tomou, nesse sentido, no seu congresso de abril de 1969, realizado em Mongaguá (SP). Falo com total conhecimento de causa, pois fui um dos participantes.
Iniciaram-se, então, as conversações que desembocariam na fusão entre ambas, formando a Vanguarda Armada Revolucionária Palmares (VAR-Palmares), em julho de 1969.
E, por conta de Dilma Rousseff haver se tornado militante da VAR-Palmares em meados de 69, os órgãos de segurança da ditadura confundiram bisonhamente seu passado com o da VPR.
Impróprio, imoral e ilegal
Este é mais um exemplo da absoluta falta de confiabilidade das informações sobre as organizações e os militantes de esquerda constantes dos inquéritos policiais-militares da ditadura – as quais, hoje, continuam sendo utilizadas na propaganda enganosa da extrema-direita, servindo para a elaboração dos textos panfletários disponibilizados nos seus sites e espalhados por correntes de e-mails.
O pior é que até historiadores bebem nessa fonte espúria, como ficou evidenciado quando Elio Gaspari andou lançando acusações contra inocentes, baseado tão-somente no que retirou dos nauseabundos IPMs.
Naquela ocasião, aproveitei para esclarecer o porquê da existência de tanta imprecisão nas versões da ditadura a nosso respeito:
''O que são os IPMs do regime militar, do ponto-de-vista jurídico? Nada. Uma ignomínia que pertence à lata de lixo da História, já que tudo neles contido tem origem viciada: foram informações arrancadas mediante torturas as mais brutais, que várias vezes causaram a morte dos supliciados, como no caso de Vladimir Herzog.
''E era muito comum os torturados simplesmente admitirem o que os torturadores pensavam ser verdade, ganhando, assim, uma pausa para respirar. Então, ao ler a versão dos algozes, eu sempre noto que, em cada ação da Resistência, são relacionados muito mais autores do que os necessários para tal operação.
''Para alguém que estava pendurado num pau-de-arara, recebendo choques insuportáveis, é desculpável que respondesse 'sim' quando os carrascos perguntavam se fulano ou sicrano participara de determinado assalto a banco. Fazíamos o humanamente possível para evitar a prisão e/ou morte dos companheiros, mas não estávamos nem aí para o enquadramento penal nos julgamentos de cartas marcadas da ditadura.
''O Projeto Orvil, o chamado 'livro negro da repressão' (síntese do acervo ensangüentado dos IPMs), cita-me como um dos três juízes no julgamento de um militante caído em desgraça com a VPR; no entanto, além de não haver jamais julgado companheiro nenhum, nem mesmo tomei conhecimento da convocação desse tribunal, se é que ele realmente existiu.
''Daí a impropriedade, a imoralidade e, até, a ilegalidade de se utilizar esse entulho autoritário como argumento contra quem quer que seja'' (leia mais).
E é mesmo impróprio, imoral e ilegal que a antiga ficha policial de Dilma esteja sendo enviada a Deus e todo mundo, juntamente com comentários os mais depreciativos: ''E essa peste é ministra do Lula! E quer ser presidente? Nós não merecemos! Acaba sendo indenizada pelos crimes cometidos''.
Está mais do que na hora de o Ministério Público Federal coibir a prática de outros crimes virtuais além da pedofilia e do estelionato.
Difamação, calúnia e exortações golpistas não podem ser tranqüilamente relevadas, principalmente quando provêm de cidadãos que se organizam para atuar sistematicamente junto à opinião pública, no melhor estilo de Goebbels.
Vítimas e carrascos
O episódio talvez faça a ficha cair também para o governo Lula, que, nas situações mais agudas, tem se colocado sempre ao lado dessas mesmas forças que agora desfecharam o ataque a Dilma Rousseff.
Só para refrescar a memória dos leitores, foram três casos com péssimo desfecho:
* quando o Alto Comando do Exército lançou uma nota insubordinando-se contra o ministro da Justiça (que lançara o livro Direito à Memória e à Verdade) e o próprio ministro da Defesa (que afirmara ser inaceitável qualquer protesto militar contra o esclarecimento de episódios históricos) e Lula mandou Tarso Genro e Nelson Jobim enfiarem a viola no saco, acatando a ordem unida;
* quando o ministro da Justiça convocou uma audiência pública para se discutir a punição dos antigos carrascos e Lula imediatamente impugnou qualquer iniciativa partida do Executivo no sentido de se revogar a anistia que os culpados por atrocidades concederam a si próprios em 1979, como habeas corpus preventivo;
* e quando a Advocacia Geral da União (AGU) emitiu parecer favorável ao ex-comandante do DOI-Codi/SP Carlos Alberto Brilhante Ustra, ao sustentar que os crimes cometidos num dos piores centros de tortura dos anos de chumbo já não podem mais ser punidos.
Agora, a AGU está prestes a emitir novo parecer, no qual definirá a posição do Governo Federal face a uma questão levantada pela Ordem dos Advogados do Brasil: “se houve ou não anistia dos agentes públicos responsáveis, entre outros crimes, pela prática de homicídio, desaparecimento forçado, abuso de autoridade, lesões corporais, estupro e atentado violento ao pudor contra opositores políticos ao regime militar''.
Caso a AGU venha a reiterar a posição de que a anistia de 1979 colocou uma pedra sobre o assunto, será o governo Lula quem estará negando, pela quarta vez, sua identificação com as vítimas (e, conseqüentemente, alinhando-se com os carrascos).
Nem Pedro foi tão longe: caiu em si após ter negado Cristo pela terceira vez.
Torçamos para que Lula, como Pedro, corrija seu rumo. O atual o levará a passar à história como alguém que se beneficiou da condição de vítima na sua escalada política e depois, por oportunismo ou pusilanimidade, compôs-se com os carrascos.
Por Celso Lungaretti, 58 anos, jornalista e escritor. Mantém os blogs O Rebate, em que publica textos destinados a público mais amplo; e Náufrago da Utopia, no qual comenta os últimos acontecimentos.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
MSJ - Movimento dos Sem "Justiça"

As práticas e exemplos que a “justiça” brasileira vem dando ao país causam mais problemas do que soluções. Muita dialética, muita liturgia, muita demora, muitos trejeitos aristocráticos, muita hipocrisia, muitas explicações e nada de justiça.
Essa “justiça” não passa de um faz de conta que só é para valer quando o acusado não é membro da elite parasita. Para que serve uma justiça e assim? Apenas para manter os privilégios dessa caricatura de elite? Ou não?
Só tem foro privilegiado quem tem mais estudo, quem está mais bem informado, com uma boa renda, com menos necessidades de roubar, mas que pratica 93% dos roubos do país. Agora, se um pobre, desempregado, com fome, rouba um pão... Essa "justiça" tem que ser para todos.
Meu velho companheiro Solda já dizia: Tantas vezes vai a água em pedra dura, até que um dia a casa caiu.
A pressão sobre a quadrilha do Daniel Dantas (Gilmar Mendes, Mainardi, Nelson Jobim e demais cúmplices) não está sendo fácil de agüentar. Vejo isso nas suas expressões.
O Mainardi já está com aquela cara de cachorro que fez pum da sinagoga. O biquinho de filho único do Gilmar está cada vez mais desconfiado de que se meteu numa baita confusão por excesso de soberba e ausência de inteligência. O Jobim ainda está atrás da moita e não a desocupa.
Há sintomas de medo, arrependimento e de falta de noites bem dormidas. Por que tanta preocupação em proibir algemas? Acho que estão garantindo uma divulgação de suas prisões com mais dignidade. Para eles próprios.
Boa noite!
Do Sr.Com
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Soldado no Front - Medo da Mídia

Finalmente a mídia conseguiu me intimidar. Não tive medo quando ela pôs em risco as vidas de milhões de paspalhos ao fazê-los marcharem aos postos de saúde para se vacinarem contra a febre amarela sem necessidade, só para desgastar o governo Lula. Pode-se esperar tudo de quem joga um país inteiro numa ditadura de vinte anos.
Mas a última crise fabricada pela mídia, sob encomenda da oposição, arrepiou-me os cabelos da nuca. Desta vez, a direita midiática está pondo em risco a única coisa que realmente respeita, ou seja, o vil metal.
Primeiro, há que entendermos qual é o poder da mídia, e esse poder é o de gerar comoção social. O alarde pode funcionar contra inimigos ou a favor de amigos; induzir ou inibir comportamentos e decisões; defender ou detratar políticas públicas.
Sinto medo. A mídia conseguiu abalar a economia ao inibir os agentes econômicos. Fez consumidores deixarem de consumir, bancos terem medo de emprestar... Em suma: trouxe a crise para dentro do país aproveitando-se de efeitos da escassez internacional de crédito, que poderia ter sido contornada pelas medidas do governo que liberaram dinheiro do compulsório dos bancos para irrigar a economia.
Vejam o caso das montadoras de automóveis. Há algumas semanas, antes da quebra do banco americano Lehman Brothers, havia espera de meses para se comprar alguns modelos de veículos. Agora, as montadoras estão concedendo férias coletivas. E por que? Porque os consumidores, assustados pelo noticiário, adiaram ou recuaram em suas decisões de compra de automóveis.
Os bancos, por sua vez, não usam o dinheiro do compulsório que o governo liberou. Não porque estão com problemas, mas porque estão com medo. Não estou especulando. Isso foi amplamente noticiado. É um fato.
O governo colaborou com a mídia porque também ficou com medo. É incrível como Lula hesita em usar a prerrogativa que tem de falar à nação por meio de rede nacional de rádio e tevê.
Sim, o presidente declarou que as pessoas não deveriam parar de consumir, mas isso foi dito informalmente, de maneira que a recomendação não teve peso. Ele deveria ir à tevê insistir que, ao pararem de consumir normalmente, as pessoas estão dando um tiro no pé, pois essa atitude diminui drasticamente o consumo e se as empresas não vendem, daqui a pouco começam a demitir.
A crise internacional é, basicamente, uma crise nos países ricos, uma crise de bancos quebrados que paralisou a irrigação de crédito naquelas economias. No Brasil, meros boatos sobre pequenos bancos que teriam problemas paralisaram o sistema financeiro.
Insisto na tese da profecia auto-realizável, uma teoria antiga, surrada, que qualquer um que entenda o mínimo de economia conhece. Um banco é sólido. De repente, começam boatos de que esse banco vai quebrar e os correntistas correm para sacar seu dinheiro de lá e o banco sólido acaba quebrando mesmo.
A mídia usou o caso da especulação com apostas de algumas empresas na queda da cotação do dólar e cunhou um “logotipo” para sua nova aposta, como tantos outros que criou, tais como “mensalão”, “volta da inflação”, “epidemia de febre amarela”, “dossiê”, “Estado policial” etc. Agora, fala de “subprime brasileiro”, soltando o boato de que as apostas na cotação do dólar generalizaram-se.
Não se tem um único dado concreto que prove esse boato. O tamanho do problema – se é que passa de casos isolados – é absolutamente imponderável, mas a boataria bastou para inibir a economia.
Além da crise concreta, real – que, por si só, já bastaria –, Lula ainda tem que lutar contra o alarmismo midiático. É enorme a diferença da era FHC, quando alguns países periféricos com economias desarranjadas e mergulhadas no populismo cambial, como era o nosso, sofriam por seus próprios erros, erros que eram ocultados pela mídia, que, por seu turno, vendia que tudo andava às mil maravilhas.
Quando a bomba estourava, naquele tempo, pegava todo mundo de surpresa...
Ainda precisaremos de semanas, talvez até de meses até que os agentes econômicos percebam que estaremos criando nossa própria crise se não voltarmos a trabalhar.
Mas é aquela velha história da profecia auto-realizável: se Lula não encontrar uma forma de inibir o alarmismo midiático, se continuar fazendo o jogo do inimigo, perder a eleição de 2010 será o menor dos seus problemas.
Alguns dirão que até a mídia perderá com a crise. Porém, ela conta com a volta de seus políticos ao poder, ou seja, de Serra. Acredita que ele a recompensará regiamente. Com o meu, com o seu, com o nosso suado dinheirinho, claro.
É uma aposta alta? Naturalmente. Entretanto, a ousadia que falta a Lula sobra à direita golpista. É por isso que estou com medo da mídia, devido ao medo irracional que tem o único que poderia enfrentá-la e impedi-la de sabotar o país. Fica cada vez mais difícil negar o bordão de Paulo Henrique Amorim, de que Lula é o “presidente que tem medo”.
Por Eduardo Guimarães
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
DEM na quadrilha do Daniel Dantas

Eu avisei vocês. A Folha estava esperando passar o segundo turno da eleição para tirar da gaveta as matérias contra o DEM, não foi?. Está na Folha de hoje a ligação de Daniel Dantas, Orestes Quércia, que deu a vice para Kassab e o DEM.
Os diálogos captados pela Polícia Federal entre Carlos Rodenburg(braço direito de Daniel Dantas) e sua rede de contatos políticos mostram que, no começo de maio, o homem de confiança de Daniel Dantas organizou um leilão de gado para o qual convidou toda a bancada ruralista no Congresso Nacional. Captadas pela PF durante a Operação Satiagraha, com autorização da Justiça, as conversas apontam que o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e o ex-governador Orestes Quércia (PMDB) também estavam entre a lista dos convidados:
Quércia: "Carlinhos!"
Rodenburg: "Ô meu governador!"
Rodenburg: "Queria só te lembrar do nosso leilão aqui no dia 1º".
Quércia: "Carlinhos, eu acho que não vou poder ir lá. Eu tava até programado de ir (...), mas aí deu um probleminha aqui (...). Mas vou ver se consigo contornar aqui, viu? (...) Eu tenho, inclusive, uma venda minha. Tenho até obrigação de ir".
Rodenburg: "Não, não tem obrigação nenhuma. Mas Quércia, deixa eu te falar. Eu tenho um outro assunto para te perguntar, daquela pessoa que eu te falei, para tomar um conselho".
Quércia: "(...) Nós podemos fazer o seguinte: chegando lá (...), a gente sai e conversa um pouquinho.
(...)
Rodenburg: "Então quarta-feira você me chama no telefone, quando você chegar, de repente eu te pego no aeroporto e a gente vai junto".
Rodenburg também combinou de buscar Heráclito para o leilão:
Heráclito: "Onde estás?"
Rodenburg: "Ainda estou solto!"
Heráclito: "Que milagre!".
(...)
Heráclito: "Carlinhos, estou indo para aí agora".
Rodenburg: "Que horas que você chega?"
Heráclito: "Três, três e pouquinho"
Rodenburg: "Então eu te pego lá e a gente vem para a fazenda direto".
Heráclito: "Não, não. Eu vou ficar com Mariana, a gente tem um hotel reservado".
Rodenburg: "Não vai ficar em hotel, tem uma casa boa aqui".
Rodenburg chegou a tratar da estadia da bancada ruralista em sua fazenda com Lupion e Bornhausen:
Bornhausen: "Você convidou a senadora [Kátia Abreu, DEM-TO], né?"
Rodenburg: "Falei, eu te liguei até. O problema é o seguinte: eu estava preocupado com a programação de Uberaba, que [inaudível] já tinha me dito que vocês iam por Uberaba. Então eu disse: bom, vou convidar para ficar lá em casa, porque pelo menos dá outro rumo, né?"
Pelas conversas captadas pela PF, parecia estar tudo acertado para a hospedagem dos congressistas durante o leilão.
"Eu falei com o Jonas também, vê quem é que vocês precisam que fique na minha fazenda de Uberaba. Até o dia 3, eu tô com a casa lotada, porque vêm o Ronaldo Caiado, o Lupion, o Ônyx Lorenzoni, os deputados da bancada ruralista, mais a senadora Kátia Abreu", disse Rodenburg à secretária do fazendeiro Jonas Barcelos. Entre os citados nos diálogos captados, somente o deputado federal Abelardo Lupion confirmou ter passado uns dias na propriedade do empresário.
De um lado, as conversas revelam uma relação de amizade de Carlos Rodenburg, homem de confiança de Daniel Dantas, com o ex-senador e ex-presidente do DEM Jorge Bornhausen, o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia (PMDB), o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) e integrantes da bancada ruralista no Congresso Nacional, como o deputado federal Abelardo Lupion (DEM-PR).
A Folha teve acesso ao áudio dos grampos, realizados com autorização judicial pela Polícia Federal. Nas conversas, Bornhausen, Quércia e Heráclito se referem a Rodenburg como "Carlinhos". Com freqüência, Rodenburg coloca à disposição dos políticos carro e motorista para buscá-los em aeroportos e eventos sociais.
Três dias após a Folha ter revelado, em 26 de abril, a existência de uma investigação da PF sobre o Opportunity e seus sócios, Bornhausen procura Rodenburg para lhe oferecer ajuda. O sócio de Dantas comenta com o ex-senador que está com medo de ser preso.
Bornhausen: "Me disse o Rafa [...] que é uma ação absolutamente ilegal, né?".
Rodenburg: "Totalmente, totalmente [...]. É um negócio feio. A sensação é horrível, porque você não sabe o que está acontecendo. Aí acorda de manhã achando que tem carro de polícia".
Bornhausen: "Se você precisar de mim, me avise".
Por: Helena™
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Uma notícia que se encaixa à perfeição pró-Kassab
Não sei de onde partiu a denúncia, se do jornal ou da campanha do prefeito e candidato à reeleição pelo ex-PFL-DEM-PSDB, Gilberto Kassab. A Folha de S.Paulo não deixa claro, mas o fato é que dá margem a interpretações diversas numa noticia que publica hoje.
A pretexto de noticiar que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) teria dito que recebera e recusara uma oferta de Nicéa Camargo - ex-esposa do prefeito Celso Pitta - de documentos e/ou gravações sobre o período em que o prefeito Kassab foi secretário de planejamento na Prefeitura (1997/2000) o jornal passa a impressão de pretender atingir o PT, e por extensão, sua candidata e a campanha desta.
Com pretexto na declaração de Suplicy, o jornal fala de dólares de Angola, de Cuba, denúncias vazias e caluniosas surgidas na desmoralizada e ilegal CPI dos Bingos, e na VEJA que, todos sabemos, são uma piada.
O que interessa a Folha? Por que não investigar que gravações e/ou documentos são esses citados por Nicéa? Por que não foram remetidos para o Ministério Público? Por que não se dá publicidades a eles? Qual é o temor da Folha, por que ela diz que "Apreensivos, desde a semana passada integrantes da campanha de Kassab alimentam a versão de que Nicéa gravou depoimento em troca de ajuda financeira”?
A questão, leitor, é outra: ao publicar a matéria o jornal aplicou uma vacina pró-Kassab e de lambuja acusou o PT de ter feito uma gravação, em troca de dinheiro, com a ex-esposa do ex-prefeito.
Lógico, terminou acusando o PT pela negativa, um método bem típico do jornalismo que estamos vivendo, bem medíocre. Uma pegadinha bem covarde! Confirmem minha análise, vejam comigo minhas dúvidas, leiam a matéria da Folha com o titulo,” Suplicy diz que recebeu de Nicéa oferta de documento contra Kassab, mas recusou”.
Por ZD
A pretexto de noticiar que o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) teria dito que recebera e recusara uma oferta de Nicéa Camargo - ex-esposa do prefeito Celso Pitta - de documentos e/ou gravações sobre o período em que o prefeito Kassab foi secretário de planejamento na Prefeitura (1997/2000) o jornal passa a impressão de pretender atingir o PT, e por extensão, sua candidata e a campanha desta.
Com pretexto na declaração de Suplicy, o jornal fala de dólares de Angola, de Cuba, denúncias vazias e caluniosas surgidas na desmoralizada e ilegal CPI dos Bingos, e na VEJA que, todos sabemos, são uma piada.
O que interessa a Folha? Por que não investigar que gravações e/ou documentos são esses citados por Nicéa? Por que não foram remetidos para o Ministério Público? Por que não se dá publicidades a eles? Qual é o temor da Folha, por que ela diz que "Apreensivos, desde a semana passada integrantes da campanha de Kassab alimentam a versão de que Nicéa gravou depoimento em troca de ajuda financeira”?
A questão, leitor, é outra: ao publicar a matéria o jornal aplicou uma vacina pró-Kassab e de lambuja acusou o PT de ter feito uma gravação, em troca de dinheiro, com a ex-esposa do ex-prefeito.
Lógico, terminou acusando o PT pela negativa, um método bem típico do jornalismo que estamos vivendo, bem medíocre. Uma pegadinha bem covarde! Confirmem minha análise, vejam comigo minhas dúvidas, leiam a matéria da Folha com o titulo,” Suplicy diz que recebeu de Nicéa oferta de documento contra Kassab, mas recusou”.
Por ZD
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Opinião - Porque eu jamais irei votar em candidato do DEM
O passado do DEM(PFL), antiga UDR, crava no peito de todo cidadão brasileiro uma adaga sem nome, sem origem , sem sentido. As figuras que passaram e ainda permanecem no DEM(PFL) inequivocamente não permitem que se possa dizer que uma única pessoa que faça parte do quadro deste partido, pode ser desassociada da história, recente ou remota, deste partido que envergonha a raça humana, ao apoiar torturadores.Basta ver como HOJE um senador da republica, do DEM diz:
CAÇADOR DE TORTURADORES
Parte do tucanato e o petismo têm em comum a dedicação às tertúlias revolucionárias. Na semana passada, no Memorial da Resistência, em São Paulo, puseram todas as diferenças políticas de lado e se encontraram para mais uma celebração dos seus feitos históricos durante o regime militar. Desta feita, veja se tem cabimento, inauguraram um monumento em louvor aos 40 anos do 30º Congresso da UNE que não houve.
Uma ocasião e tanto para que ex-companheiros de armas se encontrassem para comemorar o quanto o País do futuro é generoso com o passado. Quem podia imaginar que aqueles bitolados e enlameados estudantes reunidos em Ibiúna em uma desastrada mobilização seriam agraciados não só com o poder como viriam a auferir lautas compensações por tê-lo perseguido? É tanto vantagismo proporcionado pelas “conquistas democráticas” que eles se auto-homenageiam solenemente.
O mais interessante é a capacidade que esse pessoal tem de criar marcos históricos e construir mártires para se manter em permanente estado de celebração e evidência. Vamos falar a verdade, o congresso da UNE em Ibiúna foi um erro estratégico do movimento estudantil, misto de infantilismo com provocação. Não há razão plausível para a destinação da simpatia governamental à iniciativa desastrosa.
A não ser que devamos considerar de relevância política o fato de Ibiúna ter colaborado com a precipitação do AI-5 ou lançado um bando de irresponsáveis à luta armada. Se o caminho for esse no próximo ano será erguido monumento a Carlos Marighela, o libertador, e comemorado o seqüestro do embaixador dos Estados Unidos como ponto de partida da queda do imperialismo ianque.
Outro absurdo é o reconhecimento de Leonel Brizola como anistiado político. É o cúmulo da falta de motivação. Brizola foi anistiado em 1979, soube com muita habilidade fazer o jogo democrático, tanto que criou o próprio partido político, governou o Rio de Janeiro duas vezes e quase chegou à Presidência da República. Trata-se de uma biografia pronta e acabada. Não é necessário reconhecer o que uma lei já o fez há quase 30 anos, especialmente porque as pensões, os monumentos e as solenidades saem do orçamento da União.
O que mais impressiona é o tom autocrático do secretário Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, ao se nomear caçador oficial de torturadores e, do alto das prerrogativas palacianas, assegurar que estes terão direito de defesa como se ele fosse proprietário do contraditório. É o mesmo que garantir ao enforcado o direito ao cadafalso. Vannuchi é o típico ex-preso político sectário agora convertido em democrata com o encargo governamental de realizar as grandes vinganças.
Demóstenes Torres é procurador de Justiça e senador (DEM-GO)
Não, realmente não nenhum só ser humano que me possa fazer votar em uma pessoa deste partido.
Por Justo
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Futuro tenebroso para São Paulo
Os propagandistas de Gilberto Kassab tentam esvaziar os debates sobre a sucessão paulistana, alimentando a histeria antipetista e evitando temas incômodos. Mas a possível reeleição do prefeito acarretará conseqüências gravíssimas, que precisam ser denunciadas enquanto alguma reviravolta ainda parece viável.Kassab é instrumento de um golpe eleitoral engendrado por José Serra. Em apenas dois anos, o governador apoderou-se de duas gigantescas máquinas administrativas, povoando-as de correligionários comprometidos com seu projeto presidencial. E esse delírio hegemônico, realizado com a truculência característica do personagem, tende a perpetuar-se para além de 2010.
Alguém ponderará que a manobra tem respaldo popular. Mentira: Serra está enganando os eleitores. Primeiro renunciou à Prefeitura, rompendo compromisso de campanha. Depois “permitiu” que seus protegidos tucanos trabalhassem para uma candidatura adversária. Agora, alia-se a inimigos históricos do próprio PSDB.
Cabe lembrar que o partido surgiu como repúdio à ascensão do quercismo, e desde sempre combateu os disparates malufistas. Seria inimaginável, por exemplo, ver Mário Covas ou Franco Montoro enlameados com Paulo Maluf, Celso Pitta e Orestes Quércia por simples conveniência eleitoral. A ressurreição desses entulhos políticos destrói a coerência programática e a identidade partidária que mal sobreviviam no PSDB.
Mas os neokassabistas não estão acostumados sequer à companhia do antigo PFL. Os militantes do PPS de Soninha Francine engasgam em malabarismos retóricos para explicar que o DEM, a Arena da ditadura, o PFL de ACM, transformou-se em direita ilustrada, dirigida por liberais honestos como Jorge Bornhausen e César Maia. O mesmo constrangimento leva à defesa da medíocre administração Kassab.
Aqueles que denunciaram a “ruína ética” do PT usam-na agora como justificativa para a própria desmoralização. Revitalizando a hipocrisia revanchista do movimento Cansei, querem substituir mensaleiros por reacionários usurpadores. Falso dilema. Não é necessário ser petista, aloprado ou barbudo para repelir os fantoches das hordas mais corruptas que já se locupletaram do erário paulista.
O voto anti-Marta pode ter hoje um agradável sabor de vingança contra o governo Lula e sua aprovação inédita. Mas, daqui a dois anos, o senador Quércia, a prefeita Alda e o governador Kassab darão a essa grande molecagem contornos muito sombrios.
Por Guilherme Scalzilli
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Retrocesso
Enquanto os partidos se organizam para o segundo turno, os quartéis se agitam, de olho em 2010, sonhando em ver um militar entre os candidatos a presidente da República. O general Augusto Heleno Ribeiro Teixeira, ex-comandante Militar da Amazônia, acaba de receber uma carta do sargento Abílio Teixeira, com um convite para se filiar ao Democratas e concorrer à sucessão do Presidente Lula. Por enquanto, Heleno apenas sorri quando trata do assunto. Ele ainda tem bastante tempo para pensar.Como vocês podem notar, o o PFL/DEM não se livrou do estigma de herdeiro da Arena e do PDS, partidos que apoiaram a ditadura militar
Com ACM Neto (DEM) fora da disputa em Salvador, o carlismo fazia ontem uma desanimadora avaliação de sua influência na política soteropolitana. A legenda elegeu apenas três vereadores, entre eles Paulo Magalhães Júnior (DEM), filho do deputado Paulo Magalhães e primo de ACM Neto. Reeleito, será o representante da família na Câmara Municipal. A maior preocupação dos carlistas agora é com 2010.
Se este ano já foi assim, a tendência é piorar se não houver nada que abale os novos baianos donos do poder, PT e PMDB, dizia ACminho
Por: Helena™
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
Traição ao socialismo foi causa de extinção da URSS

A afirmação foi feita por dois militantes comunistas norte-americanos ao jornal Avante!, do Partido Comunista Português, em entrevista publicada nesta quinta-feira (25), sobre o exaustivo estudo que os dois fizeram em um livro dedicado às causas da derrota do socialismo e à desagregação da URSS, malogro que significou uma perda incalculável para os trabalhadores e povos oprimidos de todo o mundo.
Leia a seguir a íntegra da entrevista.
Roger Keeran e Thomas Kenny são militantes comunistas norte-americanos. Roger é historiador com obra publicada e professor universitário. Thomas é economista. Amigos de longa data, lançaram-se juntos no estudo e aprofundamento das causas que levaram à derrota do socialismo e à desagregação da URSS, malogro que significou uma perda incalculável para os trabalhadores e povos oprimidos de todo o mundo. As reveladoras conclusões a que chegaram estão expostas no seu livro Socialismo Traído, recentemente publicado pelas Edições Avante!
Desde quando e porquê se interessaram pela investigação das causas da derrota do socialismo e do colapso da União Soviética?
Thomas Kenny – Tanto eu como o Roger considerámos os acontecimentos entre 1989 e 1991, o colapso do socialismo europeu, como um desastre titânico. Após 1991 pensámos que a história do socialismo suscitaria o interesse de muitos investigadores e que haveria uma avalanche de publicações sobre o assunto. Mas enganámo-nos, não houve nada, apenas silêncio. Apesar de este não ser o campo de trabalho de nenhum de nós, decidimos especializar-nos nesta área para fazer a investigação, lendo toda a literatura que encontrámos disponível. Trabalhámos durante quatro anos, entre 1991 e 2004, ano em que publicámos o livro nos Estados Unidos com as conclusões do estudo.
Mas o que nos levou realmente a tentar determinar as causas do colapso foi o fato de a teoria em que acreditamos não "autorizar" tal situação. O colapso do socialismo estava em contradição com tudo aquilo em que acreditávamos. Nunca pensámos que fosse possível destruir o socialismo, antes pelo contrário acreditávamos firmemente que o socialismo iria desenvolver-se e crescer continuamente.
O materialismo histórico estaria afinal errado?…
TK – Não. Estávamos certos de que, enquanto método, o materialismo histórico permanecia válido, mas interrogámo-nos por que é que nada se disse sobre isto? Precisámos de muitas leituras e mais de um ano e meio até começarmos a identificar algumas peças deste quebra-cabeças e nos darmos conta do peso da chamada "segunda economia" na União Soviética, fator que se revelou decisivo nas nossas conclusões.
Roger Keeran – Nós acreditávamos que o socialismo do século 21 precisava saber o que é que tinha acontecido ao socialismo do século 20. Depois da Revolução de Outubro, o acontecimento mais importante do século 20 foi, talvez, a destruição da União Soviética e do socialismo na Europa.
Existe a idéia de que a perestróika constituiu uma resposta a uma crise econômica, social, política, cultural, ideológica, moral e partidária, consequência de graves deformações ao ideal socialista, de distorções, erros e atrasos acumulados ao longo de muitos anos. Afirma-se que o "modelo" soviético de socialismo havia esgotado as suas potencialidades de desenvolvimento, tornando-se necessário proceder a reformas radicais. Querem comentar?
RK – É natural que perante um passo atrás tão tremendo as pessoas tendam a reagir com exagero na avaliação das suas causas. Não havia crise nenhuma na União Soviética, havia problemas, mas não uma crise…
Mas para a maioria das pessoas é uma evidência de que só uma profunda crise poderia provocar tal catástrofe...
RK – Acho que podemos sintetizar o nosso ponto de vista do seguinte modo: não foi a doença que matou o socialismo mas sim a cura. Ao contrário do que muitos pensam, não havia sinais de uma crise: não havia desemprego, inflação, manifestações, etc.
Mas isto não significa que não houvesse problemas. É claro que os havia, principalmente no plano econômico, muito deles agravados no período de Bréjnev, cuja liderança se caracterizou por uma passividade e falta de vontade para enfrentar os problemas. Neste sentido podemos dizer que houve uma espécie de "estagnação", apesar de não gostarmos desta palavra, já que significa ausência de crescimento, o que não corresponde à verdade.
Os problemas econômicos agravaram-se a partir de que altura?
TK – A taxa de crescimento da economia começou a abrandar a partir da época de Khruchov, passando de 10 a 15 por cento ao ano para cinco, quatro e três por cento. Houve uma clara desaceleração, mas continuou a observar-se um crescimento respeitável segundo os padrões capitalistas, o que permitiu elevar continuamente o nível de vida na União Soviética. Em 1985 o nível de vida tinha atingido o seu ponto máximo.
No plano das nacionalidades, não se observavam conflitos ou contradições nacionais relevantes entre os povos da União Soviética. Havia problemas, dificuldades, mas não uma crise.
No plano internacional, a URSS estava sob pressão do imperialismo norte-americano. A administração Reagan aumentou a pressão militar, econômica e diplomática. Também identificámos problemas no interior do partido que exigiam reformas. Mas a questão principal era outra.
"Só com Gorbatchov a direita triunfou"
Se, como afirmam, o socialismo não estava em crise, qual a origem das reformas destruidoras realizadas no final dos anos 80 na URSS?
TK - Ao longo da história da União Soviética digladiaram-se sempre duas tendências na política soviética: uma ala de direita, que defendia a incorporação de formas e idéias capitalistas, e uma ala de esquerda que apostava na luta de classes, num partido comunista forte e na defesa intransigente das posições da classe operária.
De resto, encontramos estas duas correntes mesmo antes da revolução de Outubro. Os mencheviques, por um lado, e os bolcheviques por outro. Mais tarde esta luta é polarizada por Bukhárin e Stálin, Khruchov e Mólotov, Bréjnev e Andrópov, Gorbatchov e Ligatchov. Toda a história da URSS pode ser vista à luz da luta entre estas duas correntes. No entanto, só com Gorbatchov a ala direita obteve um triunfo completo.
RK – Bréjnev, com a sua política de estabilidade de quadros e o seu receio de fazer ondas, deixou uma direção extremamente envelhecida e permitiu que se agravassem vários problemas na economia e na sociedade.
A carência de alguns produtos, sobretudo os de alta qualidade, o desenvolvimento da "segunda economia", a corrupção de dirigentes do partido, tudo isto desagradava às pessoas. Quando Gorbatchov prometeu resolver estes problemas, quase toda a gente concordou. Parecia que finalmente tinha aparecido alguém com vontade de mudar as coisas para melhor.
Todavia, alguns apontam como causas do colapso a degeneração do partido comunista, o fato de o trabalho coletivo ter sido substituído a dada altura por um pequeno círculo de dirigentes e mesmo por um só dirigente individualmente; a democracia partidária ter sido estrangulada por um sistema burocrático centralizado; a indesejável fusão e confusão entre as estruturas do partido e do Estado; o afastamento do partido das massas; o fracasso da democracia socialista que era apresentada como um tipo superior de democracia. De acordo com esta tese, o povo soviético foi despojado do poder político e isso foi fatal para o socialismo. Concordam?
TK - A visão de que a União Soviética sofria de um déficit democrático e de um excesso de centralização está muito espalhada entre socialistas reformistas, sociais-democratas, historiadores burgueses e mesmo entre alguns comunistas, mas, na nossa opinião, é uma visão errada e exagerada dos problemas da democracia soviética.
Apesar de alguns problemas, a democracia soviética tinha uma grande vitalidade. Cerca de 35 milhões de trabalhadores participavam diretamente no trabalho dos sovietes, que eram instituições de poder que tomavam decisões efectivas, 163 milhões de trabalhadores estavam sindicalizados, o partido tinha 18 milhões de militantes, a democracia tinha outras instituições como as seções de cartas do leitor em todos os jornais, as organizações de mulheres e de jovens.
É verdade que todas estas instituições tinham insuficiências, poderiam funcionar melhor e de forma mais efetiva, mas não é verdade que fossem instituições de fachada.
As pessoas que atacaram o nosso livro acreditam, na sua maioria, que a falta de democracia e o excesso de centralização foram as causas do colapso soviético. Curiosamente, este sempre foi o principal argumento da burguesia para difamar o regime soviético muito antes da chegada de Gorbatchov. Na nossa opinião é incorreto acusar a democracia soviética de ter levado ao colapso.
RK – Muitas dessas críticas radicam na concepção burguesa de democracia. Na verdade a União Soviética sempre foi acusada de não ter uma democracia burguesa, de não ter partidos concorrentes. Todavia, as formas de democracia socialista, sem serem perfeitas, eram sob muitos aspectos muito mais ricas do que a democracia burguesa.
Penso que o recente conflito na Geórgia nos fornece um exemplo a este respeito. Na antiga União Soviética, a Ossétia do Sul era um território autónomo onde as minorias étnicas tinham as suas escolas, língua, cultura.
Após a desagregação da URSS, a "democracia" georgiana aboliu o estatuto de autonomia dos ossetas, o que agravou as tensões e desembocou numa guerra na região.
TK – Houve razões históricas que determinaram que na URSS apenas houvesse um partido. Logo a seguir à revolução os restantes partidos combateram o poder soviético, os socialistas revolucionários abandonaram o governo e tudo isso levou a que apenas ficassem os bolcheviques.
A maioria dos países socialistas europeus tinha vários partidos, embora o papel dirigente do partido da classe operária fosse salvaguardado. A existência de um só partido acentuou a idéia de fusão entre o partido e o Estado, mas não vemos que isso possa ter constituído uma causa do colapso.
Mas as insuficiências da democracia soviética não terão impedido o povo de defender as conquistas revolucionárias, a URSS e o socialismo?
TK – Esse é o principal argumento dos que afirmam que havia um déficit democrático. Porque é que o povo não defendeu o socialismo? Perguntam dando como resposta a falta de democracia e o excesso de centralização.
Em primeiro lugar, não é verdade que não tenha havido resistência. Houve, basta lembrar que, no referendo de 1991, a maioria esmagadora dos soviéticos (75 por cento) votou a favor da manutenção da URSS.
Por outro lado, para percebermos porque é que essa resistência não foi suficientemente forte para derrotar a contra-revolução, temos de ter em conta o seguinte: Gorbatchov e Iákovlev, ao mesmo tempo que prometiam o aperfeiçoamento do socialismo, com mais liberdade e democracia, destruíram num curto espaço de tempo as instituições por meio das quais a base do partido e o povo podiam expressar a sua vontade.
A organização do partido foi desmantelada, os jornais e todos os meios de informação foram entregues a anticomunistas. De repente desapareceram os mecanismos e formas habituais de expressão democrática popular.
Regressando à economia, ficou-nos da perestróika a idéia de que o excesso de centralização, de planificação e de burocracia foram os causadores dos atrasos no desenvolvimento econômico. Alguns acrescentam que houve uma estatização exagerada da economia, que as diferentes formas de propriedade deveriam ter sido mantidas e que o papel do mercado foi claramente subestimado durante o processo de construção do socialismo. Qual é o vosso ponto de vista?
RK – Penso que temos de começar por fazer a seguinte observação que ninguém contesta: a propriedade social dos meios de produção na União Soviética permitiu os mais rápidos ritmos de crescimento industrial jamais registrados em qualquer época da história. Isso ocorreu nos anos 30, mas também a seguir à guerra até meados dos anos 50. Em quatro ou cinco anos, a União Soviética conseguiu recuperar da devastação provocada pela Segunda Guerra Mundial, que deixou em ruínas um terço das cidades e um terço das indústrias.
Por tudo isto, nunca pensámos que a propriedade estatal, a centralização e a planificação pudessem ter causado o colapso. Mas havia algumas questões que precisavam de ser explicadas.
Porque é que o crescimento começou a declinar nos anos 60 e 70. A economia continuava a crescer, mas qual era a razão da desaceleração? Os críticos da planificação centralizada viram aqui a demonstração das suas teses…
Talvez as enormes proporções atingidas pela economia colocassem verdadeiros problemas e dificultassem essa planificação?
RK – Sim, é certo que a expansão da economia tornou a planificação numa tarefa mais complexa. Todavia, a conclusão a que chegámos aponta em sentido contrário, ou seja, foi a erosão da planificação e o florescimento da "segunda economia" que colocaram entraves ao crescimento econômico na URSS.
Não foi portanto a subestimação do papel do mercado, mas antes as medidas tomadas para o seu alargamento que desviaram recursos da economia socialista?
TK - Todas as sociedades socialistas têm mercados. A própria União Soviética sempre teve um mercado para o consumo privado. No entanto, as reformas econômicas de Khruchov não só descentralizaram a planificação como introduziram alguns mecanismos de mercado na economia e formas de concorrência entre as empresas.
As reformas de Kossiguin [primeiro-ministro da URSS entre 1964 e 1980] traduziram-se em cada vez maiores concessões ao modo de pensar capitalista.
Dos cinco institutos mais importantes e influentes de economia política soviéticos, três estavam nas mãos de economistas pró-capitalistas do tipo de Aganbeguian, por exemplo.
Os principais setores da inteliguentsia, incluindo os economistas, exerciam importantes pressões sobre o governo. Este foi um processo que se desenvolveu ao longo de 20 anos, não aconteceu tudo de uma vez.
Para alguns a perestróika tinha boas intenções mas falhou. No vosso livro, afirmam que esta foi a grande oportunidade para as forças anti-socialistas avançarem. Qual foi a responsabilidade e que intenções reais teve Gorbatchov em todo este processo?
TK – Apesar das suas posições oportunistas, não pensamos que Gorbatchov tenha agido conscientemente logo de início para trair o socialismo e restaurar o capitalismo.
Ao contrário de Andrópov, que era profundo e um marxista-leninista genuíno, Gorbatchov era um brilhante ator, mas uma pessoa superficial, sem grande preparação teórica.
Quando se deslocou politicamente para a direita sob a influência de Iákovlev*, descobriu que o imperialismo o aprovava, que os elementos corrompidos do partido concordavam com ele, especialmente aqueles ligados à segunda economia que defendiam o setor privado, e aos poucos foi acelerando as reformas neste sentido.
A dado momento Gorbatchov tomou a decisão consciente de que não era mais um comunista, mas um social-democrata, não acreditava mais na planificação, na propriedade social dos meios de produção, no papel da classe operária, na democracia socialista, queria que a União Soviética se transformasse numa Suécia ou algo parecido.
O oportunismo, o abandono da luta foi um processo gradual que se tornou evidente em 1986. Alguns dirigentes do partido ofereceram determinada resistência, como foi o caso de Ligatchov*, mas mesmo este tinha fraquezas, embora fosse de longe melhor homem do que Gorbatchov. Ligachov foi apanhado de surpresa.
Ele próprio afirmou que havia duas formas de corrupção, uma que há muito todos sabiam que existia, e à qual queriam pôr fim quando assumiram o poder em 1985; e uma outra que surgiu no espaço de um ano e meio como uma forte vaga de pressão, vinda da "segunda economia" e das organizações mafiosas florescentes.
Como puderam esses setores emergir com tal força na sociedade socialista?
TK – A "segunda economia" alcançou uma expressão importante em dois períodos da história da URSS: o primeiro foi durante a Nova Política Econômica (NEP) dos anos 20 que permitiu o desenvolvimento do capitalismo, sob controlo estatal dentro de determinados limites.
Esta foi uma opção consciente do Estado socialista tomada provisoriamente para fazer face à situação de emergência causada pela guerra civil. Em 1928-29 a NEP foi superada de forma decidida.
No entanto, dirigentes do partido como Bukhárin defenderam a manutenção da NEP apresentando-a como a via mais adequada para alcançar o socialismo. Esta corrente foi derrotada pela maioria do partido liderada por Stálin, que justamente lembrou que a NEP fora definida por Lênin como um recuo necessário, porém temporário. E apostaram na planificação centralizada e na propriedade social dos meios de produção.
Mas este período dos anos 20 ficou marcado não só pelo florescimento do capitalismo e dos setores marginais e criminosos, mas também pelo alastramento de uma ideologia de direita, anti-socialista. Ou seja, podemos ver claramente uma correspondência entre a base material e a ideologia.
O segundo período foi mais prolongado e gradual. Teve início em meados dos anos 50, após a morte de Stálin. Khruchov foi a primeira peça deste quebra-cabeças. Em muitos aspectos, não todos, teve desvios de direita e quando estes foram demasiados houve uma correção. Veio Bréjnev, mas este detestava mudanças, queria estabilidade, e apesar das disputas entre as alas esquerda e direita os problemas continuaram a acumular-se.
"O socialismo é uma construção consciente"
Foi então o acumular de problemas na época de Bréjnev que condicionou as reformas dos anos 80?
TK – Nos anos 80, os problemas eram evidentes para todos, mas a questão-chave que se colocava era qual das duas tendências tradicionais no partido os iria resolver: a tendência de direita ou a tendência de esquerda?…
Infelizmente já conhecemos a resposta…
RK – Mas Bréjnev não teve apenas aspectos negativos. No plano internacional obteve a paridade militar com os Estados Unidos e ajudou os movimentos revolucionários em várias regiões do mundo.
Este esforço no plano militar e no plano da solidariedade internacionalista exigiu importantes recursos que não puderam ser utilizados para suprir necessidades domésticas.
Talvez também por esta razão que, durante este período, se tenha fechado os olhos ao setor privado ilegal que se desenvolvia nas bordas da economia socialista. Esta espécie de "pacto" com a "segunda economia" permitiu o surgimento de uma camada que ficou conhecida como "os milionários de Bréjnev", que eram pessoas que fizeram fortunas através de redes de corrupção toleradas pelo poder.
TK – Bem, trata-se de um setor ilegal, por isso não há números oficiais, o que torna o seu estudo difícil…
RK – Mas é verdade que se trata de um fenômeno ignorado e não reconhecido pela literatura marxista. A "segunda economia" foi sempre vista como um resquício do capitalismo que desapareceria à medida do avanço do socialismo.
Contudo, há alguns estudos que nos mostram que o seu peso estava longe de ser negligenciável. Por exemplo, é interessante comparar o período de Bréjnev com os primeiros meses da direção de Andrópov em termos de processos criminais instruídos por atividades econômicas ilícitas.
Verificamos que nos anos de Bréjnev não houve praticamente condenações pela prática deste tipo de crime, mesmo quando os casos chegaram a ser julgados em tribunal. Com Andrópov esta situação alterou-se radicalmente. Muitas pessoas foram condenadas nesse período.
No vosso livro, não dedicam muito espaço à análise do chamado "relatório secreto" apresentado ao 20.º congresso do PCUS por Khruchov sobre o "culto à personalidade", mas referem a necessidade de reavaliar o período comumente designado por "stalinismo", notando que enquanto tal não for feito, os comunistas continuarão prisioneiros do passado. Querem explicar?
RK – Quando começámos a escrever o livro essa questão colocou-se e tivemos de tomar uma decisão. Decidimos que não iríamos entrar no tema quente de Stálin. Há muitos preconceitos enraizados e, sobretudo, há muitas coisas que não conhecemos suficientemente para podermos desmontar idéias feitas e diariamente repetidas sobre Stálin.
A única coisa que fizemos, ou pelo menos tentámos, foi abrir a porta a este assunto. Nós não temos todas as respostas sobre Stálin e a sua época, e seria um erro pensar que temos. Há muitos aspectos históricos e políticos que precisamos de absorver e compreender.
Contudo, praticamente todas as conquistas do socialismo que enumeram na introdução do livro foram alcançadas em particular durante os anos 30, sob a direção de Stálin…
TK – É um fato, mas tivemos de fazer uma opção entre tratar toda a questão ou apenas o que consideramos ser a questão-chave. Por acaso, a maioria dos ataques ao nosso livro por parte de marxistas ou pseudo-marxistas, sociais-democratas ou comunistas revisionistas centraram-se precisamente na questão de Stálin.
Não contestaram nada do que dissemos sobre Gorbatchov nem sobre a "segunda economia", apenas nos censuraram por sermos demasiado brandos com Stálin e por não termos reconhecido que Stálin era um monstro, um louco, um carniceiro. Esta questão no Partido Comunista dos Estados Unidos é particularmente sensível.
Mas se a tese do vosso livro está correta, então as políticas de Stálin terão sido as mais corretas e as únicas que podiam garantir a construção do socialismo e defender as conquistas revolucionárias.
RK – O ódio a Stálin é tão cego e intenso que alguns críticos do nosso livro dizem que estamos errados e insistem que Stálin foi a causa do colapso da URSS.
Vem a propósito uma reflexão vossa sobre a importância do fator subjetivo no socialismo. Segundo afirmam, o papel dos dirigentes é mais decisivo no socialismo do que no capitalismo. Porquê?
TK – O capitalismo cresce enquanto que o socialismo é construído. No livro utilizamos uma metáfora em que comparamos o capitalismo a uma jangada a descer um rio. As possibilidades de dirigir a jangada são reduzidas, ela é arrastada pela força da corrente e apenas se podem fazer algumas pequenas correções na trajetória.
Nesta metáfora, o socialismo é um avião, o qual apesar de ser um meio de transporte incomparavelmente superior exige ser pilotado por uma equipa bem preparada científica e tecnologicamente, capaz de compreender e aplicar conscientemente as leis da ciência.
Ou seja, apesar de o avião ser um sistema superior é vulnerável num sentido em que a jangada não o é. Isto não significa obviamente que devamos abandonar o avião e voltar à jangada, assim como não podemos voltar ao tempo das cavernas, apesar de as nossas casas poderem ruir.
*Alekssandr Iákovlev — responsável a partir de 1985 pelo departamento de propaganda do PCUS, torna-se membro do CC do PCUS em 1986, responsável pelas questões da ideologia, informação e cultura.
Sobe ao politburo em junho de 1986 e é sob proposta sua que são nomeados os diretores dos principais jornais e revistas do país que passam a defender abertamente posições antisocialistas (os jornais Moskovskie Novosti, Sovietskskaia Kultura, Izvestia; as revistas Ogoniok, Znamia, Novi Mir, entre outros). Faz publicar uma série de romances de escritores dissidentes e anti-soviéticos, bem como cerca de 30 filmes antes proibidos. Em agosto de 1991 anuncia a decisão de abandonar o PCUS.
Por Iegor Ligatchov – membro do politburo entre 1985 e 1991, foi um dos impulsionadores da campanha anti-álcool (1985-87) e, mais tarde, assumiu-se como um opositor às reformas de Gorbatchov.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Supremo recebe denúncias contra deputado do Pará por desvio de dinheiro
O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou hoje (18) ao Supremo Tribunal Federal (STF) duas denúncias contra o deputado Joaquim Lira Maia (DEM-PA) e outras nove pessoas. Eles são acusados de se apropriarem de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), repassados à prefeitura de Santarém (PA).
A denúncia aponta a suspeita de que Lira Maia, quando prefeito do município paraense, teria aberto empresas fantasmas para poder participar de licitações da Secretaria de Educação e Desporto do município, entre 1998 e 2000.
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, diz que há muitas provas no processo que confirmam as acusações, como a não-existência das empresas Milserv Serviços e Representações, Amazonas Maciel & Souza e U.M. Engenharia Construção e Comércio, que deveriam prestar serviços com recursos do Fundef, como a construção de escolas.
A auditoria da Receita Federal constatou que 82% dos valores repassados via Fundef ao município (a análise foi de 98% do dinheiro) foram direcionados a pagamentos alheios ao objetivo da verba – a irregularidade equivale a R$15,15 milhões.
O processo será relatado pelo ministro Carlos Ayres Britto.
Do Jornal da Mídia
A denúncia aponta a suspeita de que Lira Maia, quando prefeito do município paraense, teria aberto empresas fantasmas para poder participar de licitações da Secretaria de Educação e Desporto do município, entre 1998 e 2000.
O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, diz que há muitas provas no processo que confirmam as acusações, como a não-existência das empresas Milserv Serviços e Representações, Amazonas Maciel & Souza e U.M. Engenharia Construção e Comércio, que deveriam prestar serviços com recursos do Fundef, como a construção de escolas.
A auditoria da Receita Federal constatou que 82% dos valores repassados via Fundef ao município (a análise foi de 98% do dinheiro) foram direcionados a pagamentos alheios ao objetivo da verba – a irregularidade equivale a R$15,15 milhões.
O processo será relatado pelo ministro Carlos Ayres Britto.
Do Jornal da Mídia
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Por que a oposição não chama FHC para subir no palanque com eles?

Integrantes da base aliada e da oposição têm travado disputas, na Justiça e nos bastidores, para se vincular à imagem do Presidente Lula nesta campanha eleitoral. Isso tem uma razão: em 20 das 26 capitais em que há eleição, candidatos que apóiam o Palácio do Planalto aparecem mais bem colocados que oposicionistas em pesquisas de opinião.
Em Natal, a candidata Micarla Souza (PV) tem o apoio do líder oposicionista no Senado, José Agripino (DEM-RN), mas Micarla não fala e nem lembra do Zé Agripino em sua campanha. Ela gosta de lembrar que é candidata da base de Lula. "Ela não quer confronto entre o governo e a oposição. No Nordeste, qualquer candidatura contrária a Lula leva desvantagem", diz Agripino Maia.
Demo fugindo do Demo
Embora patrocinada pela senadora Kátia Abreu, expoente do DEM, Nilmar Ruiz não está nem aí: faz campanha em Palmas exibindo fotos suas ao lado de Lula, além de frase (ficcional) em que o presidente "diz" que, se a candidata for eleita, a capital do Tocantins será muito bem tratada pelo Planalto.
Os tucanos não chamam Fernando Henrique Cardoso para campanha
Até mesmo candidatos do PSDB buscam se vincular à imagem de Lula.Em Cuiabá, o atual prefeito Wilson Santos (PSDB) escalou uma irmã do Presidente Lula, Ledinalva da Silva dos Santos, para pedir votos para ele. "Wilson e Lula são trabalhadores que pensam e trabalham para o povo. Então é 45 na cabeça", disse Ledinalva no programa tucano. Leia
Outro tucano que usou a imagem de Lula em campanha foi o atual prefeito de Teresina, Silvio Mendes, que tenta a reeleição.
A imagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é disputada por todos os candidatos. Em santinhos, carros de som e programas de TV, Lula aparece como principal cabo eleitoral, um reflexo do bom momento da economia e de programas sociais, como Bolsa Família e ProUni. Em Cuiabá, até o PSDB usa imagens de Lula e seus ministros, como Patrus Ananias, para cabalar votos.
Questionado, o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra (PE), não desaprovou a estratégia. "Não vejo problema algum. Bom para ele [Santos]", disse. Guerra, porém, prefere não supervalorizar a força do Presidente Lula. "Tem caso que influencia e tem caso que não faz diferença", disse.
Sem Grampo
"Tucano que acha que os candidatos a prefeito não devem criticar o governo Lula é adepto da geléia geral. A oposição não pode ser frouxa."
Do líder do PSDB na Câmara, José Aníbal, em resposta aos correligionários que rejeitaram a idéia do PSDB de utilizar parte do tempo da propaganda eleitoral para falar da "crise" dos grampos.
No Rio de Janeiro, Marcelo Crivela (PRB) também foi contestado judicialmente por usar imagem de Lula. O candidato petista à prefeitura, Alessandro Molon, ganhou o direito exclusivo de explorar o presidente em seu programa eleitoral.
Candidata pelo PDT em Fortaleza, a senadora Patrícia Saboya apareceu no seu primeiro programa ao lado de Lula e de seu ex-marido, o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). A atual prefeita, Luizianne Lins (PT), de cuja coligação o PSB faz parte, também ingressou na Justiça para impedi-la de usar as imagens de Lula e Ciro.
Por: Helena™
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Pedido de impeachment pelo DEMos faz de Demóstenes Torres o suspeito nº 1
Com a ameaça de pedir impeachent do presidente Lula pelo DEMos, as peças do quebra cabeça começam a se encaixarem e Demóstenes Torres torna-se, automaticamente, o principal suspeito de ser o verdadeiro autor da gravação, pois ele é quem tem total acesso a gravar seu próprio telefone sem qualquer dificuldade.
A própria assessoria de Demóstenes poderia gravar e até plantar a gravação dentro da ABIN sob forma de denúncia, anônima ou usando laranjas.
Analistas da ABIN, por dever funcional, tem que investigar denuncias de espionagem (o que inclui denuncias de gravações clandestinas), até para saber que encaminhamento dar.
Daí até poderia ser verdade a frase genérica da reportagem da Veja: " ... de acordo com o funcionário(ABIN), em seu setor de trabalho já passaram interceptações telefônicas de conversas ..."
O que é completamente leviano na reportagem é afirmar que foi a ABIN quem fez grampos, pois no próprio texto da reportagem a fonte não diz isso.
A suspeita sobre o gabinete de Demóstenes, fica reforçada quando nos lembramos do recente episódio do "dossiê" com a mesma revista Veja em conluio com André Eduardo da Silva Fernandes, assessor de Álvaro Dias.
Por: Zé Augusto
A própria assessoria de Demóstenes poderia gravar e até plantar a gravação dentro da ABIN sob forma de denúncia, anônima ou usando laranjas.
Analistas da ABIN, por dever funcional, tem que investigar denuncias de espionagem (o que inclui denuncias de gravações clandestinas), até para saber que encaminhamento dar.
Daí até poderia ser verdade a frase genérica da reportagem da Veja: " ... de acordo com o funcionário(ABIN), em seu setor de trabalho já passaram interceptações telefônicas de conversas ..."
O que é completamente leviano na reportagem é afirmar que foi a ABIN quem fez grampos, pois no próprio texto da reportagem a fonte não diz isso.
A suspeita sobre o gabinete de Demóstenes, fica reforçada quando nos lembramos do recente episódio do "dossiê" com a mesma revista Veja em conluio com André Eduardo da Silva Fernandes, assessor de Álvaro Dias.
Por: Zé Augusto
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Mordomia para o amigo de Marco Aurélio de Mello

Álvaro Lins, antes de entrar em Bangu 8, teve de deixar na portaria dinheiro (o limite para interno é R$100) e algumas camisas pretas (o pessoal da Polícia Civil costuma usar camisa preta em suas operações).
Outra...
Em Bangu 8, Cacciola, Jerominho e Natalino, o trio que parece liderar os outros presos, traçaram estratégia para tirar Álvaro Lins do estado de depressão. Os três recomendaram aos demais detentos para não incomodar Lins com perguntas e até restringiram o uso da TV a programas esportivos.
Salvatore Cacciola hoje mora num presídio de segurança máxima do Rio de Janeiro. Durante uma vistoria na cela do ex-banqueiro agentes penitenciários encontraram um embrulho com restos de comida sofisticada.
Salvatore Cacciola teria pedido a um restaurante um prato de lagosta ao preço de 116 reais e outro de salmão por 60 reais, fora dos dias de visita.
O ex-banqueiro está preso em Bangu 8, presídio de segurança máxima há 39 dias. Ele cumpre pena por gestão fraudulenta e divide a cela com outros 32 presos que têm curso superior.
A secretaria de administração penitenciária abriu sindicância para apurar as denúncias de que o ex-banqueiro pagava a agentes para obter mordomias na cadeia. As investigações devem ser concluídas num prazo de 30 dias.
“Nós temos lá um secretário de administração penitenciária que é muito firme, evidentemente o que vale pra Chico vale pra Francisco. O tratamento tem que ser igual pra todos”, diz Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro.
Por: Helena™
sábado, 16 de agosto de 2008
DEMÔNIOS (DEM) A MÁSCARA CAIU:"Senador Heráclito Fortes deve depor em defesa de Dantas, diz advogado"
"Senador Heráclito Fortes deve depor em defesa de Dantas, diz advogado."Senador em defesa de Dantas, diz advogado Heráclito Fortes (DO DEMOCRATAS OPOSIÇÃO AO GOVERNO LULA) deve depor.
Segundo Nélio Machado, depoimento pode ser por escrito.
O advogado Nélio Machado, que representa o banqueiro Daniel Dantas, disse nesta quinta-feira (14), ao deixar a sede da Justiça Federal em São Paulo, que o senador Heráclito Fortes (DEM-PI) deve depor em defesa do banqueiro.“Ele [senador Heráclito Fortes] pode contribuir de várias formas, ele é um senador ativo que conhece toda essa problemática, ele acompanhou isso tudo. Inclusive tentou-se até de alguma forma envolvê-lo, como se ele fosse um braço adiantado de proteção do Daniel Dantas, o que é absolutamente incorreto e improcedente. Eles se conhecem, e as pessoas se conhecerem não é delito”, disse o advogado. (ATENÇÃO: ESSA AFIRMAÇÃO NÃO VALE QUANDO SE TRATA DO PRESIDENTE LULA, ESPOSA, FILHOS, IRMÃOS, CACHORRO DO TIO DO PRIMO E POR AÍ VAI).
Daniel Dantas deixa a sede da Justiça em SP. Dantas, Chicaroni e Braz ficam calados, diz Justiça Federal.Segundo Machado, por sugestão do juiz, o depoimento do senador deve ser feito por escrito. Ao todo, de acordo com o advogado, serão arroladas oito testemunhas de defesa do banqueiro, que devem depor a partir do dia 22.Ao deixar a sede da Justiça Federal nesta quinta-feira (14), Dantas não quis dar entrevista. O banqueiro disse que se manteve calado durante o depoimento por orientação de seu advogado.Dantas, o ex-presidente da Brasil Telecom Participações Humberto Braz e o professor Hugo Chicaroni são réus em processo que os acusa de tentar subornar um delegado da Polícia Federal.Os três não quiseram se pronunciar nesta quinta diante do juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal, que ouviu os delegados da PF Protógenes Queiroz e Victor Hugo Andrade.
Protógenes comandou a Operação Satiagraha, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta por crimes financeiros. Ele deixou a sede da Justiça por volta de 21h e também não quis falar à imprensa. Primeiro a depor, o delegado Victor Hugo, alvo do suposto suborno, falou durante três horas ao juiz. Também convocado a depor, o escrivão da PF Amadeu Ranieri foi dispensado pelo promotor Rodrigo de Grandis.Ao deixar a sede da PF, o promotor disse que as testemunhas "confirmaram integralmente" o que já tinham dito anteriormente. O promotor se disse "muito satisfeito com as provas colhidas" e afirmou que, por isso, dispensou o depoimento de Ranieri.
Do APOSENTADO INVOCADO
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
DEMos obstruíram aumento salarial de 1,4 milhão de servidores Civis e Militares
Atenção servidores civis e militares. Na hora de votar, esqueçam o número 25 do DEMos. Eles só se lembram de vocês fora do palanque na hora do arrocho ou demissão.
Apesar da oposição dos DEMos, a Câmara dos Deputados concluiu ontem (5) a votação da Medida Provisória 431/08, que reajusta os salários de 1 milhão e 400 mil servidores federais - 800 mil civis e 600 mil militares das Forças Armadas.
A medida provisória segue agora à apreciação do Senado.
Na segunda-feira DEMos e Tucanos se uniram contra o funcionalismo para obstruir a votação do requerimento sobre a MP 431/08 justamente com o intuito de dificultar o alcance do quórum.
A proposta inicial dos DEMos era retirar de pauta a Medida Provisória do funcionalismo. Ao perderem, passaram a obstruir as sessões de votação. Eles e a bancada ruralista queriam impedir a votação da MP 431, até que houvesse um acordo sobre outra MP, a 432, que trata da renegociação das dívidas agrícolas.
A MP 432 também foi aprovada, de acordo com a proposta do governo e não dos DEMos. Assim 85% das dívidas agrícolas podem ser renegociadas.
Na terça-feira, os tucanos mudaram de lado e resolveram votar a MP que beneficia o funcionalismo. Mas os DEMos mantiveram-se irredutíveis. O negócio deles é legislar para beneficiar banqueiros e latifundiários, o funcionalismo que se exploda.
Por: Zé Augusto
Apesar da oposição dos DEMos, a Câmara dos Deputados concluiu ontem (5) a votação da Medida Provisória 431/08, que reajusta os salários de 1 milhão e 400 mil servidores federais - 800 mil civis e 600 mil militares das Forças Armadas.
A medida provisória segue agora à apreciação do Senado.
Na segunda-feira DEMos e Tucanos se uniram contra o funcionalismo para obstruir a votação do requerimento sobre a MP 431/08 justamente com o intuito de dificultar o alcance do quórum.
A proposta inicial dos DEMos era retirar de pauta a Medida Provisória do funcionalismo. Ao perderem, passaram a obstruir as sessões de votação. Eles e a bancada ruralista queriam impedir a votação da MP 431, até que houvesse um acordo sobre outra MP, a 432, que trata da renegociação das dívidas agrícolas.
A MP 432 também foi aprovada, de acordo com a proposta do governo e não dos DEMos. Assim 85% das dívidas agrícolas podem ser renegociadas.
Na terça-feira, os tucanos mudaram de lado e resolveram votar a MP que beneficia o funcionalismo. Mas os DEMos mantiveram-se irredutíveis. O negócio deles é legislar para beneficiar banqueiros e latifundiários, o funcionalismo que se exploda.
Por: Zé Augusto
quinta-feira, 31 de julho de 2008
A Máscara Caiu - Blogueiros de aluguel
Finalmente alguém teve coragem de contar aquilo que nós blogueiros já sabíamos, mas sem ter como provar: Existe blog e blogueiro de aluguel. Moriael Paiva, coordenador de comunicação da campanha de Gilberto Kassab, do DEM contou ao portal Terra, que, para conquistar a simpatia dos internautas e não ficar "artificial", Paiva contratou quatro blogueiros para escrever o diário do atual prefeito da capital paulistana. "São pessoas jovens que falam sobre os bastidores da campanha com uma linguagem bem de Internet".
A idéia é ser transparente, porque todo mundo sabe que não é o prefeito que escreve aquilo", comenta Paiva. Isso a gente já sabia. Na eleição passada, uma blogueira de aluguel estava na campanha de Geraldo Alckmin (PSDB), hoje, está na campanha de Kassab (DEM).
Por: Helena™
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Dantas contratou advogado para ação de deputado no TCU
Atendendo o pedido do nosso querido leitor Marcos César Fioravantti,e para os demais leitores "sem folha" reproduzo na íntegra a matéria publicado na Folha de S. Paulo desta segunda feira.Dantas contratou advogado para ação de deputado no TCU
BrT fechou negócio de R$ 1,75 mi para escritório abrir processo em nome de Alberto Fraga. Objetivo da representação era pressionar governo a impedir acordo com fundos de pensão; deputado do DEM atribui ação a advogados
O banqueiro Daniel Dantas, que controlava a Brasil Telecom por meio do banco Opportunity, contratou por R$ 1,75 milhão um escritório de advocacia de Brasília para dar assessoria jurídica ao deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF) numa representação ingressada pelo parlamentar no TCU (Tribunal de Contas da União).
Na ação, o deputado queria que o TCU pressionasse o governo a impedir um acordo "put", pelo qual os fundos de pensão se comprometiam a comprar ações do Citigroup na Brasil Telecom. Protagonista da disputa pelo controle da companhia telefônica, Dantas queria inviabilizar o acordo.
Localizado por telefone na última quarta-feira, nos EUA, onde estava a trabalho, o deputado, licenciado da Câmara, hoje secretário de Transportes do governo do Distrito Federal, descreveu o trabalho do escritório de advocacia: "Quem providenciou a ação, quem confeccionou a ação, foram eles".
Sobre o pagamento, Fraga disse: "Um dos funcionários [da BrT] que tinha me avisado, que tinha pedido ajuda, tinha dito exatamente isso: "Não, a gente arruma um jeito de dar uma ajuda pra você". Porque eu não ia pagar honorários".
O congressista reconheceu ser "muito amigo" do ex-cunhado de Daniel Dantas, Carlos Rodenburg, em nome de quem estão registradas empresas ligadas ao grupo Opportunity. Cópias do contrato fechado entre BrT e o escritório brasiliense Menezes & Vieira integram a auditoria feita no final de 2005 na BrT pelos novos controladores da telefônica. O objeto do contrato, assinado por Carla Cico, pessoa de confiança de Dantas, previa o "ingresso de representação, junto ao TCU, visando obtenção de liminar para determinar à Secretaria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social, bem como às patrocinadoras dos fundos de pensão, para que suspendam todas e quaisquer tratativas".
Em 2005, a Folha noticiou que a representação de Fraga era uma "clonagem" de um texto do advogado Luis Octavio Motta Veiga, ex-presidente do Conselho de Administração da BrT. O contrato demonstra agora que o texto não foi só preparado pelo banco, mas o próprio pagamento de advogados foi providenciado pela telefônica controlada por Dantas.
A cláusula segunda previa R$ 500 mil por "expediente e pró-labore" e mais R$ 1,25 milhão a título de "honorários de êxito". Seria pago "em caso de obtenção de liminar, confirmada em plenário, que atenda integralmente o objeto previsto na cláusula 1.1 acima", que previa a intervenção da Secretaria de Previdência Complementar para a suspensão do acordo até o julgamento final do caso.
O contrato foi assinado no dia 8 de agosto de 2005. Uma semana depois, o ministro do TCU Benjamin Zymler concedeu a liminar. O mesmo ministro, contudo, reconsiderou sua decisão logo depois e encaminhou uma retificação, novamente acolhida pelo plenário. Em outubro, Zymler, após receber esclarecimentos das partes, votou pela suspensão da liminar. Em abril de 2006, ele decidiu, em voto, que a Secretaria de Previdência Complementar, como fiscalizadora dos fundos de pensão, acompanhasse e adotasse providências para garantir que o acordo "put" seguisse previsões legais, mas deixou de proibir a realização do acordo.
Por: Helena™
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Com a palavra o DEM - Deputado do DEM é preso no Rio
O deputado estadual Natalino Guimarães (DEM), foi preso na noite de ontem, acusado de chefiar o grupo de milicianos Liga da Justiça, Natalino, está detido na 35° Delegacia de Polícia, em Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro, pode ser transferido para a carceragem da Polinter ainda nesta terça-feira.Segundo o delegado Marcos Neves, titular da 35ª Delegacia de Polícia, em Campo Grande, a prisão do deputado desarticula totalmente a liderança da milícia Liga da Justiça, que atua na região.
O irmão do parlamentar, vereador Jerônimo Guimarães, conhecido como Jerominho, já estava preso desde o fim do ano passado. Segundo o delegado, durante depoimento à polícia, o deputado afirmou que a sua prisão foi uma covardia e que ele era apenas um chefe... de família.
A casa do deputado foi cercada por volta das 23h. Houve tiroteio e um homem identificado como Fábio Pereira de Oliveira, o Fábio Gordo, 34 anos, suposto aliado do deputado na região, foi baleado. Natalino foi detido e levado algemado para a 35ª DP.
O delegado afirmou que não precisava de ordem judicial para prender o deputado estadual, por encontrá-lo "em estado de flagrante". Segundo ele, na hora da prisão, Natalino teria praticado os crimes de formação de quadrilha, porte ilegal de armas (uma espingarda e uma pistola), tentativa de homicídio (contra os policiais) e favorecimento pessoal - delitos inafiançáveis e não cobertos pela proteção da imunidade parlamentar.
Segundo Neves, o favorecimento refere-se ao abrigo que Natalino estaria dando a Fábio Gordo, foragido da Justiça. "Não havia nada de errado dentro da minha casa, o Marcus Neves está mentindo", disse Natalino.
Desde o início da operação de combate às milícias na região, a delegacia prendeu 32 pessoas, entre eles policiais militares e bombeiros. Há cerca de 15 dias, em operação realizada com apoio da Polícia Federal no Rio Grande do Norte, agentes da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas e de Inquéritos Especiais (Draco) capturaram o policial civil André Luiz Malvar, genro de Jerominho e suposto braço armado do bando.(Com informações de O Dia)
Por: Helena™
sexta-feira, 18 de julho de 2008
HERACLITO FORTES, CORTANDO PREGO PARTE II
O senador Heráclito Fortes (DEM-PI), suspeito de ter envolvimento com o banqueiro Daniel Dantas está numa situação de desespero. Apesar de negar o envolvimento com o proprietário do banco Opportunity,o parlamentar está envolvido até o pescoço e sabendo que a situação é complicada, tomou medidas imprevistas. Pediu hoje 17/07 a seu amigão do peito Gilmar Mendes presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) o alargamento, para si, do habeas corpus preventivo concedido ao banqueiro Daniel Dantas, outro amigão em que só de carona no jato do banqueiro foram 56 viagens. Heráclito também solicitou ao ministro da Justiça Tarso Genro, no mínimo para saber de onde veio a mancada, todos os dados que o envolvam na Operação Satiagraha, deflagrada pela Polícia Federal e que fechou o cerco a Dantas.Heráclito é citado em grampos da Polícia Federal na Operação Satiagraha por interlocutores do grupo de Dantas como um senador que ajudava a atuação do Opportunity. Em uma das conversas gravadas, o suposto lobista Guilherme Sodré diz que o senador”é amigo” na mesma conversa Sodré diz: “Eu tô lhe dizendo que eu não acredito que ele fez exatamente assim, ele não é uma pessoa irresponsável... é amigo, ta certo, me ligou hoje preocupado com a situação que a gente ta vivendo... “, afirmou ao sócio do Opportunity Arthur de Carvalho.
Três inquéritos sobre o caso tramitam na 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Vamos ver como se sai o aloprado oposicionista pefelento, que junto com o também senador Mão Santa (PMDB-PI) vão (que DEUS os livre) terminar enfartando de inveja do governo petista de Lula.
Por Magno ptpetrolina
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